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Crédito para o turismo: Fungetur disponibiliza quase R$ 1 bilhão para empreendedores em 2025

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Ao longo de um ano marcado por sucessivos recordes no turismo nacional – do aumento na chegada de visitantes internacionais ao crescimento das viagens de brasileiros pelo país – o Ministério do Turismo disponibilizou R$ 928 milhões, via Fundo Geral de Turismo (Novo Fungetur), para empreendedores turísticos privados de todo o Brasil aprimorarem seus negócios.

A Pasta ainda registrou um total de 1.059 financiamentos concedidos ao setor, totalizando R$ 574,1 milhões, que proporciona várias melhorias no ramo.

Operado a partir de verbas do Ministério do Turismo, o Fungetur oferece condições especiais a empresas do segmento. A lista de beneficiários inclui atividades como hotéis, pousadas, restaurantes, agências de viagens e empresas de eventos, buscando fomentar o desenvolvimento do setor. Os recursos podem ser utilizados na ampliação e na reforma de empreendimentos turísticos, aquisição de bens e obtenção de capital de giro.

O crédito disponibilizado pelo Governo do Brasil contemplou especialmente microempreendedores individuais (MEI), micro, pequenas e médias empresas, que responderam por R$ 366,1 milhões do volume integral captado. A maioria dos recursos foi solicitada na região Sul do país, com um total de 492 operações contratadas, seguida do Sudeste (305), do Nordeste (133), do Norte (109) e do Centro-Oeste (20), permitindo avanços em diferentes atrativos.

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A maior parcela dos financiamentos (986) teve capital de giro como objetivo, enquanto outros 50 permitiram a aquisição de equipamentos e 22 garantiram a obras no ramo. A iniciativa é parte do esforço do Ministério do Turismo para fortalecer o acesso a crédito no setor e fomentar o desenvolvimento de empreendimentos turísticos de todo território nacional, estimulando a geração de empregos, renda e a movimentação da economia local.

Para acessar o Fundo, basta estar registrado no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) e procurar uma das 30 instituições financeiras habilitadas em todo o país, às quais cabe analisar as solicitações e liberar os recursos. O Fungetur permite obter até R$ 15 milhões por linha de crédito, com juros de até 5%, mais o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) anual e até 5 anos de carência.

AVANÇOS – Com foco especial no atendimento a micro e pequenas empresas do setor turístico, o Fungetur já alcançou um total de R$ 2,354 bilhões disponibilizados a empreendimentos turísticos de norte a sul do país desde o início de 2023, resultado da contratação de 5.014 operações. E, durante esse período, o Ministério do Turismo implementou avanços que permitem a ampliação do acesso aos recursos por atividades do segmento.

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Em maio de 2024, uma portaria do órgão elevou de R$ 15 milhões para até R$ 30 milhões o limite de crédito para a preparação da COP30, na cidade de Belém (PA). Já no mês de março de 2025, a Pasta definiu condições especiais a empreendedoras que se tornaram mães recentemente. A medida possibilitou vantagens como a suspensão, por até 6 meses, do pagamento de financiamentos já realizados, além de fixar em até 6 meses o prazo de pagamento da primeira parcela de novos financiamentos.

Em julho de 2025, outra portaria da Pasta determinou a observância à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) para todos os financiamentos do Fungetur. A iniciativa orienta que os agentes financeiros do fundo informem aos empresários, já no momento da contratação do crédito, sobre a necessidade de adequação dos empreendimentos turísticos às normas de acessibilidade e inclusão.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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