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Política Nacional

CRE adia votação de projeto que facilita registro de terras em fronteiras

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) adiou a votação do projeto de lei que facilita o registro de terras públicas localizadas em faixas de fronteira que tenham sido vendidas ou concedidas no passado. O texto seria votado nesta terça-feira (7), mas foi acatado pedido de vista coletivo apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). Com isso, o projeto volta à pauta da comissão na próxima terça (14).

O PL 4.497/2024 é relatado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que apresentou substitutivo (texto alternativo) ao texto original, de autoria do deputado Tião Medeiros (PP-PR). O pedido de vista apresentado na comissão contou com o aval da relatora.

O projeto estabelece e aprimora regras e procedimentos para a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e de concessões de terras públicas situadas em faixa de fronteira.

O objetivo é tornar mais claro e seguro o processo de registro desses imóveis, que se encontram na área de 150 quilômetros de largura ao longo das fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul.

— Eu espero que nós possamos resolver o problema de regularização da faixa de fronteira no Brasil, que há mais de cem anos é um problema para aqueles que compraram terras que estão na faixa de fronteira. O problema persiste há tantos anos e precisamos resolver de uma vez por todas e dar o direito àqueles que têm o direito a essas terras — afirmou Tereza Cristina.

Histórico

De acordo com a relatora, inúmeros registros imobiliários na faixa de fronteira estão atualmente sob uma ameaça jurídica de virem a ser derrubados por dois vícios na sua origem da cadeia dominial: a alienação feita por estados, envolvendo terras devolutas da União. e as alienações de terras estaduais sem anuência do Conselho de Segurança Nacional.

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— A verdade é que, desde o século 19, após a Lei de Terras [Lei 601, de 1850), muitos estados alienaram imóveis na faixa de fronteira a particulares com algum dos vícios acima. A realidade atual é a de que grande parte dessas áreas está ocupada e devidamente registrada no cartório de imóveis, mas sob um gravíssimo risco jurídico de o poder público federal vir a demandar a invalidação ou a declaração de ineficácia desses registros por conta dos vícios citados — afirmou.

A situação atual prejudica a economia de diferentes modos, ressalta Tereza Cristina ao ler seu relatório.

“Dificulta a obtenção de créditos, diante do receio dos bancos em aceitarem garantias reais sobre imóveis em situação jurídica de incerteza. Inibe investimentos de maior expressão no agronegócio, pelo receio de um repentino derretimento do registro imobiliário. E prejudica a produção rural e a geração de empregos”.

A relatora salientou que o projeto promove segurança jurídica para os produtores e o próprio governo.

— O mais intrigante em tudo isso é que a situação perdura desde o século 19, sem que o poder público tenha dado segurança jurídica aos produtores rurais em faixa de fronteira. Fizemos um projeto de lei para que pudéssemos dar segurança jurídica, mas diminuir a burocracia que hoje os produtores vêm encontrando e os cartórios não estão conseguindo chegar até o título original. O projeto visa trazer segurança jurídica e trazer para o governo a segurança de que as terras ali colocadas dos estados e da União possam ser terras que estejam produzindo — afirmou.

‘Complexidade’

Ao apresentar o pedido de vista, Rogério Carvalho destacou a importância do projeto de lei.

— Essa é uma matéria extremamente relevante. São mais de dez milhões de pessoas que vivem nessa área de fronteira. São mais de 8,5 mil quilômetros de fronteira, são mais de 500 municípios que estão nessa área. Portanto, é de extrema complexidade o debate sobre esse tema — afirmou.

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O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) apontou a necessidade de resolver um “problema histórico”, que aflige milhares de brasileiros e compromete o desenvolvimento de área estratégica para o Brasil. A faixa de fronteira equivale a 16,6 por cento do território nacional. Engloba 11 estados brasileiros e afeta 588 municípios em área de aproximadamente 120 milhões de hectares e 11 milhões de habitantes, ressaltou.

— São registros imobiliários de terras que foram compradas na maioria das vezes e não doadas pelo Estado, terras que foram ocupadas, tornadas produtivas e que ajudaram a garantir a soberania e a economia do Brasil. No entanto, por vícios formais da sua origem, esses produtores vivem em um limbo que impede acesso a crédito, inibe investimentos e gera instabilidade — afirmou.

As tentativas passadas de resolver a questão fracassaram por partirem de uma premissa de má-fé do cidadão e por criarem exigências burocráticas irreais e desconexas na finalidade da ratificação, ressaltou Jaime Bagattoli.

Presidente da CRE, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) também destacou a importância da matéria.

— O projeto muda a forma como são regularizados os registros de terras localizadas na faixa de fronteira. Antes, havia regras diferentes, conforme o tamanho do imóvel. Agora, todas seguem o mesmo procedimento, o que simplifica e reduz a burocracia. O novo texto torna o processo mais rápido, menos burocrático e com mais segurança jurídica para quem ocupa e produz nas áreas de fronteira — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Eleições 2026: eleitor pode consultar situação e resolver serviços pelo e-Título

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Consultar a situação eleitoral, descobrir onde votar, emitir certidões e verificar eventuais débitos são alguns dos serviços que podem ser acessados pelo eleitor no celular por meio do e-Título. O aplicativo da Justiça Eleitoral também oferece recursos relacionados à justificativa de ausência às urnas. Gratuito e desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o e-Título está disponível para aparelhos com sistemas Android e iOS.

Para acessar o e-Título pela primeira vez, o eleitor deve abrir o aplicativo e informar os dados solicitados para a validação de sua identidade. Depois da confirmação, é possível cadastrar uma senha para os próximos acessos. Caso o usuário esqueça a senha ou precise recuperar a conta, o procedimento pode ser realizado pela tela inicial do aplicativo, mediante a confirmação dos dados pessoais.

Entre os serviços disponíveis estão a consulta da situação cadastral e dos dados registrados na Justiça Eleitoral, a emissão da Certidão de Quitação Eleitoral e da Certidão de Crimes Eleitorais e a consulta de débitos e multas decorrentes de ausências às urnas. O aplicativo também permite consultar a zona e a seção eleitoral e o endereço do local de votação.

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No dia da eleição, o eleitor que estiver fora do domicílio eleitoral pode utilizar o e-Título para justificar a ausência, conforme as regras da Justiça Eleitoral. A justificativa também pode ser apresentada posteriormente, dentro dos prazos definidos pelo TSE, com a documentação que comprove o motivo da ausência. Para votar, o e-Título pode ser utilizado como documento de identificação quando o aplicativo apresentar a fotografia do eleitor. Nos casos em que a foto não estiver disponível, é necessário apresentar também um documento oficial de identificação com foto.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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