Paraná
Comitê da dengue do Paraná convoca população para participar do Dia D neste sábado
Com o objetivo de fortalecer o combate à dengue e reduzir os casos da doença e o número de óbitos, a Secretaria de Estado da Saúde promoveu nesta quarta-feira (28), em Curitiba, a terceira reunião do Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue. Ele foi criado em 2019 com o objetivo de implementar ações de mobilização para a intensificação do combate à doença. É composto por 13 secretarias, autarquias e órgãos do Governo do Estado.
No encontro, foram discutidas ações de mobilização e vigilância permanente com a participação de representantes das instituições que compõem o grupo. Uma dessas ações contra o Aedes aegypti é o Dia D da Dengue, que vai ser realizado neste sábado (2). A ação de mobilização segue a orientação federal, anunciada pelo Ministério da Saúde.
O grupo analisou o panorama da situação epidemiológica da dengue no Brasil e Paraná e a atualização das ações desenvolvidas pelas secretarias, órgãos do Estado, representantes do Serviço Social do Comércio (Sesc/PR) e autoridades. O Paraná é um dos estados com o maior número de casos confirmados, juntamente com Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.
“Precisamos desse alinhamento de ações com os vários órgãos de Estado. Estamos atuando em várias frentes com o apoio e trabalho integrado de várias áreas. Estamos trabalhando não somente na situação epidemiológica como também monitorando a assistência médica em todo o Estado”, afirmou o diretor-geral da Sesa, Cesar Neves.
De acordo com o boletim semanal da dengue, divulgado pela Sesa nesta terça-feira (27), mais sete mortes pela doença foram registradas no Paraná, totalizando 23 neste período epidemiológico, que iniciou em 30 de julho e deve seguir até agosto deste ano.
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DEFESA CIVIL – O coordenador estadual da Defesa Civil, tenente-coronel Fernando Schunig, explicou que foi realizada umaa força-tarefa nas últimas semanas com São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com 371 municípios envolvidos em ações conjuntas, como mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, utilização do fumacê, conscientização em escolas, aplicação de larvicidas, orientação à população, dentre outras ações. No Paraná, 38 municípios participaram desta iniciativa entre os estados. Também foi feito treinamento de agentes, com mais de 800 participantes.
“Queremos unir forças para um trabalho integrado. Temos 17 municípios em situação de emergência no Estado, por isso a importância desse trabalho”, ressaltou o tenente-coronel.
MOBILIZAÇÃO NACIONAL – O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, participou em Brasília nesta quarta-feira, da assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) para também debater as estratégias de enfrentamento à dengue. “O cenário da dengue é muito preocupante no País. Por isso, é importante essa junção de esforços das três esferas de gestão da Saúde. Nosso enfrentamento é todo dia. E essa mobilização nacional vai ser fundamental”, disse.
A reunião contou ainda com a participação dos representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo federal, 17 unidades da federação estão com incidência de dengue 1 em níveis acima do esperado histórico. Dessas, 15 estão com tendência crescente e espera-se que essa tendência persista pelo menos até o final de março, em boa parte do País.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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