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Com provas no mar, Troféu Elite tem 1º dia de competição em Matinhos

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Com a realização das provas de mar – e de areia –, começou nesta quarta-feira (31) a 28ª edição do Troféu Elite. Misto de competição e confraternização, o evento reúne guarda-vidas militares e civis que atuam durante a temporada de verão no Litoral do Paraná. Durante dois dias, os participantes encaram oito provas relacionadas à atividade de salvamento aquático. Neste ano, são mais de 200 inscritos, incluindo uma equipe de Santa Catarina.

Comandante do 8º Grupamento de Bombeiros, responsável pelo Litoral, o major Fabrício Frazatto dos Santos explica que o LifeSaving, chamado de salvamento aquático, além de simular atividades do dia a dia dos guarda-vidas, é também um esporte em expansão e reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional.

“É um esporte mundial. Teremos, inclusive, a disputa do Mundial, em agosto e setembro, na Austrália. E o Corpo de Bombeiros do Paraná é um dos destaques nessas categorias no Brasil”, diz. “É uma prova tradicional, que conta com várias modalidades voltadas à atividade de prevenção e salvamento aquático”.

O primeiro dia de disputa teve desafios superados na Praia Brava de Matinhos. A largada foi com o Aquathlon, que consiste em três etapas: corrida de 200 metros, natação de 300 metros e mais 200 metros de corrida até a linha de chegada. Depois, foram mais duas atividades na água – salvamentos com pranchão e com tubo de resgate – e duas na beira do mar: sprint de 90 metros e corrida à nadadeira.

“A prova da corrida à nadadeira é especialmente interessante: é como se fosse uma dança das cadeiras. Nós temos um número x de competidores e uma nadadeira a menos, dá-se a largada numa distância de 20 metros, e aquele não conseguir pegar uma das nadadeiras colocadas na linha final deixa a prova”, resume.

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EM FAMÍLIA – O Troféu Elite é um evento voltado à família dos bombeiros e guarda-vidas civis, mas também tem espaço para famílias de sangue. É o caso, por exemplo, dos Rudnik. 

O sargento Luiz Alberto, que trabalha há 30 anos na Corporação, participou da atividade desta quarta-feira ao lado da filha Milena, que é guarda-vidas civil. “Ela já está na quarta temporada do Verão Maior Paraná, e no ano que vem o meu filho vai entrar como guarda-vida civil. Tenho muito orgulho de poder participar de uma competição que fazemos todos os anos e que envolve todas as subáreas de atuação no litoral”, revela.

A filha, Milena Rudnik Araújo, atua no Litoral desde 2019. A guarda-vidas civil não esconde que a influência do pai foi fundamental. “Desde pequenininha, ver meu pai dentro da Corporação me fez querer seguir esse caminho. É um grande orgulho fazer parte dessa família que é o Corpo de Bombeiros”, conta, mostrando o carinho que tem com a instituição.

Alexandre Rudnik, de 19 anos, outro filho que mira os passos do sargento, desta vez apenas engrossou o bom público que acompanhou o início das disputas. Em 2025, no entanto, espera fazer como o pai, que ganhou uma medalha de prata nesta quarta.

CONFRATERNIZAÇÃO – Em sua décima temporada trabalhando como guarda-vidas civil no Litoral, Guilherme Andri, de 36 anos, elogia não só a realização e a organização do evento, que já virou tradição na orla paranaense, como também as constantes atividades de confraternização destinadas aos guarda-vidas.

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“Estou muito feliz com as confraternizações, com os eventos que eles trazem para a gente estar se aprimorando e se aperfeiçoando cada dia mais. Isso vem unir o nosso grupo e ajudar na nossa alta performance na hora do salvamento”, opina, lembrando também de ressaltar a retaguarda dada pelas equipes do Verão Maior Paraná. “O Verão Maior Paraná está de parabéns pela organização e pelo apoio que tem dado na praia”, conclui. 

Para o coordenador de Esportes do Verão Maior, Jackson de Almeida, a participação do Corpo de Bombeiros é de extrema importância, tanto em relação à segurança no mar quanto à segurança de todos os veranistas, principalmente no ambiente da praia. “É um prazer enorme poder auxiliar na realização do Troféu Elite, onde os bombeiros militares e civis disputam provas de âmbito esportivo, mas com a característica do seu dia a dia de atuação”, conta.

A sequência da competição será em Paranaguá, nesta quinta-feira (1º) pela manhã, com as provas de piscina: 50 m; 100 m; revezamento 4×25 m e 4×50 m.

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

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O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.

O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.

“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.

Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.

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A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.

Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.

ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.

A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.

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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.

Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.

Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15

Fonte: Governo PR

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