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Educação

CPOP: cursinhos populares já podem se inscrever para edição de 2026

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Os representantes dos cursinhos populares já podem se inscrever para participar da edição de 2026 da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) do Ministério da Educação (MEC). As inscrições estão abertas a partir desta quarta-feira, 28 de janeiro, e deverão ser realizadas por meio da plataforma Gov.br até o dia 27 de fevereiro. 

Neste ano, o Edital nº 1/2026 contemplará 514 cursinhos populares — desses, 384 já recebem apoio técnico e financeiro e continuarão a participar do programa, enquanto outros 130 serão selecionados por meio do novo edital. O investimento previsto é de R$ 108 milhões. Os cursinhos são voltados a estudantes financeiramente desfavorecidos que estudaram em escolas públicas.   

Podem participar da seleção cursinhos populares legalmente instituídos, cursinhos informais (por intermédio de instituição operadora), iniciativas vinculadas a projetos ou programas de extensão e redes de cursinhos populares. Os cursinhos que já integram a CPOP poderão solicitar a prorrogação do apoio, desde que apresentem relatório final de atividades e tenham a prestação de contas aprovada.  

Os cursinhos populares deverão integrar a CPOP e participar das ações de Mapeamento Nacional de Cursinhos Populares (Mapeia CPOP), como estratégia de produção, sistematização e publicização de dados para fins de monitoramento e controle social. 

Propostas – As propostas apresentadas devem atender, prioritariamente, estudantes oriundos de escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo.  

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Cada cursinho poderá inscrever uma proposta. A instituição operadora poderá inscrever até dez propostas de cursos populares informais, assim como as redes de cursinhos populares. A inscrição do cursinho popular que atua em rede deve ser realizada pelas suas próprias unidades, individualmente. Cada unidade pode apresentar apenas uma proposta. Caso seja ultrapassado o limite de inscrições de uma mesma rede, serão eliminadas automaticamente as propostas excedentes, mantendo-se no processo seletivo apenas as 10 primeiras propostas inscritas. 

Os cursinhos populares vinculados a programas ou projetos de extensão de instituições de educação superior, públicas ou privadas sem fins lucrativos, bem como aquelas que recebam outros apoios financeiros públicos ou privados, deverão apresentar documento de anuência da instituição à qual estejam vinculados. 

Apoio – Cada cursinho selecionado poderá receber até R$ 208 mil. O valor contempla, entre outras ações, o auxílio-permanência de R$ 200 mensais para estudantes; o apoio financeiro para educadores, coordenadores e profissionais de apoio técnico-pedagógico e psicossocial; além da aquisição de recursos materiais para as atividades administrativas. O auxílio-permanência será pago por até oito meses e poderá atender de 20 a 40 estudantes por cursinho contemplado.  

Contexto – O fortalecimento da CPOP já havia sido anunciado em 18 de outubro de 2025, quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Camilo Santana, participaram de um aulão de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em São Bernardo do Campo (SP), ocasião em que assinaram um termo de compromisso para a publicação de um novo edital que ampliaria o apoio técnico e financeiro a cursinhos populares em 2026, prevendo o investimento de R$ 108 milhões para apoiar cerca de 500 iniciativas pelo país.  

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CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares tem como propósito oferecer suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública socialmente desfavorecidos que buscam ingressar na educação superior por meio do Enem. Para isso, o programa atua no fortalecimento dos cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários, fornecendo orientações específicas para o Enem, auxiliando na estruturação e implementação de ações de formação. O objetivo é ampliar as chances de acesso dos estudantes à educação superior e estimular o interesse dos jovens pelo exame, contribuindo para a ocupação de vagas em cursos de graduação.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e PMA discutem cooperação técnica em alimentação escolar

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Representantes do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realizaram visita à sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA), em Brasília (DF), para discutir possibilidades de cooperação técnica na área de alimentação escolar. O encontro incluiu o intercâmbio de experiências, especialmente relacionadas a iniciativas com países africanos de língua portuguesa, e o compartilhamento de boas práticas no contexto da Cooperação Sul-Sul.

A reunião também tratou de ações relacionadas aos programas de alimentação escolar e da articulação com redes e mecanismos internacionais que atuam na área.

Um dos assuntos discutidos foi Rede de Alimentação Escolar Sustentável (Raes), iniciativa de cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e do FNDE, com participação dos países membros e da secretaria-executiva da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Atualmente, a rede reúne 18 países da América Latina e do Caribe e conta com uma agenda regional para o período de 2026 a 2030.

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Também foi debatida a participação brasileira na Coalizão Global para a Alimentação Escolar, da qual o Brasil é copresidente, ao lado da França e da Finlândia. A iniciativa reúne governos e parceiros internacionais em torno da ampliação dos programas de alimentação escolar.

Cooperação com países africanos – A cooperação brasileira em alimentação escolar integra iniciativas de Cooperação Sul-Sul desenvolvidas em parceria com organismos internacionais. O FNDE e o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) já participaram de troca de experiências e compartilhamento de boas práticas em alimentação escolar com países de língua portuguesa, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

No Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), a alimentação escolar está relacionada às ações de educação alimentar e nutricional e à oferta de refeições aos estudantes da educação básica. O programa tem entre seus objetivos contribuir para o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar, além da formação de hábitos alimentares saudáveis.

O encontro entre o MEC, o FNDE e o PMA integra a agenda de diálogo e cooperação internacional sobre alimentação escolar e intercâmbio de experiências entre países.

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI)

Fonte: Ministério da Educação

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