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Com participação de grandes atletas, Paraná sedia 1° fórum estadual de formação esportiva

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Com presença de campeões olímpicos como Emanuel Rego, André Heller e Lars Grael, o Paraná recebeu nesta quinta-feira (14), em Curitiba, o Fórum Estadual de Formação Esportiva. O evento contou com a participação de quase 500 pessoas entre atletas, técnicos, investidores e gestores esportivos.

Realizado pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), em parceria com o Sindiclubes-PR, Governo do Estado, Prefeitura de Curitiba e o apoio do Comitê Olímpico do Brasil e governo federal, o fórum foi realizado no Cube Curitibano.

Pela primeira vez, o CBC promoveu o Fórum de Formação Esportiva no âmbito estadual, de forma mais regionalizada, sendo o Paraná o primeiro a receber o evento nesse novo molde. O fórum tem como objetivo contribuir para a Rede Nacional de Clubes Formadores e democratizar a formação de atletas de modalidades olímpicas, assim fortalecendo o esporte nacional.

A programação contou com diversas palestras sobre Curitiba como a capital do esporte, a parceria com clubes, o programa estadual Esporte Que Queremos (que orienta a capacitação do segmento), o Comitê Brasileiro de Clubes, além de palestras e mesa-redonda com os medalhistas olímpicos e embaixadores do Comitê Brasileiro de Clubes, Emanuel Rego (vôlei de praia), André Heller (vôlei) e Lars Grael (velejador).

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Segundo o secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski, o Fórum Estadual de Formação Esportiva abre portas para a evolução do desporto não só no Paraná, mas no Brasil. “É muito importante o trabalho que o CBC vem desenvolvendo e esse fórum, com certeza, vai ficar como exemplo para o Brasil, agregando muito nas discussões sobre formação de atletas, investimento e políticas públicas”, disse.

Jair Pereira, presidente do Conselho Consultivo do CBC, falou sobre o objetivo do evento. “A ideia aqui é que quem participou leve um pouco do aprendizado para as cidades e clubes para executar nas piscinas, quadras e canchas”, disse. “O CBC tem a responsabilidade de trazer os recursos que são necessários para que isso aconteça para os clubes”.

O presidente do Clube Curitibano, Paulo Roberto Oliveira, destacou a importância da aliança entre entidades que compõem o sistema nacional de desporto de como clubes, comitês, federações e confederações. “Essa aliança representa um movimento unificado com um objetivo claro de transformar o País em um celeiro esportivo e, acima de tudo, na formação de cidadãos exemplares. E esse evento representa a união de diversas entidades comprometidas com o desenvolvimento do esporte em nossa cidade, no Estado e no Brasil”, afirmou.

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Para o medalhista olímpico e embaixador do Comitê Brasileiro de Clubes, Emanuel Rego, e evento é importante, pois permite o encontro de pessoas e ideias para discutir questões relevantes ao esporte de formação.

“Sempre tenho na minha cabeça que esporte é trabalho de equipe onde nós podemos ajudar uns aos outros. Nesse primeiro fórum aqui no Paraná já temos uma troca de experiências onde todos podem sair vencedores, tudo a partir da troca de conhecimentos. A formação é feita por profissionais que começam lá na base, tentando apaixonar os atletas para eles chegarem lá no alto nível”, analisou.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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