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Comércio de Matinhos cresce 15% no início da temporada e projeta aquecimento ainda maior

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Adilson Baron, proprietário de uma loja em Matinhos, enxerga nas mudanças estruturais uma transformação histórica para a região Foto: Gabriel Rosa/AEN

A temporada de verão 2024/2025 é comemorada pelos comerciantes de Matinhos, no Litoral do Paraná. Entre a semana que antecedeu o Natal e o Ano Novo, o faturamento cresceu, em média, 15% em relação ao mesmo período da temporada passada, segundo a Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima). O segmento de alimentação lidera o movimento, seguido pela hospedagem, que registrou ocupação superior a 90% em hotéis, pousadas e imóveis para locação.

E a expectativa, de acordo com a Associação, é de que, até o final da temporada, o crescimento chegue a 25% em todos os segmentos.

Para Adriano Menine, presidente do Conselho Superior da Acima, o resultado reflete uma combinação de fatores, desde a conclusão das aulas escolares até o impacto positivo dos investimentos realizados no município. “Desde a primeira semana antes do Natal já vimos um aumento do movimento aqui no Litoral. A temporada traz um incremento na economia local, especialmente no pós-pandemia. Esperamos superar todas as expectativas, porque essa estrutura e os shows fazem a diferença para o turista”, destaca.

Matinhos vive um momento histórico com a conclusão de mais de 97% da nova orla, maior intervenção urbana já realizada no Litoral do Paraná. A obra, que será entregue no primeiro trimestre de 2025, conta com investimentos de R$ 354,4 milhões e inclui áreas de lazer, iluminação moderna e infraestrutura para esporte e lazer.

Os comerciantes locais celebram o impacto direto das obras de revitalização, destacando o aumento no fluxo de turistas e o fortalecimento da economia da região. Adilson Baron, proprietário de uma loja em Matinhos, enxerga nas mudanças estruturais uma transformação histórica no Litoral.

“O movimento dobrou por aqui. Antes o Natal e os finais de semana eram tranquilos, mas agora tudo mudou. Com a revitalização, a orla ficou linda, atraiu mais turistas e ajudou a todos nós. Tenho recebido clientes de vários lugares do Brasil e até do Paraguai e da Argentina. É uma nova era”, comemora.

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SHOWS – A partir de sexta-feira (10), os turistas também começam a aproveitar os grandes shows do Verão Maior Paraná, todos gratuitos. São mais de 30 atrações nacionais. Quem estreia a programação do palco montado no Pico de Matinhos, na sexta-feira (10), são os mineiros do Jota Quest. Já no sábado (11), quem toca na cidade é o sambista Péricles. Domingo (12), Matheus & Kauan embalam o público em Matinhos com os hits “Expectativa x Realidade”, “Cronômetro” e “Não Existe Despedida Pra Quem Ama”.

“Os shows atraem turistas de várias regiões e ajudam o comércio local”, acredita Yasmin Medeiros, sub-encarregada de uma loja de açaí. “Esse movimento gera um dinheiro que é investido pelos comerciantes em estrutura e faz o Litoral crescer cada vez mais”, afirma

Para Sirlene Terezinha de Medeiros Leite, dona de um quiosque em frente ao Palco Sunset, a movimentação na temporada tem sido intensa. “Haja funcionário, mas isso é bom. Estamos muito felizes com as obras na praia, a iluminação nova e as atividades que trazem mais turistas. Vejo gente de vários lugares chegando para conhecer o Litoral”, diz ela.

Comércio de Matinhos cresce 15% no início da temporada e projeta aquecimento ainda maior

Sirlene Terezinha de Medeiros Leite, dona de um quiosque em frente ao Palco Sunset, que receberá a apresentação de bandas paranaenses a partir desta terça-feira (7), a movimentação na temporada tem sido intensa. Foto: Gabriel Rosa/AEN

RENDA DOS TRABALHADORES – Além do comércio fixo, os ambulantes também celebram o momento. Eduardo dos Reis e Adrielly Nantes, que estão vendendo açaí pela primeira vez na areia, enxergam a temporada como uma oportunidade de transformar suas vidas. “Estamos aqui há 14 dias e vendemos tudo o que trazemos. Com os shows e a nova orla, nossa ideia é ficar até de noite e usar esse dinheiro para sair do aluguel e ter nossa casa própria”, conta.

