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Custo de Produção de Suínos no Paraná Sobe 4,3% em 2025, Mas Cai no Segundo Semestre, Aponta Deral .

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Custo de Produção de Suínos Registra Alta em 2025

O custo médio de produção de suínos no Paraná fechou 2025 em R$ 5,99 por quilo vivo, um aumento de 4,3% (R$ 0,25) em relação ao ano anterior, segundo o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os dados, elaborados com base em informações da Embrapa Suínos e Aves, mostram que os custos oscilaram entre R$ 5,73/kg vivo, em agosto, e R$ 6,32/kg vivo, em março.

“O ano foi marcado por variações expressivas no custo da ração e por um ambiente de ajustes de mercado, especialmente no primeiro semestre”, destaca o relatório do Deral.

Segundo Semestre Apresenta Queda nos Custos de Produção

Apesar da alta no acumulado do ano, o segundo semestre de 2025 apresentou redução de 5,8% nos custos de produção, com o valor médio recuando de R$ 6,17 para R$ 5,82/kg vivo.

Em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi de 1,2% (R$ 0,07), já que o custo médio na segunda metade do ano anterior foi de R$ 5,89/kg vivo.

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De acordo com o Deral, o recuo nos custos nos meses finais de 2025 foi influenciado pela estabilidade nos preços dos grãos, principalmente do milho e da soja, e por melhor eficiência alimentar nas granjas.

Ração Responde por Mais de 70% do Custo Total

A ração animal segue como o principal componente do custo de produção, representando 70,4% do total. Os demais custos se distribuem da seguinte forma:

  • Custo de capital: 7,8%
  • Sanidade: 4,3%
  • Transporte: 3,9%
  • Mão de obra: 3,7%
  • Depreciação: 3,5%
  • Genética: 2,8%
  • Manutenção e seguro: 1,5%
  • Energia elétrica, cama e calefação: 1,1%
  • Outros custos: 0,8%
  • Funrural: 0,2%

Segundo os técnicos do Deral, o peso elevado da alimentação reforça a dependência da suinocultura em relação ao custo do milho, o principal insumo da ração.

Paraná Mantém Competitividade Nacional

Mesmo com o aumento anual, o Paraná manteve em 2025 o segundo menor custo médio de produção de suínos entre os estados monitorados pela Embrapa Suínos e Aves, ficando atrás apenas do Mato Grosso (R$ 4,74/kg vivo).

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A seguir aparecem Rio Grande do Sul (R$ 6,31/kg), Minas Gerais (R$ 6,33/kg), Santa Catarina (R$ 6,34/kg) e Goiás (R$ 6,58/kg).

O desempenho competitivo do Paraná é atribuído à sua forte produção de milho, o que reduz custos logísticos e garante maior disponibilidade do insumo.

Produção de Milho Sustenta Competitividade da Suinocultura

De acordo com o 4º Levantamento da Safra 2025/26 da Conab, o milho segue como principal componente da ração suína, e seu preço tem impacto direto sobre o custo de produção.

O Paraná e o Mato Grosso, que ocupam as primeiras posições no ranking nacional de produção de milho, são também os estados com menores custos na criação de suínos, o que reforça a importância da integração entre os setores agrícola e pecuário.

“A oferta interna de grãos é determinante para o equilíbrio da suinocultura. Quando há estabilidade no custo do milho, o produtor consegue recuperar margens e manter competitividade”, avalia o Deral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.

As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões

Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.

No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).

Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana

A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.

Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.

Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da compactação do solo
  • Menor consumo de combustíveis e insumos
  • Diminuição do uso de água no plantio
  • Eliminação de viveiros de colmos
  • Maior rapidez na renovação dos canaviais
  • Aumento da produtividade agrícola
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As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.

Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)

Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).

A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.

Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.

“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.

Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia

Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.

A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.

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Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil

O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.

CTC reforça papel estratégico na inovação do agro

Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.

Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.

A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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