Paraná
Concursos e processo seletivo: Estado contrata 162 profissionais para universidades
As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Norte do Paraná (UENP) estão com inscrições abertas para 162 vagas efetivas e temporárias. As remunerações variam entre R$ 811,69 e R$ 16.565,27 a depender do cargo escolhido. As oportunidades são para professor efetivo e temporário e para profissionais efetivos na carreira técnica-administrativa.
Os processos de seleção têm prazo de validade de um ano com a previsão de prorrogação por mais 12 meses.
A UENP recebe as inscrições até 4 de fevereiro para 60 professores temporários, por meio de Contrato em Regime Especial (CRES). Há opções para os câmpus de Cornélio Procópio, Jacarezinho e Bandeirantes. A taxa de inscrição é R$ 150, com possibilidade de solicitação de isenção até 22 de janeiro para candidatos cadastrados em programas sociais do governo federal.
O benefício se estende para doadores de sangue ou de medula óssea e a quem prestou serviço no período eleitoral, conforme o Edital.
O processo seletivo será em duas etapas: prova didática (eliminatória) e avaliação de títulos (classificatória). A remuneração de professores varia de R$ 811,69 a R$ 9.383,94. Os valores diferem por titulação do professor e carga horária exigida em contrato.
As vagas são para diversas áreas, como administração, agronomia, biologia, ciência da computação, direito, educação, enfermagem, fisioterapia, história, geografia, letras, matemática, medicina veterinária e odontologia.
Na Unicentro, são 91 vagas para professor efetivo. As inscrições seguem até 8 de março com taxa de R$ 240. A isenção pode ser solicitada até 19 de janeiro, conforme critérios definidos em Edital.
Há opções para regime de trabalho com tempo integral e dedicação exclusiva (TIDE) e para vagas com carga horária parcial de 34 horas semanais. A remuneração varia entre R$ 3.066,40 e R$ 16.565,27. São 66 vagas para o câmpus de Guarapuava e 25 para Irati.
A seleção dos novos docentes será em três etapas. No dia 19 de maio os candidatos participam da prova escrita no câmpus em que a vaga está ofertada. Já a segunda etapa do concurso será uma avaliação didática, inicialmente está prevista para ser realizada entre os dias 18 e 24 de junho. A última etapa será composta pela prova de títulos.
Na UEPG, o concurso público segue com inscrições até 6 de fevereiro para 11 vagas para agentes universitários de nível superior. As inscrições custam R$ 200 e a prova ocorrerá em 17 de março, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. Veja o Edital.
As vagas são para diferentes funções: advogado; analista de informática; assistente social; comunicador social; contador; engenheiro civil; engenheiro eletricista; médico; médico do trabalho; nutricionista; e psicólogo.
Os novos servidores terão vencimento inicial de R$ 7.616,88 para todas as opções de carreira e carga horária de 40 horas semanais, com exceção das funções de médico e médico do trabalho, que farão turnos de 20 horas semanais de trabalho na instituição de ensino superior. Os requisitos mínimos para todas as opções são de graduação específica na área e registro profissional no órgão de classe.
A seleção de candidatos acontecerá em duas etapas. A primeira é a prova objetiva, de caráter eliminatório, com 40 questões no sistema somatório e duração de quatro horas. Os candidatos aprovados seguirão para a segunda etapa, de avaliação de títulos, com caráter classificatório. O resultado será divulgado até 2 de abril AQUI.
Confira os processos de seleção para docentes e agentes universitários:
UENP
60 vagas para docentes temporários
Inscrições até 4 de fevereiro – Edital AQUI
Pedidos de isenção: até 22 de janeiro
Taxa de inscrição: R$ 150
UEPG
11 vagas efetivas para agentes universitários de nível superior
Inscrições: até 6 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
UNICENTRO
91 vagas para docentes efetivos
Inscrições: até 8 de março – Edital AQUI
Pedido de isenção: até 19 de janeiro
Taxa de inscrição: R$ 240
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.
Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa
As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.
Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.
Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.
Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.
Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).
Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.
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Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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