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João Carlos dos Santos, ambulante há 28 anos, também está animado. “Essa temporada está maravilhosa. A orla ficou linda, maior, e isso traz mais turistas. Tudo o que ganhamos agora ajuda a passar o inverno, e o dinheiro fica aqui em Matinhos”, afirma.

Clarizelma de Castro, que vende casquinhas na areia, reforça como a temporada impacta diretamente na renda dos trabalhadores. “O que ganho aqui é três vezes mais do que consigo mensalmente. Esse dinheiro é minha base de sobrevivência, e as pessoas estão vindo muito mais para Caiobá, o que nos ajuda.”

O trabalho dos ambulantes, regulamentado pelas prefeituras, ajuda a atender a alta demanda da temporada. Todos passam por um processo de cadastramento antes do início do verão, garantindo organização e qualidade no atendimento.

EXPECTATIVA – Com o verão aquecido, os comerciantes de Matinhos estão otimistas para os próximos meses. A cidade não apenas celebra o aumento no faturamento, mas também a consolidação de sua posição como destino turístico de destaque. Para o presidente do Conselho Superior da Acima, Adriano Menine, o futuro promete ainda mais. “Estamos vivendo um momento importante, e imagino que até o final da temporada, vamos superar as expectativas. Tudo isso fortalece nossa economia e transforma o Litoral do Paraná”, diz.

VERÃO MAIOR PARANÁ – Toda a programação do Verão Maior Paraná pode ser conferida no site exclusivo do Governo do Paraná, o pr.gov.br/verao. Serão 33 shows nacionais gratuitos nas arenas de Matinhos e Pontal do Paraná, mais de 48 shows de artistas paranaenses nos Palcos Sunset em Caiobá, Guaratuba, São Pedro do Paraná e Porto Rico, além de grande programação esportiva nas arenas das praias do Litoral e na região Noroeste.

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Paraná reduz tempo do diagnóstico de febre amarela em primatas e agiliza vigilância

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O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos (PNH), reduzindo o prazo de liberação dos resultados de cerca de 15 dias para um período entre um e cinco dias úteis. A mudança fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no território paranaense. O Lacen é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz-PR. Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser feito na estrutura do próprio Estado, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a implantação do exame no Lacen/PR amplia a autonomia técnica do Estado e fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância. “Essa descentralização representa um avanço importante para a vigilância epidemiológica do Paraná. Reduzir o tempo de diagnóstico significa agir com mais rapidez diante da circulação do vírus, fortalecendo a prevenção e protegendo a população. O Estado ganha autonomia técnica e mais eficiência no enfrentamento das arboviroses”, disse.

A vigilância da febre amarela em primatas não humanos, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas da circulação viral, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos.

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Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico. Esse protocolo inclui a coleta de amostras biológicas, que deve ser realizada preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen/PR, onde é processado para o exame de RT-qPCR, que identifica a presença do vírus da febre amarela. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados.

Célia Fagundes da Cruz, diretora do Lacen-PR, enfatiza o papel crucial da unidade no suporte diagnóstico e sua consolidação como referência em nível nacional. “O laboratório hoje é o coração de uma rede que garante dados precisos e alta tecnologia para a saúde pública, resultado dos recentes investimentos do Governo do Estado que promoveram uma reestruturação, potencializando a precisão e a excelência dos serviços prestados à população”, afirmou.

Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral.

É importante ressaltar, diz o diretor técnico da Divisão de Vigilância Laboratorial do Lacen/PR, André Dedecek, que a Fiocruz-PR permanece como a grande referência laboratorial regional para essas doenças. Dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas não humanos (PNH) são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, um passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região.

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André Dedecek diz que o Lacen/PR agora tem a autonomia técnica para processar o diagnóstico molecular da febre amarela com a rapidez que a vigilância epidemiológica exige. “Os primatas não humanos são nossos sentinelas, e reduzir o tempo de resposta laboratorial permite que nossas equipes atuem de forma imediata e estratégica nos territórios monitorados”.

Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche dentro deste mesmo processo. Na prática, isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação utilizando uma única reação. Essa inovação trará muito mais agilidade aos resultados, permitindo que o sistema de saúde responda com rapidez e precisão aos desafios epidemiológicos da nossa região.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A orientação é para que a população comunique imediatamente às secretarias municipais de saúde ou órgãos ambientais casos de macacos encontrados mortos ou debilitados.

Fonte: Governo PR

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