Paraná
Paraná delega rodovias à União e maior pacote de concessões do País avança mais uma etapa
O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (03), em Brasília, em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Transportes, Renan Filho, o documento que delega as rodovias estaduais do Paraná ao governo federal para a realização da nova concessão à iniciativa privada. É o maior projeto rodoviário em andamento no País.
Com a conclusão desta etapa, a publicação do edital dos dois primeiros lotes deverá ocorrer no dia 16 de maio, com a disputa do leilão marcada para os dias 24 de agosto e 16 de setembro, na Bolsa de Valores – é possível que os dois lotes sejam disputados em agosto ou um em cada mês. As novas concessionárias deverão assumir as estradas dos dois primeiros lotes no último trimestre de 2023.
O documento permite à União incluir cerca de 1,1 mil quilômetros de trechos de rodovias estaduais no pacote a ser leiloado, de um total de 3,3 mil quilômetros que ficarão sob a responsabilidade da iniciativa privada pelos próximos 30 anos. Nos primeiros dois anos, serão realizados serviços de recuperação das rodovias, para que a partir do terceiro ano as obras de duplicação, implantação de novas faixas e outras intervenções comecem efetivamente, somando cerca de R$ 19 bilhões de investimentos nesses lotes e mais de R$ 50 bilhões no projeto todo.
O modelo mantém os três principais pontos defendidos pelo Governo do Paraná, aliando preço justo e disputa pela menor tarifa, garantia de obras e ampla concorrência. A elaboração do programa de concessões foi objeto de um amplo estudo técnico e consulta pública, com milhares de colaborações de usuários, recorde de um processo conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
“Estamos falando do maior projeto do Brasil e da América Latina. São 3,3 mil quilômetros de concessões, sendo 1,8 mil quilômetros de duplicações. É importante para a infraestrutura do Paraná, que vem se consolidando como central logística pela ligação entre estados do Sul e Sudeste, mas são concessões importantes para o desenvolvimento nacional. O modelo do passado, com altas tarifas e poucas obras, era ruim. Esse modelo que construímos é inovador”, disse.
Segundo o governador, há expectativa de diminuição nas tarifas que vão a leilão de 20% a 30% em relação ao modelo anterior, o que deve ser ampliado em benefício dos usuários com a disputa pelas concessionárias. “A iniciativa viabilizará as obras necessárias para o desenvolvimento socioeconômico do Estado, melhorando as condições de trafegabilidade e segurança dos usuários, consolidando o Paraná como a grande central logística da América do Sul”, afirmou.
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística e do Departamento de Estradas de Rodagem, apresentou o modelo construído exclusivamente para o Estado (sem outorga e com disputa livre na tarifa) ao novo Ministério dos Transportes em janeiro, visando a implementação célere do programa. O Paraná sugeriu alguns ajustes, como flexibilização do cálculo de aporte e participação efetiva no grupo de trabalho que tratará da utilização dos recursos aportados.
“O Estado vai fazer dois road shows apresentando os editais para o setor nos próximos meses. É uma grande disputa, que vai atrair investidores internacionais, e estamos dispostos a apresentar todos os detalhes”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
CURVA DE APORTE – A principal novidade em relação ao projeto de 2021 é a alteração no cálculo de aporte. Enquanto na modelagem anterior o valor correspondente iniciava com 1% de desconto, agora o aporte começa a partir dos 18%, com o valor de R$ 100 milhões aportados a cada ponto percentual de desconto até os 23%. Entre 23% e 30% de desconto, o desconto adicional deverá ser de R$ 120 milhões a cada ponto, que passará a ser de R$ 140 milhões para descontos acima de 30%, sempre de forma cumulativa.
Com esse novo cálculo, que já era defendido pelo Estado, o valor exigido de aporte é menor, proporcionando mais competitividade e possibilitando a participação de mais empresas interessadas, o que tende a ampliar os descontos oferecidos.
