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Estado libera obra de R$ 30 milhões para incrementar agricultura e turismo em São José dos Pinhais

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Quanto vale a realização de um sonho cultivado há mais de 50 anos? Para Valdomiro Gribogi, 79, agricultor; e Valdir Alves de Oliveira, 58, comerciante, pode representar a transformação dos seus negócios e a melhoria da qualidade de vida para as suas famílias. Essa é a expectativa deles e de outras 500 famílias com a conclusão dos 20 quilômetros de pavimentação asfáltica que falta para ligar a Colônia Muricy, onde moram, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, à BR-376. A obra, em andamento, foi viabilizada pela liberação de operações de crédito que somadas chegam a R$ 30.665.558,11, via Secretaria das Cidades.

“É uma grande felicidade ver a criação de oportunidades e melhorias no dia a dia das pessoas como resultado do nosso trabalho em atenção às diretrizes do governador Ratinho Junior”, disse o secretário Eduardo Pimentel.

A região beneficiada faz parte do cinturão verde da RMC, responsável pelo suprimento de alimentos para a Capital e outras cidades do Paraná, sul de São Paulo e norte de Santa Catarina. “Nos nossos oito alqueires, plantamos de tudo: repolho, couve-flor, rabanete, couve. E ainda temos 10 vaquinhas para a produção de leite”, conta Valdomiro. Ele lembra que está aposentado, razão da transferência da produção para os quatro filhos. “Vai ser bom para eles”, afirma.

O resultado das lavouras, em centenas de pequenas propriedades, muitas vezes em cultivos orgânicos, é levado em caminhões, duas vezes por semana, até a Central de Abastecimento de Curitiba (Ceasa), no quilômetro 10 da BR-116, no Bairro do Tatuquara, em Curitiba, e para outros destinos.

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TURISMO – O turismo também deverá ser impactado positivamente com a obra. A pavimentação vai facilitar o tráfego de veículos entre a BR-376 e o Caminho do Vinho, arranjo produtivo local que reúne sítios culturais, oito vinícolas, 18 restaurantes e casas de café colonial, agroindústrias, cervejaria, unidades de lazer, pousadas, pesque-pagues e bares. Atualmente, o acesso por via completamente pavimentada só é possível a partir da sede do município.

O ciclo turismo também é contemplado pelo projeto. Em todo o percurso, haverá espaço para o tráfego de bicicletas delimitado por tachões, pintura própria e sinalização.

Valdir, dono de mercearia e de olho no potencial aumento do movimento, já projeta dias melhores a partir do esperado crescimento das vendas. Aos 58 anos, ele conta que ouve falar sobre a pavimentação desde os tempos de criança, quando ajudava o pai atender os clientes. “Acho que vai ajudar o comércio. Se mais gente passar por aqui, vai ter mais vendas. É um sonho muito antigo que agora está acontecendo”.

Valdomiro e Valdir nasceram nas redondezas e ali fizeram suas vidas; casaram e formaram suas famílias.

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PAVIMENTAÇÃO – As obras cobrem dois trechos, na Colônia Muricy e na Colônia Malhada, nas ruas João Lipinski e Professor Júlio de Carvalho, em um total de 20 quilômetros, ou 169.365,50 m², e completam a ligação da região com a BR 376. O pavimento, com nove metros de largura, reserva dois a uma ciclovia. O projeto atende os padrões definidos pela Secid que observa questões ambientais e de sustentabilidade. Além da cobertura asfáltica, fazem parte os serviços de terraplenagem, implantação de base e sub-base, meio-fio e sarjeta, drenagem, serviços de urbanização, sinalização de trânsito e iluminação pública. A pavimentação foi possível com a assinatura de seis convênios, todos pelo Sistema de Financiamento de Ações nos Municípios (SFM), entre a Secid e a Prefeitura de São José dos Pinhais. O andamento das obras em cada trecho varia entre 11% e 82% de conclusão.

OUTROS INVESTIMENTOS – O município de São José dos Pinhais tem outras 14 ações em andamento com recursos liberados via Secid. São R$ 40.638.021,06 que, além das estradas vicinais, viabilizam a pavimentação de vias urbanas (R$ 9.799.768,28, pelo SFM), a reforma da Escola Municipal Clodoaldo Naumann (R$ 631.569,40, do Programa de Transferências Voluntárias da Secid) e a aquisição de quatro veículos para os serviços públicos municipais (R$ 649.399,00, do Programa de Transferência Voluntária da Secid).

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

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O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.

O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.

“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.

Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.

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A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.

Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.

ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.

A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.

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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.

Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.

Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15

Fonte: Governo PR

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