Paraná
Com novas parcerias, Sanepar amplia investimentos e ações de preservação da Mata Atlântica
O Governo do Estado e a Sanepar assinaram na noite de quinta-feira (14) protocolos de compromisso e chamada pública para o desenvolvimento de ações de conservação da Serra do Mar com a Fundação Grupo Boticário e o Instituto Life. A Sanepar irá destinar cerca de R$ 4 milhões a serem aplicados durante três anos em ações de conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos da região de Mata Atlântica. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Rodrigo Agostinho, foi um dos participantes da cerimônia realizada no Palácio Iguaçu.
A partir do protocolo, a Sanepar destinará ao Movimento Viva Água Miringuava R$ 2 milhões para práticas de conservação da natureza, segurança hídrica e adaptações a mudanças climáticas. Os recursos também serão aplicados em ações voltadas ao fortalecimento do turismo local e do empreendedorismo com a agricultura sustentável na comunidade da Bacia do Miringuava. A Sanepar já participa do Movimento Viva Água, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento Rural Paraná (IDR-Paraná) e a Invest Paraná, órgãos do Governo do Estado.
Na parceria com o Instituto Life, a Sanepar destinará R$ 750 mil à Coalização Life de Negócios e Biodiversidade, formada por empresas comprometidas em acelerar a inserção da biodiversidade nos negócios, por meio de ações concretas e soluções transformadoras. Ao aderir à Coalização Life, a Sanepar se posiciona como referência no mercado, disseminando a conservação da biodiversidade junto aos seus públicos, o que agrega valor à sua marca, suas práticas e negócios.
Outra ação é a chamada pública que irá selecionar Organizações Não Governamentais/Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (ONG/OSCIP) para desenvolverem ações que ampliam a resiliência hídrica da Região Metropolitana de Curitiba. Neste trabalho, a Sanepar irá destinar cerca de R$ 1,5 milhão.
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O presidente do Ibama, Rodrigo Coutinho, disse que a união do setor público e a sociedade civil, numa articulação conjunta de políticas ambientais, beneficia o meio ambiente. “Essa integração é muito importante para o tema da restauração ambiental. Temos um desafio enorme pela frente e vejo sinceridade nesses projetos. O Ibama tem um grande respeito pela Sanepar e temos mantido uma relação harmônica para trabalhamos juntos de forma estratégica”, disse.
Para o vice-governador, Darci Piana, essas ações são necessárias uma vez que o Paraná é formalmente responsável pelo bioma da Mata Atlântica no Brasil por ser o estado que detém a maior reserva dessa mata no País. “Temos uma grande responsabilidade em função dos efeitos provocados pelas mudanças climáticas. Como grande produtor de alimentos, o Paraná tem que cuidar do solo, do meio ambiente e da água”, disse.
Na avaliação do presidente da Sanepar, Claudio Stabile, essas parcerias fortalecem o compromisso da Companhia com a sustentabilidade diante dos desafios ambientais. “Além do Boticário, que é exemplo de preservação para o mundo, a parceria com o Instituto Life nos dá um selo, uma marca, que é uma forma de monetizar os cuidados com o meio ambiente. Isso nos ajuda a ampliar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o que incentiva o pequeno produtor a permanecer na região com práticas conservacionistas mantendo a qualidade da água e das nascentes”, afirmou.
Segundo o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, André Ferretti, o Movimento Viva Água tem conectado atores públicos e privados em prol da preservação da Bacia do Miringuava. “Comemoro o fortalecimento da parceria com a Sanepar nesse trabalho que visa tornar a Região do Miringuava num modelo de desenvolvimento sustentável”, destacou.
A diretora-executiva do Instituto Life, Regiane Borsato, destacou que a participação da Sanepar na Coalização Life é extremamente positiva pelo fato de a Companhia entender a biodiversidade como fundamental para a produção da água. “É importante as empresas entenderem a preservação ambiental como parte da sua estratégia de negócio. A Sanepar tem esse conceito e vai servir de exemplo para outras empresas”, complementou.
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PRESENÇAS – Também participaram do evento o superintendente do Ibama no Paraná, Ralph Albuquerque; o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Gonchorosky; o presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; o diretor de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Rogério José Chaves; o gerente de Planejamento Ambiental da Sanepar, Pedro Franco; e o gerente de Gestão Ambiental da Sanepar, Ronald Gervasoni.
Fonte: Governo PR
Paraná
Policial civil denunciado pelo MPPR em Umuarama perde o cargo e é condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por desviar caça-níqueis para explorar jogos ilegais
Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 12.144,00, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná a partir da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho no município.
A investigação revelou que o policial civil, valendo-se das facilidades de sua função, desviou sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi localizada pela polícia, novamente em operação, em um dos bares pertencentes ao grupo.
Outras condenações – Além do policial, a Justiça condenou um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos pelas práticas de organização criminosa e contravenção de jogos de azar e jogo do bicho. As penas foram de 6 anos, 4 meses e 10 dias mais cerca de R$ 75.900,00 de multa para o empresário, 5 anos, 4 meses e 5 dias mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 2.176 para um dos réus que administrava um bar e 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão mais multa de aproximadamente R$ 2.682 para os outros dois réus. Eles mantinham de forma estável pontos de aposta com máquinas de caça-níqueis, de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.
Processos 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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