Connect with us


Agro

Algodão Brasileiro: Brasil Consolida Liderança Global e Projeta Crescimento para 2026

Publicado em

O setor cotonicultor brasileiro encerra o ano de 2025 reafirmando sua posição de destaque no cenário macroeconômico. Sob a gestão da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a fibra nacional consolidou-se como um ativo estratégico e responsável. Segundo o balanço anual, o sucesso da safra foi impulsionado por uma governança baseada em quatro pilares fundamentais: sustentabilidade, qualidade, rastreabilidade e promoção internacional.

De acordo com Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, o desempenho sólido de 2025 permitiu avançar em agendas socioambientais cruciais. “Através da implementação estruturada de práticas conduzidas pelos programas da entidade, a cadeia consolidou um posicionamento articulado e pronto para os desafios de 2026”, destaca.

Sustentabilidade: 83% da produção nacional possui certificação ABR

A safra 2024/2025 registrou um marco importante para o agronegócio sustentável: 83% do algodão brasileiro foi certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). A conformidade com os padrões internacionais foi garantida pela renovação da parceria com o Better Cotton Institute (BCI).

Além dos campos, o setor ganhou voz na COP 30, onde o algodão brasileiro foi apresentado como o principal substituto para as fibras sintéticas, visando a redução da poluição por microplásticos na indústria têxtil global.

Leia mais:  BASF Promove Integração entre Sojicultores e Apicultores para Impulsionar Agricultura Sustentável no RS
Qualidade e Capacitação Técnica nos Polos Produtores

O rigor técnico seguiu como prioridade em 2025. A Abrapa promoveu workshops de qualidade em municípios-chave da Bahia, Mato Grosso e Goiás, capacitando mais de 1.400 profissionais.

  • Análise Laboratorial: Os laboratórios brasileiros analisaram mais de 14 milhões de fardos sob o padrão Standard Brasileiro HVI (SBHRVI).
  • Infraestrutura: O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) atinge em 2026 uma década de atuação, garantindo a padronização dos dados que integram o sistema de identificação da fibra.
Rastreabilidade e Transparência no Consumo

O programa SouABR, lançado em 2021, deu um salto estratégico em 2025 com sua nova política de adesão ao mercado. A iniciativa permite que marcas de varejo ofereçam total transparência aos consumidores por meio de QR Codes, detalhando o histórico da pluma desde a semente até o produto final.

No âmbito da moda, o movimento Sou de Algodão celebrou essa transparência na passarela do São Paulo Fashion Week, preparando-se para comemorar 10 anos em 2026 como a principal ponte entre o campo e a indústria têxtil.

Leia mais:  Caminho Verde Brasil é destaque do Mapa na COP30
Mercado Externo: Recorde de Exportações e Faturamento

No comércio exterior, o Brasil se manteve como o maior exportador mundial de algodão, detendo um terço de todas as exportações globais. Os números da safra 2024/2025 impressionam:

  • Volume exportado: 2,8 milhões de toneladas.
  • Receita gerada: US$ 4,8 bilhões.
  • Principais destinos: Índia, Egito e Paquistão apresentaram crescimento expressivo na demanda.

Para o próximo biênio (2026/2027), o projeto Cotton Brazil planeja intensificar ações de defesa de mercado e expansão do consumo na Europa e nos Estados Unidos.

Belo Horizonte sediará o Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) em 2026

A capital mineira será o palco da 15ª edição do CBA, em setembro de 2026. Com o tema “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”, o evento busca superar os recordes de público da edição anterior, que foi vencedora do Prêmio Caio (considerado o “Oscar” dos eventos no Brasil).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia mais:  Synerjet forma primeira turma de operadores da aeronave agrícola autônoma Pelican 2

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia mais:  Eloos Citros reforça controle do greening e bioestimulação para pomares de laranja

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262