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Com parceria do Estado e BID, Paraná terá escolas estaduais sustentáveis e inovadoras

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Escolas mais humanas, criativas e conectadas com o futuro. Essa é a base para a construção das chamadas Escolas do Futuro, parte do Programa Educação para o Futuro, uma ação da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que visa investir na construção de novas unidades pelo Estado.

O objetivo das novas escolas é integrar arquitetura, pedagogia e sustentabilidade, criando ambientes que favorecem o aprendizado ativo, o bem-estar e o uso eficiente dos recursos. O projeto é contratado e fiscalizado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar).

O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, explicou os diferenciais das construções. “Estamos construindo colégios que têm uma proposta diferenciada, que são as Escolas do Futuro. São instituições com uma metodologia pedagógica e uma construção totalmente inovadoras. Os ambientes são todos integrados com o propósito de agregar o pertencimento aos estudantes, em especial em relação à natureza e preservação. É um modelo que vai ser referência para o Estado do Paraná”, afirmou.

As estruturas dos ambientes, além de serem sustentáveis, com arquitetura ecológica e uso de energias limpas, também são projetadas com a utilização da neuroarquitetura, método que consiste na aplicação da neurociência para projetar espaços que impactam positivamente no cérebro humano, influenciando emoções, comportamentos e bem-estar.

As novas escolas também vão contar com ambientes pedagógicos inovadores, salas de aula flexíveis e laboratórios integrados para o desenvolvimento de competências digitais, socioemocionais, de empreendedorismo e educação financeira dos estudantes.

As sete regiões onde serão instaladas as novas unidades foram escolhidas com base em demandas da comunidade por novas vagas e beneficiarão cerca de 12,4 mil alunos das cidades de Piraquara (Jardim Holandês), Toledo (Pinheirinho), Curitiba (Tatuquara), Fazenda Rio Grande (Gralha Azul), Ponta Grossa (Gralha Azul), São José dos Pinhais (Guatupê) e Araucária (Jardim dos Pássaros).

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Para facilitar a administração das obras, elas contarão com o uso do BIM (Building Information Modeling), metodologia digital de gestão de informações que integra dados técnicos, geométricos, financeiros, de tempo, manutenção e sustentabilidade em um modelo único e colaborativo, que possibilita tomadas de decisões mais assertivas e melhores alternativas de gerenciamento em todas as etapas de projeto e execução.

SUSTENTABILIDADE – Para garantir uma estrutura mais sustentável, o projeto das escolas conta com o uso de energia solar fotovoltaica, captação e reúso da água da chuva e ventilação cruzada, medidas que reduzem o consumo de energia, água, materiais e emissões de carbono, além de diminuírem custos operacionais.

Com esses recursos, as novas unidades preveem redução de até 100% no consumo de energia elétrica e de 40% no uso de água, 73% de economia em materiais, 35% menos emissão de gases do efeito estufa, até 80% de queda no descarte de resíduos e até 9% na redução de custo operacional total da obra.

O chefe do Departamento de Engenharia da Fundepar, Marcello Marcondes de Albuquerque, destaca o encontro entre construção e natureza nas Escolas do Futuro. “Elas combinam a natureza, uma área toda arborizada, com a construção. Por isso dizemos que tem esse respeito com a sustentabilidade no canteiro de obra e na execução da obra, sempre com materiais de primeira linha, como é o padrão do Estado do Paraná, mas também respeitando a parte de sustentabilidade”, disse.

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As obras contam com certificações internacionais: a Leed BD+C (Leadership in Energy and Environmental Design Building – Design and Construction ou Liderança em Energia – Design Ambiental de projeto e construção de edifícios, em português) e AQUA-HQE™. Elas reconhecem edificações que adotam práticas de sustentabilidade desde o projeto até a operação. São concedidas para as construções que utilizam critérios como eficiência energética, uso racional da água, conforto ambiental, escolha de materiais e gestão responsável da obra, assegurando que as novas escolas atendam padrões internacionais de construção verde.

A diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona, explica que o projeto de construção da obra é inovador e deve ser entregue já no ano que vem. “É a primeira escola do Estado do Paraná com a certificação Leed, o que transmite que é uma escola totalmente sustentável. É uma escola que nos traz muito orgulho, uma parceria com o BID e que nós estamos ansiosos para entregar para a população até o meio do ano que vem”, afirma.

PRIMEIRA UNIDADE – A primeira obra a ser finalizada deve ser a Unidade Nova Escolar (UNV) Jardim Holandês, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. O investimento de cerca de R$ 33 milhões inclui quase 6 mil m² de área construída para acomodar 1,5 mil alunos e terá como destaque laboratórios de robótica e maker, biblioteca conectada, auditório e conforto sensorial.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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