LOTES – O Lote 1 vai incluir o Contorno Norte de Curitiba (PR-418), o Contorno Sul de Curitiba até o Trevo do Tatuquara (BR-277), a ligação entre Curitiba e Araucária (BR-476), a ligação entre Araucária e Campo Largo (PR-423) e entre Araucária e a Lapa (BR-476), a rodovia entre a Lapa e a BR-277 (PR-427), a rodovia entre Curitiba e o Trevo do Relógio, perto de Guarapuava (BR-277), e a BR-373 entre Ponta Grossa e o Trevo do Relógio.
Entre as obras previstas para o Lote 1, estão a duplicação da BR-277 entre São Luiz do Purunã e o Trevo do Relógio; duplicação da BR-373 entre Ponta Grossa e o Trevo do Relógio; duplicação da Rodovia do Xisto entre Araucária e a Lapa; duplicação da PR-423 entre Araucária e Campo Largo; duplicação do Contorno Norte de Curitiba; faixas adicionais na BR-277, entre Curitiba e o entroncamento da BR-277 com a BR-376, além de faixas adicionais e vias marginais no Contorno Sul de Curitiba.
O Lote 2 contempla a ligação entre Curitiba e Porto de Paranaguá (BR-277), entre a BR-277 e Matinhos (PR-508) e Pontal do Paraná (PR-407), e também entre as ligações da rodovia federal com Morretes e Antonina (PR-408 e PR-410). Os Campos Gerais e o Norte Pioneiro também estão incluídos no pacote, com a ligação entre Ponta Grossa e Sengés (BR-373, PR-151 e PR-239), entre Jaguariaíva e a divisa com São Paulo, próximo a Jacarezinho (PR-092 e BR-153), e dessa divisa até Cornélio Procópio (BR-369 e PR-855).
Na região do Litoral, o Lote 2 prevê faixas adicionais na BR-277 entre Curitiba e Paranaguá; correção de traçado do km 40 ao km 43 da BR-277; duplicação da BR-277 entre o viaduto da Avenida Ayrton Senna e a ponte sobre o Rio Emboguaçu; e duplicação da PR-407 entre Paranaguá e Pontal do Paraná.
Nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, também no Lote 2, as principais intervenções serão a duplicação da PR-092 entre Jaguariaíva e Santo Antônio da Platina; duplicação da PR-151 e PR-239 entre Piraí do Sul e a divisa com São Paulo; duplicação da BR-153 entre Santo Antônio da Platina e Ourinhos; e duplicação da BR-369 entre Ourinhos e Cornélio Procópio.
Os investimentos devem alcançar R$ 7,9 bilhões no Lote 1 e R$ 10,77 bilhões no Lote 2. O Lote 1 terá cinco praças de pedágio, sendo elas em São Luiz do Purunã (BR-277), Lapa (BR-476), Porto Amazonas (BR-277), Imbituva (BR-373) e Irati (BR-277). O Lote 2 terá sete praças de pedágio, sendo elas em São José dos Pinhais (BR-277), Carambeí (PR-151), Jaguariaíva (PR-151), Sengés (PR-151), Quatiguá (PR-092) e duas em Jacarezinho (BR-153 e BR-369).
Os outros quatro lotes do modelo de concessão estão em análise na ANTT, para posterior submissão e aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). No total, somando os seis lotes de concessão, o investimento previsto em infraestrutura e logística no Paraná deve ultrapassar os R$ 50 bilhões. Confira as rodovias englobadas em cada lote:
Lote 3: trechos das rodovias BR-369, BR-376, PR-090, PR-170, PR-323 e PR-445, com extensão total de 561,97 km.
Lote 4: trechos das rodovias BR-272, BR-369, BR-376, PR-182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986, com extensão total de 627,98 km.
Lote 5: trechos das rodovias BR-158, BR-163, BR-369, BR-467 e PR-317, com extensão total de 429,85 km.
Lote 6: trechos das rodovias BR-163, BR-277, R-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483, com extensão total de 662,18 km.
