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Política Nacional

Comissão debate estudos para privatização da empresa de trens urbanos de Porto Alegre

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A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados promove audiência pública na terça-feira (23) para discutir os estudos para privatização da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb). A empresa foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) em 2019.

O debate foi proposto pelas deputadas Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Fernanda Melchionna (Psol-RS) e será realizado às 10 horas, no plenário 8.

O objetivo, segundo as parlamentares, é analisar os impactos da eventual privatização sobre o direito ao transporte e os serviços prestados à população e buscar medidas que assegurem a manutenção da empresa como patrimônio público.

No requerimento para a realização da audiência, as deputadas destacam que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no início do seu governo, determinou a retirada de oito empresas de processos de privatização, mas a Trensurb não consta do rol do despacho.

Elas informam que, apenas em 2024, a Trensurb transportou mais de 20 milhões de usuários, mesmo com os prejuízos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, e defendem que a solução para os eventuais problemas encontrados está no fortalecimento dos serviços públicos e na valorização de seus trabalhadores, não na simples entrega à iniciativa privada.

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“É fundamental assegurar uma análise rigorosa dos impactos da privatização sobre o serviço público ou sobre o mercado no qual está inserida a referida atividade econômica”, afirmam as deputadas, citando o despacho presidencial que retirou outras empresas do processo de desestatização.

“Diante da relevância do tema, é imprescindível debater a importância das empresas públicas no desenvolvimento do país, bem como as medidas a serem tomadas para a não privatização da Trensurb, com objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas que garantam a mobilidade da população e o direito ao transporte”, justificam.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Comissão aprova proposta de reeducação obrigatória para agressores domésticos

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatória a determinação judicial para que agressores frequentem programas de recuperação e reeducação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a criança, o adolescente, a mulher e a pessoa com deficiência.

A medida está prevista no Projeto de Lei 232/26, do deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), que altera a Lei de Execução Penal para substituir o termo “poderá” por “deverá” no trecho que trata do encaminhamento do agressor a centros de reeducação. Segundo o autor, a natureza facultativa da regra atual prejudica a efetividade da lei e o seu alcance pedagógico.

O texto também inclui as pessoas com deficiência no grupo de vítimas protegidas, ao lado de crianças, adolescentes e mulheres. Por fim, estabelece que o juiz poderá exigir relatórios técnicos elaborados por psicólogos ou psiquiatras para acompanhar a evolução do agressor, respeitando o sigilo profissional.

Prevenção
O relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR), recomendou a aprovação da proposta. Ele destacou que a mudança fortalece a resposta do Estado e ajuda a prevenir a repetição do crime.

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“A legislação atual confere ao magistrado apenas a faculdade de determinar o comparecimento do agressor a programas de recuperação e reeducação. Essa natureza facultativa, na experiência prática, compromete a efetividade da medida e reduz seu alcance preventivo e pedagógico”, afirmou o relator.

Albuquerque disse ainda que o projeto também reconhece a vulnerabilidade das pessoas com deficiência no ambiente doméstico.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionado pela Presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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