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Crédito agro ultrapassa R$ 1,4 trilhão e CONACREDI premia inovação e liderança no setor

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O volume total das carteiras de crédito voltadas ao agronegócio no Brasil superou R$ 1,4 trilhão até setembro de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O número reforça a relevância dos instrumentos financeiros para o desenvolvimento do setor e a necessidade crescente de inovação, governança e gestão de riscos nas operações de crédito rural.

Nesse contexto, o 7º CONACREDI — maior congresso de crédito agro da América Latina — consolidou-se como o principal evento do segmento, reunindo mais de 1.100 participantes nos dias 12 e 13 de novembro, em edição totalmente presencial.

Evento abordou desafios e oportunidades do crédito agro

Com mais de 18 horas de programação, o congresso contou com 70 especialistas e conselheiros e 48 patrocinadores, promovendo debates sobre temas estratégicos como recuperação judicial, inovação financeira, gestão de riscos e sustentabilidade do crédito rural.

Além das palestras e painéis, o evento foi marcado por lançamentos e iniciativas inéditas:

  • Lançamento do livro “Vozes do Crédito Agro”, com sessão de autógrafos dos coautores;
  • Anúncio de um MBA em parceria com a Harven;
  • Inauguração do Banco de Currículos do Crédito Agro, em colaboração com o Fesa Group;
  • Realização da 3ª edição do CONACREDI Awards, premiação que reconheceu os profissionais mais inovadores do setor.
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Cooperativas ganham protagonismo no financiamento do agro

Um dos destaques da edição foi o papel crescente das cooperativas de crédito rural no ecossistema financeiro do agronegócio.

Segundo Mayra Delfino, CEO do CONACREDI, “as cooperativas são fundamentais para o financiamento, o suporte técnico e o desenvolvimento dos produtores rurais. O reconhecimento na categoria Cooperativa reforça a importância desse modelo para a mitigação de riscos e a competitividade do setor”.

Pela primeira vez, a premiação contemplou a categoria Cooperativa, ao lado de AgFintechs, Indústria e Revenda.

CONACREDI Awards reconhece os profissionais mais inovadores do setor

Os vencedores da edição 2025 foram:

  • Magna Leme, da TerraMagna (AgFintechs);
  • Wesley Mendonça e Talita Domingos, da Biotrop (Indústria);
  • Cleyton Daciuk, da CVale (Cooperativa);
  • Érico Destro, da Nutrien Soluções Agrícolas (Revenda).

A cerimônia contou com a presença de importantes lideranças do setor, como Mariana Bonora (AB Fintechs), Carlos Fagundes (Agrolend), Lajyarea Barros Duarte (Sistema Ocesp) e Alfeu Rizzi (ANDAV), reforçando o prestígio e a representatividade do evento.

Congresso consolida papel de referência no crédito agro

Com recorde de público e participação ativa de empresas e cooperativas, o CONACREDI 2025 se consolidou como um espaço essencial para debate, inovação e reconhecimento de talentos no crédito agropecuário.

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Para Mayra Delfino, o resultado demonstra a força e a evolução do setor:

“O engajamento e a criatividade dos participantes mostram que o crédito agro está mais forte e inovador do que nunca. A edição de 2026 promete ampliar ainda mais esse impacto, fortalecendo o ecossistema do agronegócio brasileiro.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio responde por mais de 50% das exportações do Brasil e reforça protagonismo na economia nacional

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O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio exterior. Em maio de 2026, o setor exportou US$ 16 bilhões, valor que representou 50,2% de todas as exportações realizadas pelo Brasil no período. O resultado corresponde a um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram US$ 14,8 bilhões.

Apesar da leve retração de 3,7% na comparação com abril, os números confirmam a importância estratégica do agro para a geração de divisas, emprego e renda em todo o território nacional.

Mais municípios participam das exportações do agro

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que a atividade exportadora do agronegócio está cada vez mais distribuída pelo país. Em maio, 1.496 municípios registraram vendas internacionais de produtos agropecuários, número 2,3% superior ao observado no mesmo período do ano passado.

O avanço evidencia a descentralização da riqueza gerada pelo setor, fortalecendo economias locais e ampliando oportunidades de desenvolvimento regional.

Entre os destaques está Rio Verde (GO), que liderou o ranking municipal com US$ 300,8 milhões exportados, impulsionado principalmente pelos embarques de soja em grão.

Saldo comercial segue positivo e supera US$ 62 bilhões no ano

Enquanto as exportações avançaram, as importações de produtos agropecuários registraram queda. Em maio, as compras externas do setor somaram US$ 1,61 bilhão, recuo de 3,6% na comparação anual.

