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Regularização ambiental no campo vira oportunidade de renda para produtores rurais em São Paulo

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O Governo do Estado de São Paulo tem intensificado as ações de apoio técnico voltadas à regularização ambiental no campo, criando novas oportunidades de geração de renda para produtores rurais paulistas por meio do uso sustentável de áreas de vegetação nativa, reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs).

A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e busca transformar a agenda ambiental em ferramenta de valorização da propriedade rural, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da produção agropecuária sustentável.

Regularização ambiental pode aumentar valor da propriedade rural

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, produtores rurais podem utilizar mecanismos previstos na legislação ambiental para explorar economicamente áreas preservadas de maneira legal e sustentável.

Entre as alternativas estão:

  • manejo sustentável da vegetação nativa;
  • implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs);
  • coleta de sementes, frutos e produtos florestais;
  • aproveitamento de madeira de árvores caídas naturalmente;
  • plantio comercial de espécies nativas.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo, destacou que a regularização ambiental não representa perda de produtividade para o produtor rural.

“É possível preservar, produzir e gerar renda ao mesmo tempo, com orientação técnica, segurança jurídica e proteção ambiental”, afirmou.

Sistemas Agroflorestais ganham espaço na agricultura familiar

Os agricultores familiares paulistas também podem manter atividades produtivas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo que combina árvores nativas com culturas agrícolas.

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A prática vem sendo incentivada como alternativa sustentável para diversificação de renda, recuperação ambiental e aumento da resiliência das propriedades rurais.

Vegetação nativa pode gerar renda extra no campo

Outro destaque das ações da CRAR é a orientação técnica para comercialização legal de produtos oriundos da vegetação nativa.

A coleta de sementes, frutos e demais produtos florestais pode ser realizada mediante comunicação prévia aos órgãos competentes, permitindo ao produtor ampliar fontes de receita sem comprometer a preservação ambiental.

Além disso, proprietários rurais podem cadastrar áreas de plantio de espécies nativas para futura exploração comercial da madeira. Após o registro oficial, a colheita e comercialização podem ocorrer sem necessidade de autorização específica para corte, desde que respeitados os critérios legais.

São Paulo lidera regularização ambiental rural no Brasil

O Estado de São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, consolidando liderança nacional na implementação do Código Florestal Brasileiro.

Os números mostram a dimensão do avanço:

  • mais de 54 mil cadastros possuem passivo ambiental identificado;
  • área superior a 2,8 milhões de hectares abrangida;
  • mais de 111 mil hectares em processo de recomposição ambiental;
  • mais de 1.050 PRADAs compromissados no estado;
  • cerca de 20 mil hectares destinados à recomposição ambiental;
  • outros 9,9 mil hectares vinculados à compensação de Reserva Legal.
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Os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) também avançam no estado, fortalecendo a recuperação de áreas protegidas e a segurança jurídica no campo.

Governo reforça apoio técnico gratuito ao produtor rural

A equipe técnica da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural presta orientação gratuita aos produtores sobre:

recomposição de áreas protegidas;

  • manejo sustentável;
  • uso permitido de espécies exóticas;
  • legislação ambiental rural;
  • regularização de propriedades.

Segundo a CRAR, o objetivo é aproximar o produtor das soluções ambientais disponíveis e demonstrar que preservação e produtividade podem caminhar juntas no agro paulista.

Os interessados podem buscar atendimento técnico pelo e-mail oficial da coordenadoria: [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de algodão em Mato Grosso deve cair 16% em 2025/26 com redução da área plantada

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A safra 2025/26 de algodão em Mato Grosso deve registrar queda na área cultivada e na produção total, segundo nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O recuo reflete o cenário de margens mais apertadas e aumento dos custos de produção enfrentados pelos cotonicultores.

De acordo com o levantamento semanal do instituto, a área destinada ao algodão foi projetada em 1,38 milhão de hectares, representando redução de 3,33% frente à estimativa anterior e queda de 11,11% na comparação com a safra 2024/25.

Custos elevados pressionam rentabilidade da cotonicultura

Segundo o Imea, a retração da área está diretamente relacionada à redução da rentabilidade da cultura nos últimos ciclos.

O relatório aponta que os custos de produção mais elevados vêm pressionando as margens do produtor, levando parte dos cotonicultores a reavaliar o uso das áreas agrícolas.

Diante desse cenário, muitos produtores optaram por concentrar o plantio de algodão em talhões mais produtivos e direcionar outras áreas para culturas de segunda safra, consideradas mais competitivas no atual momento de mercado.

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A estratégia busca reduzir riscos financeiros e preservar a rentabilidade das propriedades rurais em meio às oscilações do mercado agrícola.

Clima favorável impulsiona produtividade do algodão

Apesar da redução na área plantada, a produtividade das lavouras apresentou revisão positiva na nova projeção.

O rendimento médio foi estimado em 297,69 arrobas por hectare, avanço de 2,34% em relação à previsão anterior.

Segundo o Imea, as condições climáticas favoráveis registradas ao longo do ciclo têm contribuído para um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras, beneficiando o potencial produtivo do algodão em Mato Grosso.

As chuvas regulares e o bom ambiente climático em importantes regiões produtoras ajudaram a sustentar o desempenho das plantações, amenizando parte das perdas provocadas pela redução da área cultivada.

Produção de algodão em caroço deve recuar mais de 16%

Mesmo com a melhora na produtividade, a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi estimada em 6,14 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

O volume representa queda de 16,04% em comparação com a temporada passada, refletindo principalmente a retração da área plantada.

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Maior produtor nacional da fibra, Mato Grosso segue desempenhando papel estratégico no abastecimento da indústria têxtil e nas exportações brasileiras de algodão. No entanto, o setor acompanha com atenção a evolução dos custos de produção, do mercado internacional e das condições climáticas para os próximos meses.

Analistas avaliam que o comportamento das cotações da pluma, do dólar e da demanda externa será decisivo para definir o ritmo dos investimentos na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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