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Desconto de energia para irrigação noturna beneficia 4 mil famílias de produtores rurais

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As propriedades rurais que dependem da energia elétrica para o bombeamento da água para atividades como criação de peixes ou irrigação das plantações contam com um desconto na tarifa de eletricidade consumida no período noturno. A tarifa noturna de irrigação e aquicultura beneficia cerca de 4 mil produtores rurais atendidos pela Copel. O desconto vale para a energia consumida entre 21h30 e 6h. A economia é de 60% para clientes atendidos em baixa tensão e de 70% para os atendidos em alta tensão. 

Um destes domicílios é a propriedade de Valdevina Aparecida Rodrigues Silva, localizada na estrada entre Guaravera e Tamarana, na região Norte. Em 2015, ela aderiu ao Programa de Irrigação Noturna após conhecê-lo pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) – antiga Emater. “Eles me auxiliaram na parte de documentação e do projeto rural, e nos acompanham até hoje fazendo visitas”, afirma. 

Para a agricultora, a viabilidade e facilidade de trabalhar com o programa são fundamentais. Valdevina destaca que, além do desconto, a irrigação noturna proporciona uma maneira eficiente de cuidar das culturas de hortaliças que possui em sua propriedade, como repolho, berinjela e abóbora-menina.

Ela também ressalta o aproveitamento do desconto em impulsionar o desenvolvimento da produção agrícola, permitindo investir em insumos e sementes de melhor qualidade. Durante a pandemia, o desconto foi fundamental para facilitar as vendas no Ceasa, que ocorrem três vezes por semana, de madrugada. 

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A proprietária tem o plano de expandir a rede interna e ter acesso à rede trifásica, que já passa próximo à sua propriedade. Um estudo detalhado está sendo preparado para ser apresentado à Copel junto com o projeto de expansão. O investimento tem como objetivo trazer maior eficiência no uso da energia. 

COMO FUNCIONA – A modalidade tarifária que incentiva o uso noturno da energia para atividades de irrigação e aquicultura é prevista pela Resolução Normativa 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel. Para solicitar a adesão, a unidade consumidora deve possuir uma ligação construída exclusivamente para alimentar o sistema responsável pelo bombeamento e distribuição da água.

Para garantir que o uso da água esteja em conformidade com a preservação do meio ambiente, é necessário comprovar a existência do licenciamento ambiental e da outorga do direito de uso de recursos hídricos, ou de sua dispensa. 

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Com a entrada de serviço construída e a documentação regular, o pedido de conexão pode ser feito no site da Copel. Em seguida, será realizada vistoria na unidade consumidora. Se as cargas estiverem de acordo com a legislação, será instalado um medidor que diferencia o consumo por horários, tornando possível diferenciar a cobrança da energia consumida à noite. 

Para avaliar se a adesão é ou não vantajosa para a propriedade, os produtores podem procurar o auxílio do IDR Paraná, que presta orientação técnica a fim de embasar a decisão e orientar quanto à preparação das instalações elétricas internas. 

Na aquicultura, podem se beneficiar do subsídio as propriedades com cargas específicas utilizadas no bombeamento para captação de água e dos tanques de criação, no berçário, na aeração e na iluminação nesses locais. Já na irrigação, a tarifa se aplica a cargas específicas utilizadas no bombeamento para captação de água e adução, na injeção de fertilizantes na linha de irrigação, na aplicação da água no solo e na iluminação dos locais de instalação desses equipamentos.

Fonte: Governo PR

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PGJ defende cooperação internacional permanente para enfrentar o crime organizado transnacional

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O Procurador-Geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, participou nesta quinta-feira, 23 de julho, da Conferenza di Consenso – Para Além das Fronteiras do Crime: A Experiência de Brasil e Itália por uma Aliança de Valores contra as Máfias Transnacionais, realizada na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo. O encontro reuniu autoridades brasileiras e italianas para discutir estratégias conjuntas de prevenção e repressão às organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

O PGJ integrou a mesa de abertura do evento ao lado do ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, ex-Ministro das Relações Exteriores e ex-Juiz da Corte Internacional de Justiça Francisco Rezek; do Ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva; do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Sérgio de Oliveira e Costa; do Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; do responsável pelos Programas de Justiça e Segurança do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália e Diretor-djunto do El Paccto 2.0, Giovanni Tartaglia Polcini; da Vice-Secretária-Geral e Secretária Técnico-Científica da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana (IILA), Tatiana Ribeiro Viana; e do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e Conselheiro da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (ESEM-USP), Lincoln Gakiya.

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Posição estratégica – Em sua apresentação, Zanicotti destacou as profundas transformações do crime organizado nos últimos anos e a necessidade de as instituições evoluírem na mesma velocidade para enfrentá-lo. Segundo ele, as facções criminosas ampliaram sua atuação internacional, operam em rede, movimentam recursos em diferentes países, exploram brechas regulatórias, utilizam tecnologias cada vez mais sofisticadas e buscam infiltrar-se na economia formal e nas estruturas públicas.

O PGJ também chamou atenção para a posição estratégica do Paraná nesse cenário. Com a tríplice fronteira e o Porto de Paranaguá — principal porto graneleiro da América Latina —, o Estado ocupa posição sensível nas rotas utilizadas pelo crime organizado, o que exige investimentos permanentes em inteligência, tecnologia e integração entre as instituições.

Modelo permanente e descapitalização – Durante a conferência, Zanicotti defendeu que a cooperação internacional deixe de ocorrer apenas de forma pontual e passe a constituir um modelo permanente de atuação, baseado no compartilhamento de inteligência, na interoperabilidade entre bases de dados, em investigações financeiras coordenadas e na recuperação internacional de ativos ilícitos. Para ele, acordos de cooperação somente produzem resultados quando se traduzem em ações contínuas entre as instituições.

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Outro ponto enfatizado foi a necessidade de concentrar esforços não apenas na responsabilização dos integrantes das organizações criminosas, mas também na descapitalização dessas estruturas. O Procurador-Geral defendeu estratégias voltadas ao rastreamento do fluxo financeiro do crime, ao confisco de bens e ao combate à infiltração das facções na economia legal, além da atuação integrada entre Ministério Público, Poder Judiciário, forças policiais, órgãos de inteligência e administrações tributárias.

Investimentos – Ao apresentar iniciativas desenvolvidas pelo Ministério Público do Paraná, Zanicotti destacou os investimentos em inteligência artificial, ciência de dados, integração de bases de informações e fortalecimento das investigações patrimoniais. Também citou operações conduzidas pelo Gaeco e o trabalho desenvolvido em cooperação com outros órgãos públicos no combate às organizações criminosas e na recuperação de ativos.

Encerrando sua participação, o Procurador-Geral afirmou que o avanço das organizações criminosas exige respostas igualmente articuladas, fortalecendo a cooperação institucional com parceiros nacionais e internacionais. Segundo ele, a proteção da sociedade, da economia legal e do Estado de Direito depende de uma atuação integrada, permanente e baseada no compartilhamento de conhecimento e de inteligência.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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