Paraná
Coreografias selecionadas encerram a Mostra Paranaense de Dança no Teatro Guaíra
A Mostra Paranaense de Dança 2023 termina neste fim de semana em Curitiba depois de quase dois meses e mais de 500 coreografias inscritas. O festival reuniu jovens artistas de todo o Paraná e também de Santa Catarina em uma grande troca de experiências e desenvolvimento. Para o encerramento, cerca de 150 coreografias selecionadas serão apresentadas. O público poderá prestigiar a Mostra Final entre sexta-feira (9) e domingo (11) no Auditório Bento Munhoz da Rocha (Guairão), com ingressos a R$ 30.
“A Mostra tem participação efetiva na formação desses jovens bailarinos porque é uma oportunidade para eles dançarem e se aprimorarem. Neste encerramento, temos também um momento de grande celebração em um lugar emblemático, que é o Guairão”, ressalta a coordenadora de projetos da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra (ABABTG), Simone Bönisch.
Para a abertura de cada espetáculo, a programação vai contar com bailarinos ou grupos profissionais convidados. Logo na primeira noite, a Curitiba Cia de Dança, sob direção de Nicole Vanoni, apresenta uma Suíte do 1º Ato de Dom Quixote, uma montagem que tem como coordenadora de cena e ensaiadora convidada a renomada Ana Botafogo, uma das principais bailarinas do país e que tem mais de 45 anos de carreira.
No sábado, a abertura fica por conta dos bailarinos Bárbara Mel e Rômulo Castilho, que apresentam o “Grand Pas de Deux Cisne Negro”, de Julius Reisinger, com remontagem, adaptação e direção de Ian Mickiewicz.
No último dia, o público poderá prestigiar a EF Jazz Company, com o trabalho “Ruídos e Paixões”, que tem coreografia e direção de Eliane Fetzer.
A Mostra Final também terá apresentações no Memorial de Curitiba, no sábado e no domingo. Batizado de Palco Alternativo, o espaço vai ter entrada gratuita. O objetivo é divulgar os trabalhos e aproximar o público dos artistas, alcançando espaços não convencionais.
ATRAÇÕES EXTRAS – No Teatro Guaíra, a programação da Mostra Final também conta com oito oficinas, todas com inscrições esgotadas. Elas oferecem a oportunidade de aprimoramento técnico e artístico, sempre durante as manhãs.
Nos dias 10 e 11, a bailarina e autora de livros Regina Kotaka promove uma troca de experiências sobre balé clássico. Já o jazz será tema de duas oficinas, uma no dia 10, com Julia Meirelles e Juliano Peçanha, e outra no dia 11, com Eliane Fetzer.
Para oportunizar o aprimoramento da técnica masculina, a Mostra conta com uma oficina ministrada por Ian Mickiewicz, no dia 10. No dia seguinte, Daniel Siqueira divide conhecimentos sobre pilates e fortalecimento para a dança.
Também nos dias 10 e 11, a Mostra oportuniza o aprimoramento sobre dança contemporânea com Patrícia Machado.
MOSTRA – A Mostra Paranaense de Dança contou com aproximadamente 2 mil inscritos em 2023, edição que marcou o retorno do evento, suspenso por três anos por conta da pandemia do novo coronavírus. Desde abril, as seletivas passaram pela capital e também pelos municípios de Ponta Grossa, Campo Mourão, Toledo e Apucarana. Oficinas gratuitas foram oferecidas durante o processo.
Com dança e ampla participação, o evento também proporcionou uma programação especial com a circulação do Balé Teatro Guaíra, que fez apresentações gratuitas e ensaios didáticos para estudantes da rede pública nas cidades das seletiva, mas também em cidades próximas como Foz do Iguaçu, Guarapuava, Dois Vizinhos e Arapongas, atingindo um público de mais de 5.200 pessoas.
“Foi uma experiência única de retomada depois de toda a situação da pandemia. Uma promoção de interação entre os artistas para congregar e com um valor único de reencontro”, ressalta Simone.
A Mostra é realizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura, tem como instituição beneficiada o Hospital Pequeno Príncipe e o apoio das prefeituras de Ponta Grossa, Guarapuava, Campo Mourão, Foz do Iguaçu, Toledo, Dois Vizinhos, Apucarana e Arapongas, Parque Tecnológico Itaipu, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura e Governo do Estado do Paraná; patrocínio das empresas Camagril, Nórdica Veículos, Grupo Pegoraro, Plast & Pack, Pavi Serviços Ambientais, Fuga Couros, Stampa Food, Aços Continente, ACSO, Ferragens Negrão, Transportes Treméa e Londrisaúde; e realização da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra, Ministério da Cultura e governo federal.
Serviço:
Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)
Na sexta-feira (9) e sábado (10), às 20h
No domingo (11), às 18h
Ingressos: R$ 30,00 com direito a meia entrada para determinados públicos
Venda antecipada pela internet pelo ou diretamente na bilheteria do Guaíra a partir de duas horas antes do começo do espetáculo
Memorial de Curitiba
No sábado (10) e domingo (11) às 14h
Evento gratuito
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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