Paraná
Com mais uma acreditação, IAT passa a ter três laboratórios com padrão internacional
Com a obtenção neste mês da acreditação para ensaios pelo complexo de Toledo (CRL 1970), no Oeste do Paraná, o Instituto Água e Terra (IAT) passou a ter os seus três laboratórios certificados na ISO/IEC 17025:2017, padrão internacional que ratifica a qualidade e a confiabilidade de resultados laboratoriais. Além de Toledo, o órgão ambiental conta com unidades em Londrina, na região Norte, e Curitiba.
A acreditação, explica a chefe da Divisão de Análises Ambientais do Instituto, Loraine Cristina do Valle Jacobs, representa o reconhecimento formal da competência técnica dos laboratórios do IAT. Segundo ela, a certificação fortalece o papel da instituição como referência em análises ambientais. “As três unidades acreditadas ampliam a confiança na qualidade e na imparcialidade dos resultados emitidos”, afirma.
Loraine destaca também que, além de passar a atender a padrões internacionais de qualidade, as análises acreditadas garantem rastreabilidade, confiabilidade e reconhecimento oficial dos resultados. “Isso aumenta a credibilidade do IAT junto a outros órgãos ambientais, parceiros institucionais e a sociedade em geral”, diz.
Os laboratórios do IAT oferecem serviços de análises físico-químicas, ecotoxicológicas e microbiológicas em água bruta e residual, sedimentos e material biológico voltados ao monitoramento da qualidade ambiental. “Esses serviços subsidiam ações de fiscalização, monitoramento e políticas públicas voltadas à preservação ambiental no Paraná”, ressalta o gerente de Monitoramento e Fiscalização do órgão, Alvaro César de Góes.
Agora, entre os próximos desafios, estão a ampliação do escopo de ensaios acreditados, a manutenção da excelência conquistada, a melhoria da infraestrutura, a busca por novos equipamentos com maior tecnologia e a constante capacitação das equipes para acompanhar as novas demandas ambientais.
CERTIFICAÇÃO – Para garantir a precisão e a confiabilidade dos seus resultados, os laboratórios do IAT operam sob os rigorosos padrões da ISO/IEC 17025, norma internacional que estabelece requisitos técnicos e gerenciais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração. No Brasil, essa certificação é concedida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio da avaliação da Comissão Geral de Acreditação (Cgcre), assegurando que os processos analíticos atendam aos mais altos padrões de qualidade e rastreabilidade.
A certificação abrange aspectos essenciais, como controle de qualidade, calibração de equipamentos, validação de métodos analíticos e qualificação da equipe técnica. Além disso, a norma exige que os laboratórios sigam diretrizes rigorosas para a coleta, manuseio e análise de amostras, garantindo a confiabilidade dos dados gerados.
Para manter a acreditação, os laboratórios passam por auditorias periódicas, que avaliam a conformidade dos procedimentos e a melhoria contínua das operações. O laboratório de Curitiba é acreditado pelo Inmetro desde 2019, seguido pelo de Londrina, que obteve a certificação em 2021.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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