PROGRAMA DE CONCESSÕES – O novo programa de concessões prevê milhares de quilômetros de duplicações (cerca de 1,8 mil km), terceiras faixas, faixas adicionais e vias marginais, além de contornos, interseções em nível, viadutos, trincheiras, pontes, ciclovias, passarelas, acostamentos, correções de traçado e áreas de escape, entre outros, executados já nos primeiros anos de contrato (entre o 3º e 9º anos), e também serviços de conservação das rodovias e faixa de domínio ao longo dos trinta anos de duração dos contratos.
A delegação das rodovias estaduais à União é possível graças à lei estadual 20.668/2011, que autoriza o Poder Executivo a delegar rodovias estaduais e prevê que o governo federal pode explorar a via por meio de concessão. A medida segue modelo inverso ao das concessões utilizadas no antigo Anel de Integração, quando o governo federal delegou suas rodovias ao Governo do Paraná para licitação dos lotes.
A estratégia de incluir novos trechos de estradas sob a responsabilidade do Estado no pacote visa gerar mais competitividade para trechos que, sozinhos, não atrairiam tantas empresas. Uma concessão conjunta facilita a atração de investidores para essas rodovias, que têm fluxo menor do que as federais. As rodovias estaduais concentrarão cerca de 60% dos investimentos dos contratos, ou seja, terão padrão internacional de qualidade e segurança.
São rodovias com histórico de acidentes e, apesar do crescimento das cidades e dos negócios que as envolvem, continuam a demandar recursos com manutenção e modernização. Além da segurança e do trânsito, estão previstas melhorias na iluminação com sistema em LED, oferta de sinal wi-fi em todos os trechos das estradas, câmeras de monitoramento, descontos para usuário frequente e operação de manutenção constante nas vias.
PRESENÇAS – Participaram do evento o chefe da Casa Civil do governo federal, Rui Costa; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Carlos Valter Martins Pedro; o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski; o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Fernando Moraes; e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
Fonte: Governo PR
Paraná
Governador inaugura o Condomínio do Idoso de Guarapuava, o 8° do Estado
Com 40 moradias e uma estrutura completa de lazer e convivência, mais um condomínio do idoso foi entregue em Guarapuava, no Centro-Sul, a oitava cidade do Estado a ganhar o empreendimento do programa Viver Mais Paraná. A unidade foi inaugurada nesta quinta-feira (11) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, que destacou a preocupação de sua gestão em garantir uma velhice digna para os paranaenses.
Programas como este, destacou o governador, fez com que o Paraná fosse a primeira região da América do Sul a ser reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Estado Amigo da Pessoa Idosa. “Esse reconhecimento é fruto desse projeto, que é o maior programa de habitação para a terceira idade do país, e de outros que desenvolvemos para levar dignidade aos idosos paranaenses”, disse.
“Aqui o pessoal da terceira idade vai poder morar, conviver com outras pessoas de sua idade. Tem piscina para fazer hidroginástica, tem médico uma vez por semana, enfermeiro duas vezes por semana para fazer o monitoramento da saúde”, ressaltou Ratinho Junior. “É um modelo fantástico, que promove a interação social, a convivência e o cuidado com nossos idosos”.
Os novos moradores vão pagar um aluguel simbólico de R$ 227,70 por mês para morarem no local. E além de receber as residências e um conjunto equipado com Centro de Convivência, horta comunitária, academia ao ar livre e piscina aquecida, também terão atendimento de fisioterapia, enfermagem, assistência social, educação física e outras áreas. Os serviços serão ofertados por acadêmicos da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), por meio de projetos de extensão universitária.
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) investiu cerca de R$ 6 milhões no projeto, com recursos do Tesouro do Estado. “Este programa foi criado para trazer qualidade de vida, segurança e cuidado com as pessoas que passam dos 60 anos e ainda não realizaram o sonho da casa própria”, destacou o presidente da Cohapar, Jorge Lange. “É voltado para pessoas que têm mobilidade, que ainda têm muita coisa para viver e precisam de um lugar onde possam ser felizes, se exercitar, fazer amizades. Enfim, continuar uma vida saudável e feliz”.
