Paraná
Curso gratuito do Teatro Guaíra forma 95 artistas de três regiões do Paraná
Explorar o corpo, ampliar a percepção de movimento e fortalecer a expressividade artística. Com esse propósito, o Centro Cultural Teatro Guaíra promoveu o curso “Consciência Corporal e Integração Somática”, ministrado pelo professor Carlos Cavalcante — bailarino, coreógrafo, fisioterapeuta e servidor de carreira do Teatro Guaíra. Entre agosto e novembro, foram realizadas 12 edições gratuitas, que formaram 95 profissionais das artes cênicas em Curitiba, Jacarezinho (Norte Pioneiro) e Arapongas (Norte).
Cada turma contou com dois dias de imersão teórica e prática. Com duração de 16 horas, concentradas em um único fim de semana, o curso apresentou uma metodologia robusta: conteúdos sobre cinesiologia, organização psicomotora e comportamental, corporalidade e fundamentos funcionais do corpo humano, sempre relacionados às práticas do movimento artístico.
A procura pelo curso superou as expectativas: as inscrições esgotaram em apenas um dia. Do total de cadastrados, 100 alunos participaram das atividades, e 95 concluíram com 100% de frequência, requisito para receber o certificado emitido pelo Centro Cultural Teatro Guaíra.
A diversidade das turmas — reunindo bailarinos, atores, educadores, artistas independentes e profissionais do movimento — contribuiu para trocas ricas e para a construção de um ambiente colaborativo. Essa experiência coletiva resultou também em uma expressiva produção de videodanças, que podem ser conferidas no Instagram do curso.
EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS – A proposta inédita do curso chamou a atenção dos participantes, que destacaram a qualidade do conteúdo e a oportunidade gratuita. “Levo comigo aprendizados que vão acompanhar toda a minha trajetória artística”, disse Rafaela Bianek Pierin, que participou da terceira turma do curso.
O artista performático Leonardo Figueiredo afirmou que o curso faz com que os participantes se tornem mais conscientes de seus corpos, facilitando a comunicação entre corpo e mente. “Fazer parte da oficina com o mestre Carlos Cavalcante reforça a necessidade e a importância da passagem de informações e o compartilhamento de vivências e visões com artistas da cena local”, avaliou.
“Agradeço imensamente a oportunidade que o Teatro Guaíra nos ofereceu em abrir suas portas e mostrar com mais detalhes a vida, o coração, a alma por dentro das paredes deste Centro Cultural importante para nosso estado e país”, finalizou o artista.
Para Carlos Cavalcante, que desenvolveu e ministrou o curso, o encontro entre diferentes trajetórias enriqueceu o processo de formação. Com 37 anos de atividade artística e 21 anos de prática clínica em fisioterapia, ele trouxe ao curso uma didática que integrou fundamentação teórica e vivências práticas de maneira acessível.
“O curso proporcionou uma experiência única de encontro com artistas de grande talento e a oportunidade de troca de experiências profissionais, possibilitado em grande parte pela democratização do conhecimento e acesso ao público a um ensino de alta qualidade de forma gratuita”, disse.
PRÓXIMOS PASSOS – Para 2026, o Teatro Guaíra ampliará a descentralização das ações formativas, levando o curso a novas regiões: Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá e Cascavel. As cidades de Jacarezinho e Arapongas, que já foram atendidas em 2025, também poderão receber novas turmas, conforme demanda.
Curitiba terá uma nova edição do curso nos dias 24 e 25 de janeiro, voltada exclusivamente aos inscritos de 2025 que não conseguiram vaga ou não puderam comparecer e manifestaram interesse em participar em outra oportunidade.
PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES – Em 2025, o Teatro Guaíra, em parceria com a Biblioteca Pública do Paraná (BPP), também realizou uma nova edição do curso gratuito “Teatro e Movimento”, oferecido na Seção Infantil da Biblioteca. A iniciativa dá continuidade a um curso já existente na BPP, que, em 2024, foi conduzido por George Sada, servidor de carreira do Teatro Guaíra, e Cíntia Andrade, bailarina da G2 Cia de Dança — ela responsável pela coreografia e preparação corporal da peça apresentada ao final daquela edição.
Neste ano, George Sada reestruturou e ampliou o programa, aumentando significativamente a capacidade de atendimento: de nove participantes em 2024 para 30 vagas oferecidas em 2025. O curso foi dividido em duas faixas etárias — de 7 a 11 anos e de 12 a 16 anos — com aulas iniciadas em outubro de 2025 e programadas até julho de 2026. Ao final do percurso, cada turma apresentará uma peça teatral, e os participantes com pelo menos 75% de frequência receberão certificado.
Além da formação teatral, a Seção Infantil da Biblioteca vem recebendo novas ações culturais coordenadas por Sada, com perspectivas de ampliar ainda mais o diálogo com o Centro Cultural Teatro Guaíra em 2026.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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