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Paraná

Copel, prefeitura de Umuarama e operadoras farão mutirão para regularizar cabeamento

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A Copel, a prefeitura de Umuarama e as 27 operadoras de internet e telefonia que prestam serviço na cidade definiram em reunião, nesta segunda-feira (25), o início de um mutirão para regularização do cabeamento de telecomunicações no município. A ação está prevista para começar em julho. O objetivo é adequar cabos instalados em desacordo com normas técnicas e de segurança. 

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Nelson Bigeschi, a iniciativa busca uma solução conjunta para um problema recorrente. “O importante é adotarmos uma solução em conjunto, por meio do diálogo, envolvendo a prefeitura, a Copel e as operadoras, para termos uma resposta efetiva à população”, afirmou. 

Durante a reunião, o gerente-executivo de Compartilhamento de Estruturas da Copel, Fabrício Salmazo, apresentou o plano de ação da companhia para regularização dos cabos, aprovado pelos participantes. A proposta prevê a divisão de Umuarama em quatro setores. Após a notificação formal às operadoras, cada empresa terá prazo de 30 dias para iniciar os serviços de regularização do cabeamento em um dos quadrantes definidos. 

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Pela Copel, participaram da reunião o gerente-executivo, o supervisor de contratos de compartilhamento, Cláudio Bitto; os agentes de relacionamento com o poder público Karina Suenaga e Eduardo Araújo, e a técnica de projetos Meire Araújo. Do municípios, além do secretário de Meio Ambiente, participaram a assessora jurídica da Prefeitura, Marília Aguiar Fávaro, os vereadores Jabá da Carroceria, Marquinhos do Climério, Ronaldo Cardoso e Washington Guirão. Também estiveram presentes representantes das operadoras, servidores municipais e membros da comunidade.

RESPONSABILIDADES – A Copel reforça que a responsabilidade pela manutenção da fiação de telecomunicações é das operadoras, conforme normas estabelecidas em resoluções conjuntas da Aneel e da Anatel sobre o compartilhamento de postes. Casos de fiação de telecomunicações que ofereçam risco à população podem ser comunicados pelo telefone 0800 51 00 116, para que as empresas responsáveis sejam notificadas a realizar a adequação. 

Fonte: Governo PR

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Paraná tem 69 municípios aptos para o cultivo de oliveiras, aponta boletim do IDR-Paraná

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Sessenta e nove municípios da zona meridional do Paraná são aptos ao cultivo de oliveiras. A informação é do boletim técnico Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná, publicado pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), obra que oferece informações técnicas para reduzir riscos, orientar o planejamento de investimentos e ampliar as chances de sucesso de pomares comerciais no Estado.

A publicação preenche uma das principais lacunas da cadeia produtiva — a falta de informações regionalizadas sobre o cultivo da espécie. O trabalho delimita áreas adequadas ao cultivo, indica os períodos mais adequados para implantação de pomares e apresenta critérios para a escolha de cultivares adaptadas às condições paranaenses de solo e clima.

Os 69 municípios de menor risco climático para a olivicultura se localizam nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul do Paraná. Entre eles estão Campo Largo, General Carneiro, Guarapuava, São Mateus do Sul, Palmas, Pato Branco, Piraquara, Prudentópolis, Rio Negro e União da Vitória.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude e disponibilidade de horas de frio durante o outono e o inverno — fator indispensável para o desenvolvimento adequado e uma boa floração das plantas.

A oliveira necessita de um período de frio para entrar em dormência e estimular a brotação e a formação das flores. Sem esse processo, a produção pode ficar comprometida. “O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, destaca a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

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O estudo se baseou em uma série de mais de 30 anos de dados meteorológicos provenientes do IDR-Paraná, do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Foram analisadas as variáveis decisivas para a cultura — como acúmulo de horas de frio, risco de geadas, excesso de chuva no florescimento, estiagem na fase de maturação dos frutos e níveis de umidade relativa do ar —, para a elaboração de mapas de zoneamento climático e classes de risco para diferentes grupos de cultivares.

De acordo com o boletim, as cultivares de menor exigência em frio vêm apresentando os melhores resultados comerciais no Paraná, com destaque para Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Grappolo.

Para a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o estudo apresenta um avanço importante para a consolidação da olivicultura no Estado. “Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, avalia.

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O trabalho também alerta para cuidados importantes dentro das próprias propriedades — áreas baixas, sujeitas ao acúmulo de ar frio e umidade excessiva, por exemplo, podem aumentar o risco de geadas e doenças, mesmo em municípios considerados favoráveis —, e destaca a necessidade de intercalação de cultivares para garantir polinização cruzada e melhorar a produtividade dos pomares.

POTENCIAL – Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical, especialmente o excesso de chuva e umidade durante o florescimento, a olivicultura vem crescendo nas regiões Sul e Sudeste do País. A qualidade dos azeites produzidos no Brasil já conquista reconhecimento nacional e internacional.

No Paraná, o potencial produtivo está associado às regiões onde o clima favorece o acúmulo de horas de frio necessárias ao ciclo das plantas. O boletim aponta, entretanto, gargalos importantes a serem superados, como a obtenção de cultivares mais adaptadas ao clima, a ampliação de programas de melhoramento genético, a produção de mudas certificadas e o aprimoramento das técnicas de manejo.

Compartilham ainda a autoria da publicação os pesquisadores Pablo Ricardo Nitsche, do IDR-Paraná, juntamente com Marcos Silveira Wrege, Itamar Antônio Bognola, Márcia Toffani Simão Soares e Elenice Fritzsons, todos ligados à Embrapa.

O boletim técnico Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná pode ser baixado gratuitamente no portal do IDR-Paraná.

Fonte: Governo PR

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