Connect with us


Paraná

Construção da nova Ponte de Valadares supera 50% de execução, em Paranaguá

Publicado em

A obra da nova Ponte de Valadares, em Paranaguá, no Litoral do Paraná, segue em ritmo acelerado e já superou os 50% de execução. Após concluída, a ponte trará solução para o trânsito de pessoas e mercadorias, hoje realizado via passarela, que tem limitações de peso; ou por balsa, que gera custos adicionais para a população. A nova estrutura recebe com investimento R$ 14,5 milhões, sendo R$ 11,68 milhões do Governo do Estado, via Programa de Transferência Voluntária da Secretaria das Cidades (Secid), e R$ 3,11 milhões de contrapartida da Prefeitura de Paranaguá.

O secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel, esteve no local nesta sexta-feira (19) e destacou a importância da obra, que atende demanda histórica da população e foi tirada do papel pela atual gestão do Governo do Estado. “O ritmo dos trabalhos está muito bom. Em poucos meses, iremos entregar essa ponte que será uma importante ligação entre a Ilha de Valadares e a Praça Central de Paranaguá”, afirmou.

A melhoria na qualidade de vida dos moradores da Ilha foi destacada pelo prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque. “É um anseio de todos os mais de 30 mil moradores da Ilha dos Valadares. Nós temos a passarela que restringe o tráfego de veículos. Com a ponte, todos poderão ter seus carros nas residências, aumentando o conforto das famílias que vivem aqui”, disse. 

Leia mais:  DER/PR bloqueia PRC-476 em União da Vitória para garantir segurança dos usuários

A nova ponte vai unir a região do Mercado Nilton Abel de Lima, no continente, à Rua Itiberê, na Ilha dos Valadares. “Essa ponte é uma demanda muito antiga, de mais de 34 anos, época em que foi construída a passarela. Recebemos os recursos do Governo do Estado para a sua execução e estamos muito felizes com o resultado”, complementou o prefeito.

PONTE DOS VALADARES

A estrutura, com 2.088,84 metros quadrados, permitirá o trânsito de automóveis e veículos de transporte Foto: Valdelino Pontes/Secid

OBRA – A estrutura, com 2.088,84 metros quadrados, permitirá o trânsito de automóveis e veículos de transporte. Entre os resultados esperados, além da melhoria da qualidade de vida dos moradores, com mais facilidade de acesso a unidades de saúde, escolas e ao Centro de Paranaguá, estão o estímulo ao comércio na Ilha e o incremento da região como ponto turístico, a partir da instalação de bares, restaurantes e de estruturas de hotelaria.

O projeto inclui a revitalização da passarela existente com área de 1.140,00 metros quadrados, além dos serviços de administração da obra e de implantação de estruturas, instalações elétricas, pavimentação, calçamento, sinalização e paisagismo.

As duas cabeceiras já estão concluídas. Todo o material necessário à implantação da ponte já foi produzido e está estocado no canteiro instalado na margem continental do empreendimento. O atual estágio é da colocação das estacas, o que deverá durar até meados de abril.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

Published

on

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

Leia mais:  DER/PR bloqueia PRC-476 em União da Vitória para garantir segurança dos usuários

O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

Leia mais:  Estudantes de graduação podem criar soluções inovadoras no Hackathon Copel

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262