Brasil
Com investimentos de R$ 120 milhões, governo inaugura obras do Aeroporto de Jacarepaguá (RJ)
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) inaugurou, nesta segunda-feira (16), as obras previstas na Fase 1B do contrato de concessão do Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Nesta etapa, foram investidos cerca de R$ 120 milhões em intervenções voltadas ao fortalecimento da segurança operacional e à modernização da infraestrutura do aeroporto. As melhorias foram realizadas pela concessionária PAX Aeroportos, responsável pela administração do terminal.
“Estamos entregando um aeroporto mais moderno, seguro e preparado para atender à crescente demanda da aviação executiva e da aviação geral no Rio de Janeiro. Esse investimento reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar a qualidade da infraestrutura aeroportuária e atrair investimentos que impulsionem o desenvolvimento econômico e o turismo”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O ministro também destacou que a melhoria da infraestrutura em Jacarepaguá contribui para otimizar o sistema aeroportuário da capital fluminense. “O fortalecimento de aeroportos estratégicos como Jacarepaguá ajuda a distribuir melhor as operações aéreas na cidade, contribuindo para aliviar a demanda do Aeroporto Santos Dumont e ampliar a eficiência da rede aeroportuária”, completou.
Entre as obras realizadas estão a restauração da pista de pouso e decolagem, a recuperação do pavimento do pátio de aeronaves, a modernização dos sistemas de iluminação e da sinalização vertical, além da implantação de áreas de segurança de fim de pista (RESA) e a substituição dos sistemas PAPI.
Também foram executadas melhorias na área operacional e na infraestrutura de apoio do terminal de passageiros, com nova fachada, reforma de áreas internas e criação de um boulevard, além da modernização de equipamentos e estruturas de apoio.
“Com a entrega das obras, podemos dizer que o Aeroporto de Jacarepaguá está pronto para iniciar um novo capítulo de sua história. A modernização da infraestrutura preparou o Aeroporto de Jacarepaguá para a chegada do IFR, ou seja, a navegação por instrumentos, que vai tornar as operações mais seguras e previsíveis”, diz Rogério Prado, CEO da PAX Aeroportos.
O secretário executivo do MPor, Tomé França, afirmou ser motivo de orgulho ver um projeto nascer e ser concluído. “A obra foi entregue três meses antes do prazo, antecipando investimentos e melhorando a qualidade dos serviços para passageiros e trabalhadores. A infraestrutura aeroportuária impulsiona o desenvolvimento, atrai novos empreendimentos e gera mais oportunidades para a região.”
Já o sócio-diretor da XP Inc., Rafael Furlanetti, destacou que o empreendimento atende a dois objetivos estratégicos: o do brasileiro investidor e o do brasileiro usuário do aeroporto. Segundo ele, o Aeroporto de Jacarepaguá é relevante não apenas para as operações offshore, mas também para a mobilidade de negócios na região. “Um aeroporto eficiente impulsiona uma série de novos empreendimentos, amplia a oferta de serviços e gera mais oportunidades para a economia”, declarou.
Polo da aviação
Localizado na zona oeste da capital fluminense, o Aeroporto de Jacarepaguá é um dos principais polos da aviação geral no estado do Rio de Janeiro. O terminal atende principalmente operações de aviação executiva, táxi aéreo e voos de apoio a atividades econômicas e turísticas da região, incluindo voos panorâmicos, e off-shore (em alto-mar).
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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