Paraná
Copel apresenta rede elétrica inteligente em fórum de inovação de Fazenda Rio Grande
A Copel marcou presença no Fórum Fazenda Inovação, evento que reuniu na semana passada empresários e representantes do ecossistema de inovação de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A Companhia apresentou as principais informações sobre o programa Rede Elétrica Inteligente, que instala medidores digitais inteligentes nas residências e nos estabelecimentos comerciais do município.
No painel “Inovação em cidades emergentes”, o gerente da Divisão de Projetos Especiais da Copel, Tiago Silva Santana, destacou as vantagens do programa que vai implantar medidores inteligentes em todas as 60 mil unidades consumidoras da cidade.
“O primeiro benefício é que as quedas de energia, quando acontecerem, devem ter uma duração menor, pois os medidores são sensores que avisam a Copel quando a energia acaba. Já na sequência vai ter um aplicativo que vai mostrar como as pessoas estão consumindo a energia ao longo do dia e elas vão poder cuidar melhor do seu consumo”, explica Tiago.
O painel foi mediado por Iury Carvalho, do Sebrae, e teve as participações de Artur Soares, da Bioma; Alexandre Figura, da startup MEI em Foco; e Marcela Milano, da Secretaria estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital.
REDE INTELIGENTE – O programa Rede Elétrica Inteligente já implantou 500 mil medidores digitais em casas, comércios, indústrias e propriedades rurais no Paraná. Em Fazenda Rio Grande, já foram instalados 6 mil. Todas as cerca de 60 mil unidades consumidoras do município receberão a nova tecnologia.
A troca dos medidores convencionais pelo novo modelo não tem custos para o consumidor e é acompanhada de investimentos em equipamentos de comunicação e de automação na rede elétrica, com o objetivo de reduzir desligamentos e agilizar o atendimento aos clientes, seja em serviços comerciais ou de emergência.
VANTAGENS – Com a rede elétrica inteligente, em casos de falta de luz, a Copel passa a identificar automaticamente a abrangência do desligamento e consegue estimar o local de origem da interrupção, religando mais rapidamente os domicílios afetados.
Os medidores possibilitam também redução no tempo de atendimento a serviços rotineiros ligados à energia elétrica. A leitura do consumo, assim como o desligamento por inadimplência e a religação após o pagamento das contas são feitos a distância, sem a necessidade de deslocamento de um profissional até o domicílio do cliente.
Para os consumidores, além da agilidade no atendimento em casos de desligamentos, também é possível acompanhar o consumo de energia em tempo real, por meio do aplicativo da Copel, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.
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PROGRAMA – A primeira fase Rede Elétrica Inteligente, na região Sudoeste, está na reta final de implantação e já tem 462 mil medidores em contato com a central de operações da Copel. A segunda fase do programa foi iniciada recentemente em municípios da Região Metropolitana de Curitiba e já conta com 50 mil medidores instalados.
Fonte: Governo PR
Paraná
Descentralização: Museus Satélites marcam nova era da política cultural no Paraná
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Cultura (SEEC), iniciou um dos movimentos mais estruturantes e históricos da política cultural paranaense: a implantação de oito Museus Satélites em diferentes regiões do Estado. A iniciativa marca, pela primeira vez, a presença permanente de museus estaduais fora da capital, Curitiba, consolidando uma política pública de descentralização inédita no Paraná.
O primeiro satélite já foi instalado em Londrina, com acervo do Museu Paranaense (MUPA). Os próximos serão em Pato Branco, também com acervo do MUPA; em Maringá e Cascavel, com acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR); em Tunas do Paraná e Guarapuava, com acervo do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR); e por fim em Ponta Grossa e Paranaguá, com acervo do Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA).
A ação amplia o acesso a um dos maiores acervos culturais do país — com mais de 3 milhões de peças —, até então concentrado na Capital. A partir de 2026, esse patrimônio passa a circular e a se enraizar em diferentes territórios, aproximando-se da população e fortalecendo a relação entre cultura, identidade e pertencimento em todo o Estado.
Mais do que a criação de novos espaços expositivos, os Museus Satélites representam uma mudança de paradigma na gestão cultural pública. O projeto transforma a lógica tradicional de acesso, antes centralizada, em uma dinâmica de circulação, presença e permanência. Na prática, os museus estaduais deixam de ser destinos fixos para se tornarem redes vivas, capazes de dialogar diretamente com as especificidades culturais de cada região.
Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a iniciativa enfatiza o compromisso do Estado com a democratização do acesso à cultura. “Estamos levando um patrimônio que é de todos os paranaenses para mais perto das pessoas. É uma ação que promove a inclusão cultural, valoriza as identidades regionais e garante que a população de diferentes regiões tenha acesso direto à história, à arte e à memória do nosso Estado”, afirma.
