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Com parceria, Ipardes vai estudar impacto socioeconômico do Tecpar

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) firmou uma parceria com o Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) para avaliar os impactos socioeconômicos das operações do Tecpar, com o objetivo mostrar o retorno apresentado pela empresa a partir de seus investimentos. O termo de cooperação técnica entre as instituições foi assinado nesta quinta-feira (26), no câmpus CIC do Tecpar, em Curitiba. 

Com base nos dados fornecidos pelo Tecpar, os técnicos do Ipardes desenvolverão cálculos para a medição dos impactos socioeconômicos das operações do Tecpar no Paraná, de forma que esses dados apoiem a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração da empresa na tomada de decisões.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, salientou a importância de ter a expertise do Ipardes, uma instituição que realiza estudos e levantamentos estratégicos para o Estado do Paraná, em prol do instituto. “O Ipardes tem toda a expertise para fazer esse levantamento com profundidade, analisando dados básicos e que geram impacto no PIB. Essa parceria será importante para medir o impacto real que o Tecpar gera na economia e na sociedade, e assim garantir que cada investimento feito em ciência e tecnologia e inovação retorne em desenvolvimento, geração de valor, melhoria de serviços públicos e qualidade de vida para a população”.

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O presidente do Ipardes, Jorge Callado, avaliou que o instituto possui metodologias que podem avaliar os reais impactos dos ativos produzidos pelo Tecpar no Estado. “Esse levantamento que iremos fazer apontará, por exemplo, como as atividades econômicas e sociais do Tecpar agregam em termos de PIB, de inovação, dentre outros impactos diretos e indiretos, mostrando como os investimentos realizados no Tecpar são positivos para a sociedade. É uma espécie de filme sobre o Tecpar, para apoiar a administração da empresa com dados estratégicos”, ressaltou.

IMPACTOS – Ao final do projeto, que tem previsão de nove meses, os dois institutos irão definir temas adicionais de estudo na área de atuação do Tecpar. Com um portfólio diversificado de serviços, hoje o Tecpar atende diversos segmentos do mercado público e privado, com impactos socioeconômicos diretos e indiretos. 

Como laboratório público oficial, é o único fornecedor da vacina antirrábica animal para o Ministério da Saúde, com cerca de 25 milhões de doses em 2025. Recentemente também foi selecionado no Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e será o único laboratório público fornecedor de vacinas contra a raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, está construindo uma nova unidade que vai fabricar insumos para diagnóstico veterinário. 

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Na esfera estadual, o Tecpar é um importante braço de apoio a órgãos e empresas públicas do Paraná, como o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar); a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar); a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar); o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR); Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), entre outros. As parcerias incluem serviços como ensaios laboratoriais especializados, análises de materiais, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

Para o mercado privado, o instituto oferece soluções e serviços para a indústria da saúde e dos segmentos ambiental, agrícola, alimentos, bebidas, embalagens, além de atuar na certificação de produtos e sistemas de gestão em todo o Brasil.

PRESENÇA – Participou ainda da cerimônia de assinatura do termo entre as instituições o diretor de Tecnologia e Inovação do Tecpar, Lanes Randal Prates Marques.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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