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Confiança do consumidor brasileiro atinge maior nível em um ano, aponta FGV
A confiança do consumidor no Brasil encerrou 2025 em alta, alcançando o melhor patamar em um ano. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,4 ponto em dezembro, chegando a 90,2 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024, quando o indicador marcava 91,3 pontos.
Expectativas mais otimistas impulsionam resultado
O avanço foi o quarto consecutivo do ICC e teve como principal fator o aumento de 1,4 ponto no Índice de Expectativas (IE), que atingiu 95,2 pontos — também o maior valor desde dezembro do ano anterior (97,6 pontos).
De acordo com a FGV, o otimismo dos consumidores em relação ao futuro tem sustentado a recuperação do indicador ao longo dos últimos meses.
Percepção sobre a situação atual ainda é desfavorável
Apesar da melhora nas expectativas, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto em dezembro, para 83,4 pontos, após duas altas consecutivas. O resultado indica que, embora o consumidor veja o futuro com mais confiança, ainda enfrenta dificuldades no presente, especialmente em relação à renda e às condições financeiras.
Famílias de menor renda lideram avanço na confiança
A economista Anna Carolina Gouveia, do FGV IBRE, destacou que o aumento da confiança foi mais intenso entre as famílias de menor renda, refletindo o impacto positivo de um mercado de trabalho mais aquecido e da recuperação do poder de compra.
Segundo ela, “a evolução do ICC vem sendo impulsionada principalmente pelas expectativas, enquanto os indicadores de situação atual ainda apontam um cenário desafiador para as famílias”.
Endividamento e inadimplência ainda pressionam orçamento
Mesmo com o ambiente mais favorável, fatores como alto endividamento e inadimplência seguem limitando o orçamento familiar. Gouveia observa que “o consumidor está menos pessimista, apoiado por condições de emprego e renda melhores, mas ainda enfrenta restrições financeiras que impedem uma recuperação mais robusta da confiança”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de etanol amplia perdas no início de junho com avanço da safra e maior oferta no Centro-Sul
O mercado brasileiro de etanol encerrou a primeira semana de junho sob pressão, refletindo o avanço da colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país e o aumento da oferta do biocombustível. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram novas quedas nos preços do etanol hidratado e do etanol anidro entre os dias 1º e 5 de junho.
O movimento reforça o cenário de maior disponibilidade do produto no mercado interno, em um momento em que a demanda segue moderada, contribuindo para a continuidade da pressão baixista sobre as cotações.
Etanol hidratado registra nova queda semanal
De acordo com o indicador semanal do Cepea/Esalq, o etanol hidratado combustível foi negociado a R$ 2,2166 por litro na primeira semana de junho, representando recuo de 0,67% em comparação com o período anterior.
O resultado confirma a tendência de enfraquecimento dos preços observada desde o início da safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da moagem de cana e pela maior produção de etanol nas usinas da região Centro-Sul, principal polo sucroenergético do país.
Etanol anidro tem desvalorização mais intensa
O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória à gasolina, apresentou queda ainda mais expressiva no período analisado.
Segundo o Cepea, o indicador semanal fechou em R$ 2,5108 por litro, acumulando desvalorização de 2,11% frente à semana anterior. O desempenho evidencia a pressão exercida pelo aumento da oferta e pelo comportamento mais cauteloso dos agentes do mercado de combustíveis.
Analistas destacam que a combinação entre safra em ritmo acelerado e consumo doméstico sem grandes avanços tende a manter o mercado atento à evolução dos estoques e da demanda nas próximas semanas.
Paulínia também fecha semana em baixa
No mercado spot paulista, referência para o setor, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.318,50 por metro cúbico na sexta-feira (5), registrando queda de 0,41% em relação ao fechamento anterior.
Com esse desempenho, o indicador acumula retração de 1,40% desde o início de junho, demonstrando que a pressão sobre os preços permanece mesmo após a virada do mês.
Perspectivas para o mercado de etanol
O comportamento das cotações nas próximas semanas continuará sendo influenciado pelo ritmo da safra de cana-de-açúcar, pela estratégia comercial das usinas e pelo desempenho do mercado de combustíveis.
Enquanto a produção segue avançando e amplia a oferta disponível, o setor acompanha a evolução do consumo interno e a competitividade do etanol frente à gasolina, fatores que poderão determinar a intensidade dos movimentos de preços ao longo de junho.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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