O trigo permaneceu como principal item importado, movimentando US$ 134,2 milhões no período.

No acumulado de 2026, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 70,55 bilhões, crescimento de 4,6% frente aos primeiros meses de 2025. As importações totalizaram US$ 8,25 bilhões, queda de 3,4%.

Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu expressivos US$ 62,3 bilhões, consolidando o setor como principal responsável pelo superávit comercial brasileiro. No acumulado do ano, o agro respondeu por 47,5% de todas as exportações nacionais.

Soja lidera embarques e carne bovina registra forte valorização

A soja em grão manteve sua posição como principal produto exportado pelo Brasil. Somente em maio, as vendas externas do grão movimentaram US$ 6,31 bilhões, crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior.

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O produto respondeu sozinho por 39,4% de toda a pauta exportadora do agronegócio e foi o principal item exportado por 169 municípios brasileiros.

Na segunda colocação apareceu a carne bovina in natura, com receita de US$ 1,7 bilhão. O segmento registrou avanço expressivo de 50,2% na comparação anual, impulsionado principalmente pela valorização de 25% nos preços médios internacionais.

O farelo de soja ocupou a terceira posição, somando US$ 954,2 milhões em exportações e crescimento de 20,7% frente ao mesmo período de 2025.

Mato Grosso e São Paulo lideram exportações estaduais

O Mato Grosso permaneceu como principal estado exportador do agronegócio brasileiro, com embarques de US$ 3,14 bilhões em maio, o equivalente a 19,6% de todo o valor exportado pelo setor.

O resultado foi construído por uma base formada por 80 municípios exportadores e pela comercialização de 40 diferentes produtos agropecuários.

Já São Paulo ocupou a segunda posição, com US$ 2,32 bilhões exportados e participação de 14,5% no total nacional. Embora tenha registrado leve retração de 2,7% no acumulado do ano, o estado segue se destacando pela diversificação produtiva.

Ao todo, 323 municípios paulistas realizaram exportações agropecuárias em maio, envolvendo 317 produtos diferentes.

China amplia liderança entre os principais compradores

A China manteve-se como principal destino dos produtos do campo brasileiro, adquirindo US$ 6,28 bilhões em mercadorias agropecuárias.

A soja em grão continuou sendo o principal produto enviado ao mercado chinês, que liderou as compras de 274 municípios exportadores brasileiros.

Os Estados Unidos permaneceram na segunda posição, com importações de US$ 837 milhões, tendo a carne bovina como principal item adquirido. Entretanto, as compras americanas recuaram 28% em comparação com o mesmo período do ano passado.

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A Holanda completou o ranking dos três maiores destinos das exportações agropecuárias brasileiras, com aquisições de US$ 605,8 milhões e crescimento de 25%.

Tarifas dos EUA acendem alerta para setores estratégicos

Apesar do desempenho positivo da balança comercial, as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos continuam preocupando o setor produtivo brasileiro.

Nos últimos 12 meses, as exportações agropecuárias destinadas ao mercado americano somaram US$ 9,8 bilhões, representando uma redução de 25,2% ou US$ 3,32 bilhões em relação ao período anterior.

Os segmentos mais afetados foram os de produtos florestais, café, cana-de-açúcar e suco de laranja.

O setor de madeira processada registrou exportações de US$ 1,1 bilhão no período, queda de 37,7%, com impactos concentrados principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina.

Impactos chegam ao mercado de trabalho

Os efeitos das barreiras tarifárias também já são percebidos no emprego industrial ligado à cadeia florestal.

Entre junho de 2025 e abril de 2026, o setor acumulou saldo negativo de aproximadamente 10 mil vagas formais. No período anterior, o saldo negativo havia sido de cerca de 500 postos de trabalho.

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina concentram aproximadamente metade das vagas fechadas nos últimos meses, evidenciando os reflexos das restrições comerciais sobre a atividade econômica regional.

Agro segue como principal motor das exportações brasileiras

Os números de maio reforçam o protagonismo do agronegócio na economia nacional. Além de responder por mais da metade das exportações brasileiras, o setor amplia sua presença nos municípios, gera saldo comercial expressivo e mantém sua posição estratégica para o crescimento econômico do país.

Ao mesmo tempo, desafios como as barreiras comerciais internacionais e a necessidade de diversificação de mercados permanecem no radar de produtores, cooperativas, indústrias e formuladores de políticas públicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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