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Desenrola Rural tem prazo ampliado até dezembro de 2026 e facilita renegociação de dívidas no campo

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O Governo Federal prorrogou até 20 de dezembro de 2026 o prazo de adesão ao Programa de Regularização de Dívidas e Facilitação de Acesso ao Crédito Rural da Agricultura Familiar, conhecido como Desenrola Rural. A medida amplia as oportunidades para agricultores familiares renegociarem ou quitarem dívidas ligadas ao crédito rural, fortalecendo a capacidade produtiva no campo.

A prorrogação foi oficializada por meio do Decreto nº 12.956/2026, publicado em edição extra do Diário Oficial da União na última terça-feira (5). Segundo o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), o programa cria condições mais acessíveis para produtores rurais regularizarem pendências financeiras e recuperarem o acesso a financiamentos agrícolas.

Descontos e prazo maior para pagamento de dívidas rurais

O Desenrola Rural contempla débitos vinculados aos Fundos Constitucionais de Financiamento, ao antigo Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária (Procera) e ao Crédito Instalação do Incra.

Entre os principais benefícios previstos estão:

  • descontos para liquidação de dívidas em atraso;
  • renegociação de contratos do Pronaf firmados entre 2012 e 2022;
  • ampliação do prazo de pagamento em até dez anos;
  • carência em determinados contratos, com parcelas iniciando apenas em 2027.
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A iniciativa busca reduzir a inadimplência no meio rural e permitir que agricultores familiares retomem o acesso às linhas de crédito rural, fundamentais para custeio, investimento e manutenção das atividades agropecuárias.

Crédito rural mais restrito pressiona produtores em Mato Grosso

A ampliação do prazo do programa ocorre em um momento de maior pressão financeira sobre o agronegócio brasileiro. Em Mato Grosso, produtores enfrentam aumento dos custos de produção, juros elevados e maior seletividade das instituições financeiras na concessão de crédito rural.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), por meio do projeto Funding Soja, aponta que o custo estimado da safra de soja 2025/26 pode alcançar R$ 54,39 bilhões. O estudo também identificou crescimento da participação do capital próprio no custeio da produção, passando de 20,7% para 23,5%, reflexo das dificuldades de acesso ao financiamento rural.

Além disso, produtores têm enfrentado exigências mais rigorosas de garantias e taxas de juros mais elevadas, cenário que limita novos investimentos e compromete o fluxo financeiro das propriedades rurais.

Famato destaca retomada do acesso ao financiamento

O analista do Núcleo Técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, afirma que a medida representa uma oportunidade importante para agricultores familiares reorganizarem a situação financeira e voltarem a investir na produção.

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Segundo ele, a regularização das pendências financeiras permite ao produtor recuperar o acesso às linhas de financiamento e manter a atividade produtiva ativa no campo.

“A iniciativa contribui para que agricultores familiares possam reorganizar suas finanças, voltar a acessar crédito rural e manter a geração de renda e produção de alimentos”, destacou o analista.

Reforma agrária e Pronaf também são beneficiados

O decreto também amplia as possibilidades de regularização para beneficiários da reforma agrária. Produtores com passivos antigos do Procera poderão voltar a acessar políticas públicas de crédito rural.

Além disso, agricultores familiares com operações em atraso poderão contratar novos financiamentos pelo Pronaf, desde que não possuam débitos inscritos em Dívida Ativa da União.

Para o Sistema Famato, a prorrogação do Desenrola Rural fortalece a agricultura familiar ao estimular a recuperação da capacidade produtiva, garantir continuidade das atividades agropecuárias e incentivar a geração de renda no meio rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar abre em alta com tensão no Oriente Médio e mercado monitora ataques dos EUA ao Irã

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O dólar iniciou esta terça-feira (26) em leve alta diante do aumento da aversão ao risco no mercado internacional, após os novos ataques dos Estados Unidos ao Irã ampliarem as preocupações dos investidores com a escalada das tensões no Oriente Médio.

Na abertura do mercado, a moeda norte-americana avançava 0,05%, cotada a R$ 5,0210. Durante as primeiras negociações do dia, o câmbio seguiu oscilando próximo desse patamar, enquanto operadores monitoravam os desdobramentos geopolíticos e os impactos sobre petróleo, juros globais e fluxo de capital para países emergentes. Dados mais recentes apontam o dólar comercial na faixa de R$ 5,01 no mercado brasileiro.

O movimento ocorre após a divisa norte-americana fechar a sessão anterior em queda de 0,19%, a R$ 5,0185. No acumulado de 2026, o dólar ainda registra desvalorização superior a 8% frente ao real, refletindo o diferencial de juros no Brasil, entrada de capital estrangeiro e desempenho positivo das exportações brasileiras.

Ibovespa tenta manter trajetória positiva

O mercado acionário brasileiro também permanece no radar dos investidores. O Ibovespa encerrou o último pregão com alta de 0,91%, aos 177.816 pontos, impulsionado principalmente pelo fluxo externo e pela recuperação de ações ligadas a commodities e bancos.

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No acumulado do ano, o principal índice da bolsa brasileira sobe mais de 10%, apesar da recente volatilidade provocada pelas incertezas fiscais internas e pelo cenário internacional mais sensível. O mercado monitora ainda indicadores econômicos dos Estados Unidos, além das sinalizações do Federal Reserve sobre os próximos passos da política monetária americana.

Petróleo e cenário externo pressionam moedas emergentes

A tensão envolvendo EUA e Irã elevou a cautela nos mercados globais, principalmente devido ao risco de impactos na oferta mundial de petróleo. Em momentos de maior instabilidade geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro americano.

Esse ambiente costuma gerar pressão adicional sobre moedas emergentes, incluindo o real brasileiro, especialmente em sessões de maior volatilidade internacional.

Além do cenário externo, agentes financeiros acompanham no Brasil a trajetória das contas públicas, o comportamento da inflação e as expectativas para os juros domésticos ao longo do segundo semestre.

Desempenho dos mercados
  • Dólar
    • Abertura desta terça-feira: R$ 5,0210
    • Fechamento anterior: R$ 5,0185
    • Acumulado da semana: -0,19%
    • Acumulado do mês: +1,35%
    • Acumulado do ano: -8,57%
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 177.816 pontos
    • Acumulado da semana: +0,91%
    • Acumulado do mês: -5,07%
    • Acumulado do ano: +10,36%
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Os investidores seguem atentos ao comportamento do mercado internacional ao longo do dia, especialmente após a abertura das bolsas em Nova York e a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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