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Crise global dos fertilizantes acende alerta no Brasil e eleva risco de desabastecimento

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O mercado global de fertilizantes enfrenta um período de forte instabilidade, marcado por alta expressiva nos preços e sinais crescentes de possível desabastecimento nos próximos ciclos agrícolas. O cenário já começa a impactar diretamente o Brasil, que depende majoritariamente de importações para suprir a demanda interna.

As informações foram destacadas por Igor Madruga, especialista no setor de insumos, que acompanha as recentes oscilações do mercado.

Alta da ureia dispara no mercado internacional

Nos últimos dias, a ureia registrou uma valorização significativa no mercado global, atingindo cerca de US$ 660 por tonelada CFR na Ásia — um avanço de aproximadamente 40% em apenas um mês.

O movimento é impulsionado, principalmente, por restrições nas exportações chinesas de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, além das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com destaque para o Irã, que influenciam a produção e a oferta global.

Queda nas importações acende alerta no Brasil

No Brasil, os reflexos desse cenário já aparecem de forma clara nos dados de importação. Nos dois primeiros meses de 2026, as compras externas de ureia recuaram 33%, indicando um possível aperto na oferta interna.

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Ao mesmo tempo, fertilizantes formulados, como o 20-05-20, registraram aumento de 16,5% em janeiro, pressionando diretamente os custos de produção no campo.

Risco de déficit preocupa para a safra 2026/27

As projeções para o ano indicam um possível déficit de até 3 milhões de toneladas de fertilizantes no país. Esse cenário eleva o risco de desabastecimento, especialmente para a safra 2026/27.

Culturas estratégicas como soja, milho e algodão estão entre as mais expostas aos impactos da escassez e da alta de preços, o que pode comprometer a rentabilidade do produtor rural.

Produtores buscam alternativas diante da alta

Diante das incertezas, produtores rurais têm adotado estratégias para mitigar os impactos. Entre as alternativas está a substituição parcial por outras fontes, como o sulfato de amônio, que já acumula valorização de cerca de 19%.

Também há uma crescente mobilização para ampliar o uso de fertilizantes de origem nacional e adotar mecanismos de proteção contra novas oscilações de preços no mercado internacional.

Dependência externa amplia pressão sobre custos agrícolas

Atualmente, o Brasil depende de aproximadamente 85% das importações para suprir sua demanda por fertilizantes. Esse alto nível de dependência torna o país mais vulnerável às oscilações do mercado global.

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Com isso, o cenário atual pode resultar em um aumento entre 20% e 30% nos custos de produção das principais culturas, ampliando a preocupação no setor agrícola e reforçando a necessidade de estratégias de longo prazo para reduzir a dependência externa.

Cenário exige atenção e planejamento do setor

Diante da combinação de preços elevados, oferta restrita e incertezas geopolíticas, o mercado de fertilizantes segue no radar de produtores, empresas e autoridades.

O momento exige planejamento estratégico e adoção de medidas que garantam o abastecimento e a sustentabilidade da produção agrícola brasileira nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu em Brasília o ministro da Agricultura da Mauritânia, Sid’Ahmed Ould Mohamed, nesta segunda-feira (27), para uma reunião bilateral voltada ao fortalecimento da cooperação agropecuária entre os dois países. Durante o encontro, o ministro brasileiro destacou o interesse do Brasil em ampliar essa parceria.

“O Brasil coloca toda a sua experiência à disposição para fortalecer essa cooperação. Instituições como a Embrapa estão inteiramente disponíveis para apoiar parcerias e contribuir com o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades da Mauritânia”, afirmou André de Paula.


Entre os temas discutidos esteve a ampliação da cooperação na área de material genético bovino. Atualmente, o Brasil já exporta para a Mauritânia animais vivos e sêmen bovino, e as equipes técnicas trabalham na negociação para abertura do mercado de embriões bovinos brasileiros.


Durante o encontro, também foi tratada a perspectiva de assinatura de um memorando de entendimento para estruturar a cooperação científica e institucional entre os dois países. A proposta é estabelecer um marco de colaboração que permita o compartilhamento de avanços tecnológicos desenvolvidos no Brasil para aplicação na Mauritânia, com posterior definição de planos de trabalho específicos em áreas de interesse comum.


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A delegação mauritana cumpre agenda no Brasil e também deve visitar a Expozebu, uma das maiores feiras de pecuária do mundo, que neste ano chega à sua 91ª edição. O evento é realizado em Uberaba (MG) e reconhecido internacionalmente pelo avanço em melhoramento genético bovino.

Para o ministro Sid’Ahmed Ould Mohamed, o encontro é importante para ampliar a cooperação entre os países. “O Brasil possui uma reputação sólida na pecuária bovina e na produção de carne. Por isso, temos grande interesse em aprofundar essa cooperação e ampliar o intercâmbio técnico entre nossos países”, afirmou.


Segundo ele, a parceria também abre novas oportunidades para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Mauritânia no setor agropecuário. “Acreditamos que essa reunião abre novas portas para fortalecer o comércio entre nossos países, especialmente no setor de produtos de origem animal”, disse o ministro mauritano.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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