DIFUSÃO, FORMAÇÃO, MEDIAÇÃO – A política pública é estruturada como uma rede integrada de extensões permanentes dos principais equipamentos culturais do Estado. Cada unidade funcionará como um ponto ativo de difusão, formação e mediação cultural, com programações rotativas e articulação com os contextos locais, ampliando o alcance e a relevância dos acervos estaduais.
A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destaca o caráter estruturante da iniciativa dentro da política cultural do Paraná. “Essa é uma mudança histórica na forma como o Estado se relaciona com a cultura. Todos os nossos museus estavam concentrados em Curitiba, e agora passamos a construir uma presença permanente em diferentes regiões. Não se trata apenas de levar exposições, mas de estabelecer uma política contínua de acesso, formação e diálogo com os territórios”, afirma.
Distribuídos estrategicamente pelo território paranaense, os Museus Satélites estarão presentes em municípios de diferentes regiões, garantindo capilaridade e equidade no acesso à cultura. A iniciativa também fortalece a atuação conjunta entre Estado e municípios, potencializando equipamentos culturais já existentes e promovendo novas dinâmicas de ocupação e uso dos espaços públicos.
“A cultura precisa estar onde as pessoas estão. Com os Museus Satélites, invertemos essa lógica: em vez de o cidadão precisar se deslocar até a Capital, é o Estado que se faz presente nos territórios, promovendo encontros, pertencimento e reconhecimento”, completa a secretária. “Agora podemos afirmar que somos, efetivamente, uma Secretaria de Estado da Cultura, atuando efetivamente em todos os cantos do Paraná”.
“A criação dos Museus Satélites concretiza o compromisso do Governo do Paraná com diretrizes fundamentais da política cultural contemporânea: democratização do acesso, valorização da diversidade, fortalecimento das identidades regionais e interiorização das ações culturais. Trata-se de um investimento estruturante que reposiciona a cultura como vetor estratégico de desenvolvimento social, simbólico e econômico”, define o museólogo Cauê Donato Silva Araújo, coordenador do Sistema Estadual de Museus da SEEC.
Segundo ele, ao colocar em circulação um acervo de valor inestimável e ao estabelecer uma presença institucional contínua em diferentes territórios, o Estado inaugura uma nova fase na relação entre patrimônio e sociedade. “Uma fase em que a cultura não está mais concentrada em um único ponto, mas distribuída, acessível e viva — como um direito de todos os paranaenses”, afirma.
MON PELO PARANÁ – O movimento de descentralização cultural do Estado já vem sendo consolidado por iniciativas do Museu Oscar Niemeyer (MON) para além de sua sede em Curitiba. Em Cascavel, o MON mantém desde 2023 uma presença expositiva contínua com mostras itinerantes realizadas no Complexo Cultural Sefrin Filho, ampliando o acesso do público do Oeste paranaense ao acervo do maior museu de arte da América Latina.
Mais recentemente, o projeto MON sem Paredes avançou para o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, transformando um dos mais emblemáticos patrimônios naturais do Paraná em museu a céu aberto, com obras inéditas integradas à paisagem dos Campos Gerais. A iniciativa, inaugurada em 2026, reforça uma nova concepção de política cultura, que é aquela que rompe os limites físicos dos equipamentos tradicionais e promove o encontro entre arte, território, natureza e população. Essas experiências antecipam e fortalecem a lógica dos Museus Satélites, demonstrando que a presença cultural do Estado já está em expansão concreta por diferentes regiões paranaenses.
POMPIDOU PARANÁ – Além dos Museus Satélites, o Governo do Estado avança também na projeção internacional da sua política cultural com a implantação do Centre Pompidou Paraná, em Foz do Iguaçu — a primeira unidade do Centre Pompidou nas Américas. Oficializada em 2025, a parceria com uma das mais importantes instituições de arte moderna e contemporânea do mundo posiciona o Estado em uma rede global que inclui cidades como Málaga, Bruxelas e Xangai.
Com investimento estimado em cerca de R$ 200 milhões e inauguração prevista para 2027, o projeto prevê um complexo multidisciplinar com exposições internacionais, programação educativa, residências artísticas e atividades culturais diversas.
Implantado em um dos principais destinos turísticos do país, o museu foi concebido como um espaço de arte, educação e experimentação, com arquitetura assinada pelo premiado arquiteto Solano Benítez, que propõe uma construção integrada ao território e à paisagem local. Mais do que um equipamento cultural, o Centre Pompidou Paraná consolida o Estado como plataforma de intercâmbio artístico e cultural em escala global, conectando a produção latino-americana a circuitos internacionais e ampliando o acesso da população a acervos e experiências de relevância mundial.
Saiba mais sobre a programação dos Museus Satélites e agenda de aberturas AQUI .
Fonte: Governo PR
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