Paraná
Conquista inédita: governador recebe jovens paranaenses que levantaram a Taça das Favelas
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (17) a seleção paranaense que foi campeã nacional de maneira inédita da Taça das Favelas na categoria masculina. O torneio, que é organizado pela Central Única das Favelas (Cufa), reúne milhares de jovens moradores de comunidades de todo o Brasil, em um dos mais importantes campeonatos de futebol amador do Brasil. O Paraná foi campeão da edição de 2023 do torneio ao derrotar o time do Espírito Santo por 2 a 1. A final foi disputada em São Paulo, no último sábado (13).
“É uma alegria receber os nossos campeões do maior campeonato de comunidades de todo o Brasil. Aqui temos futuros atletas, mas também jovens que vão seguir outros caminhos, com outras profissões, a partir deste projeto que promove a cidadania dos garotos por meio do esporte”, afirmou Ratinho Junior.
O Governo do Estado apoia da Cufa no Paraná, fornecendo material esportivo aos atletas nas competições e dando apoio aos treinamentos. “Temos uma grande parceria em projetos sociais com a Cufa, que nos auxilia a chegar a todos com nossos programas, de maneira universal. Fico muito honrado de ver que a parceria com o Estado está, também, revelando talentos e fazendo campeões”, complementou.
O time paranaense que venceu o campeonato é formado por jovens de 15 a 17 anos de todas as comunidades do Paraná. Na competição de 2023, foram mais de 11 mil jovens inscritos no Estado.
“Esta iniciativa é muito importante. Nos Jogos Escolares, por exemplo, temos mais de 150 mil jovens matriculados competindo. Já no torneio da Cufa, conseguimos trabalhar com a inclusão de muitos jovens não matriculados. São meninos que poderão ter um futuro promissor em grandes times ou como profissionais de outras áreas”, afirmou o secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski.
“O mais importante é a visibilidade que damos a estes territórios. Favela não é carência, favela é potência. Este elenco campeão é formado por futuros jogadores, médicos, advogados e professores”, disse o presidente da Cufa no Paraná, José Antônio Jardim, que participou da cerimônia.
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TÍTULO – A seleção paranaense, formada por jogadores de várias comunidades diferentes do Estado, foi escolhida a partir de uma fase preliminar disputada por 48 equipes de diversas cidades paranaenses. Depois, na fase nacional, o Paraná venceu Rio Grande do Sul, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo até levantar a taça.
“Nós levamos os melhores, com garotos de Curitiba, da Região Metropolitana, Ponta Grossa, do Interior do Estado, enfim, de vários lugares, e montamos uma verdadeira seleção. Estes meninos provaram que o Paraná tem muito talento”, afirmou o técnico da equipe, Dinei Sorverão.
A final foi disputada no Estádio Canindé, em São Paulo. Nicolas Gabriel Darany, conhecido como Nico, fez o gol que abriu o placar contra a seleção capixaba. Morador da comunidade México 70, em Curitiba, ele disse esperar que o título dê visibilidade a ele e aos colegas. “Expectativa agora é conseguir uma oportunidade em um time. Se eu não conseguir, que seja algum dos meus colegas consiga. Viramos uma família e se isso acontecer com algum deles, já vai ser muito gratificante”, disse.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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