“Em 2027, o Paraná terá mais idosos que crianças e jovens. Isso requer políticas públicas e um olhar muito atencioso do governo”, salientou o secretário estadual das Cidades, Guto Silva. “Esse condomínio de idosos vem justamente da proposta de levar investimentos a esse público. Mas, sobretudo, para dar a possibilidade de convívio para esses idosos e melhorar a vida de todos”.
ATENDIMENTOS – A prefeitura fez a doação do terreno e também foi responsável pela infraestrutura externa do condomínio, com pavimentação e extensão de rede elétrica. O município também vai destinar profissionais para o atendimento médico e assistencial dos moradores.
“Mais do que moradias, nós estamos dando dignidade a esses idosos. Em parceria com a Unicentro, vamos dar todo suporte a eles, com médico uma vez por semana, fisioterapeutas, professores de Educação Física e o pessoal do entretenimento”, afirmou o prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala. “O governador até me cobrou para trazer um gaiteiro uma vez por mês para tocar, fazer um baile aqui. É essa festa que eles merecem”.
Uma das moradoras é Beatriz Beraldo de Oliveira, de 81 anos. Com 15 filhos, 24 netos e oito bisnetos, ela viveu por mais de 60 anos com o marido, que faleceu no ano passado. Ela morava de aluguel, que era pago pelos filhos, e agora tem uma casa para aproveitar a velhice com qualidade de vida.
“Eu adorei, já estou até acostumada com a casa. Peguei a chave, faço a mudança no sábado e vou passar o Natal aqui tranquila aqui”, contou. “É muita emoção, não tem nem o que dizer. Criei meus filhos, todos trabalhadores, então me sinto muito feliz de agora poder aproveitar aqui, onde é tudo muito tranquilo”.
OUTRAS UNIDADES – Somando as unidades entregues, em execução, já contratadas, em processo de licitação e na fase de projetos do programa Viver Mais Paraná, são 32 condomínios do idoso no Estado, totalizando cerca de R$ 244 milhões em investimentos.
Além de Guarapuava, sete condomínios do idoso já foram inaugurados no Estado, em Jaguariaíva, Prudentópolis, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Arapongas (o primeiro com casas mobiliadas e com piscina), Campo Mourão e Ponta Grossa.
Já estão em construção as unidades de Cascavel, Telêmaco Borba, Francisco Beltrão, Irati, Loanda, São Miguel do Iguaçu, Goioerê, Santo Antônio do Sudoeste, Toledo, Guaíra, Irati e Telêmaco Borba. Outros três já foram contratados, mas as obras ainda não iniciaram, em Astorga, Pato Branco e Ivaiporã.
Também estão sendo licitados os condomínios de Maringá, Cianorte e Assis Chateaubriand. E oito cidades estão na fase de projeto: Ibiporã, Palotina, Paranavaí, Laranjeiras do Sul, Quedas do Iguaçu, São José dos Pinhais, São Mateus do Sul e Londrina
CASA FÁCIL TERCEIRA IDADE – Além do Viver Mais Paraná, o Governo do Estado lançou neste ano um novo programa habitacional voltado para as pessoas idosas, o Casa Fácil Terceira Idade. Inédito no Brasil, o programa destina R$ 80 mil a pessoas com 60 anos ou mais poderem pagar a entrada do financiamento da Casa Própria.
Nesta primeira etapa, mil idosos serão beneficiados com o subsídio, reduzindo o prazo total de pagamento, um dos principais impedimentos no processo de financiamento habitacional. O investimento do governo é de R$ 80 milhões.
PRESENÇAS — Também participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os secretários estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; e de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Tordoro; o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti; o deputado estadual Artagão Júnior, o bispo da Diocese de Guarapuava, Dom Amilton Manoel da Silva, e demais autoridades.
Fonte: Governo PR
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