Brasil
Comissão Nacional Organizadora publica documento-base da II Conferência Nacional do Trabalho
A Comissão Nacional Organizadora publicou, nesta quinta-feira (11), o documento-base da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), que acontecerá em março de 2026, após as etapas estaduais e distrital, realizadas entre setembro e dezembro de 2025. O material, aprovado pelas bancadas do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, tem como objetivo orientar os debates tripartites, servindo de referência para a construção de propostas voltadas à promoção do trabalho decente no Brasil.
O documento apresenta os temas centrais que estruturam o mundo do trabalho contemporâneo, com foco nas transições tecnológica, digital, ecológica e demográfica, além de diretrizes para políticas públicas de emprego, trabalho e renda. Também destaca desafios como a igualdade de oportunidades, a erradicação do trabalho infantil e do trabalho análogo à escravidão, a formalização, a qualificação profissional e a valorização da negociação coletiva.
Segundo o texto, a II CNT será um dos espaços mais relevantes de diálogo social do país, permitindo que as etapas estaduais contribuam com diagnósticos locais e regionais para compor uma agenda nacional de desenvolvimento sustentável, geração de empregos de qualidade e fortalecimento da democracia.
Para o secretário de Relações do Trabalho do MTE e coordenador da Comissão Nacional Organizadora da II CNT, Marcos Perioto, o documento é um marco essencial para o processo de debates. “O documento-base é o fio condutor da Conferência. Ele orienta os trabalhos nos estados e no DF, garantindo que o diálogo tripartite e paritário se dê a partir de um ponto comum. É dessa construção coletiva que surgirão propostas sólidas para fortalecer o trabalho decente no Brasil.”
De acordo com o membro da bancada dos trabalhadores na Comissão Nacional Organizadora da II CNT, Paulo Oliveira, o documento reafirma o valor do diálogo tripartite e coloca no centro os desafios que impactam diretamente as trabalhadoras e os trabalhadores. “A II CNT será um espaço de escuta, construção democrática e afirmação da centralidade do trabalho humano na agenda de desenvolvimento sustentável do país. Dessa construção conjunta, com diagnósticos regionais e propostas coletivas, deverão surgir caminhos sólidos para garantir dignidade, oportunidades e futuro a quem vive do trabalho no Brasil.”
Segundo o representante da bancada dos empregadores na Comissão Nacional Organizadora, Clovis Queiroz, o documento-base representa um instrumento para a construção de consensos e para o fortalecimento do diálogo social. “Trata-se de uma oportunidade de participação tripartite e paritária de todas as representações na formulação de propostas, assegurando legitimidade e transparência ao processo. A II CNT será um espaço para reafirmarmos o compromisso com a competitividade, a produtividade, a inovação e a geração de empregos, sempre orientados para o desenvolvimento econômico do país.”
Acesse aqui o documento-base.
Todos os documentos da II Conferência Nacional do Trabalho estão disponíveis no hotsite da Conferência aqui.
Brasil
Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).
Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.
O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.
Pronaf Azul amplia acesso ao crédito
Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.
De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.
Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.
PROPESC entrega autorizações de pesca
A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.
A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
-
Política Nacional6 dias agoBrasil terá quase 2 milhões de mesários nas eleições de 2026
-
Esportes6 dias agoRayan salva Brasil no fim e Seleção empata com a Austrália em estreia após a Copa
-
Agro4 dias agoCAR e GTA podem acelerar controle da origem do gado
-
Educação6 dias agoPlataforma Enem Libras já está disponível para consulta
-
Educação6 dias agoEstudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
-
Agro4 dias agoFestival do agro projeta R$ 2,2 bilhões em negócios
-
Política Nacional5 dias agoSessão destaca excelência do ensino da Escola Superior de Ciências da Saúde
-
Política Nacional7 dias agoComparecimento às urnas é usado como prova de vida do INSS
