Economia
Comércio e indústria do Paraná atingem piores índices nesta década
A crise econômica que desde 2014/2015 assombra o Brasil fez com que o comércio e a indústria paranaense encolhessem significativamente nos últimos anos, praticamente retornando ao estágio em que se encontravam em 2009 e 2010, últimos anos do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com relação ao comércio, dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2017, ano mais recente com dados disponíveis, haviam 135.761 empresas ativas no Paraná. O número é o pior para o setor desde 2009, quando haviam 127.215 estabelecimentos comerciais em todo o estado. Apenas na comparação com 2016, inclusive, verifica-se que 4.254 estabelecimentos fecharam as portas. Na comparação com 2011, quando se alcançou o recorde de 143.516 empresas ativas, houve uma redução de 5,7% no ramo comercial.
Já na indústria, o número de estabelecimentos com 5 ou mais pessoas ocupadas (único recorte que permite a visualização de dados por unidade federativa) era de 17.555 no último ano pesquisado, o menor valor desde 2010, quando haviam 17.301 indústrias em funcionamento no Paraná. O recorde histórico do estado foi registrado em 2015, quando haviam 18.860 indústrias no estado. Desde então, portanto, verificou-se uma redução de 7,4%.
Se o número de estabelecimentos comerciais e industriais está em queda, por outro lado a boa notícia é que o número de pessoal ocupado apresentou sinais de melhora.
No comércio, por exemplo, haviam 788.737 trabalhadores em 2017, número 3,6% superior ao verificado no ano anterior. Em 2014, contudo,o número de pessoal ocupado era de 802.268.
Quanto à indústria, o aumento verificado em 2017 na comparação com 2016 foi de 1,3%, alcançando a marca de 630.236 pessoas empregadas na área. Ainda assim, é o segundo pior resultado acerca deste tópico desde 2010, com valor 12,4% inferior a 2013, quando atingiu-se o recorde de 708.576 empregados na indústria paranaense.
Os dados foram compilados de duas pesquisa divulgadas recentemente pelo IBGE. A primeira é a Pesquisa Anual do Comércio 2017, divulgada ontem. A outra é a Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada no começo deste mês.
Redação Bem Paraná/
Economia
MDIC inicia projeto para mapear bancos de germoplasma e fortalecer indústria de bioinsumos
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), realizou nesta semana a reunião de lançamento do projeto “Fortalecer a cadeia produtiva da indústria de bioinsumos nacional fornecendo um diagnóstico situacional dos bancos de germoplasma”. A iniciativa é resultado de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o MDIC e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em abril passado.
O projeto vai mapear e avaliar os bancos de germoplasma existentes no país, responsáveis pela conservação de material biológico utilizado em pesquisas, inovação e produção de bioinsumos. O trabalho inclui o levantamento das instituições atuantes, análises técnico-operacionais, estudo de referências internacionais e a definição de diretrizes para aprimorar a gestão dessas estruturas.
Para a secretária da SEV, Julia Cruz, o projeto representa um passo importante para fortalecer a infraestrutura de conhecimento que sustenta a indústria de bioinsumos no Brasil. “Com este diagnóstico, queremos enxergar com clareza o que o país já tem em seus bancos de germoplasma e transformar um conhecimento hoje fragmentado em informação acessível a pesquisadores, empresas e instituições”, afirmou.
Além do diagnóstico, o projeto prevê a realização de grupos de discussão, capacitações técnicas e o desenvolvimento de uma plataforma digital que reunirá e disponibilizará as informações coletadas. Ao final dos trabalhos, os resultados serão oferecidos de forma aberta e transparente para toda a sociedade.
A iniciativa se soma a outras ações estratégicas conduzidas pelo MDIC para fortalecer a bioindústria brasileira. Entre elas está o TED recentemente celebrado com o Inmetro para a criação de um laboratório de referência voltado à qualidade e à rastreabilidade de insumos biológicos de interesse da bioindústria.
A reunião de abertura contou com a participação de representantes MDIC, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (Fundação Araucária) e da coordenação do projeto.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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