Paraná
Com investimento de R$ 144 milhões, Rodovia da Maçã e Estrada do Lara serão pavimentadas na Lapa
O vice-governador Darci Piana assinou, nesta quarta-feira (25), a ordem de serviço para o início da pavimentação da PR-510 e da PR-512 (Rodovia da Maçã), entre Balsa Nova e o distrito Mariental, na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A autorização aconteceu durante a inauguração da nova esmagadora de soja do Grupo Potencial, quando também foi anunciada a pavimentação da Estrada do Lara, que faz a ligação entre a fábrica e a PR-427. Juntos, os empreendimentos somam R$ 144 milhões.
“Uma infraestrutura de qualidade é essencial para atrair investimentos que geram emprego e desenvolvem nossas cidades. E o que acontece aqui na Lapa é replicado em todo o Paraná”, afirmou Piana. “Temos essa grande estrutura do Grupo Potencial, que será um dos maiores complexos de energia do mundo, e que precisa de uma estrada boa para facilitar toda a logística necessária para sua operação. Da mesma forma, a pavimentação da Rodovia da Maçã vai beneficiar os pequenos produtores que têm na fruticultura seu ganha pão”.
Importante corredor de escoamento da produção frutífera da região, a obra na Rodovia da Maçã vai receber R$ 98 milhões em investimentos do Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil).
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou que as duas obras melhoram o escoamento e dão mais segurança no tráfego, especialmente de veículos pesados. “São obras que melhoram o acesso, facilitam a logística e dão mais segurança aos motoristas e trabalhadores”, disse. “A pavimentação da Rodovia da Maçã é um sonho da população e um compromisso que cumprimos com a cidade, para facilitar o acesso na Região Metropolitana”, disse.
“O distrito de Mariental, que já está sendo contemplado com recursos do programa Asfalto Novo, Vida Nova para pavimentação, vai ganhar melhorias em mais este acesso. Somadas outras obras em diversas áreas, a Lapa recebe o maior investimento de sua história do Governo do Estado”, afirmou o prefeito Diego Ribas.
A obra contempla, ao todo, 18,09 quilômetros de nova pavimentação asfáltica, sendo 4,14 quilômetros da PR-510 e 13,95 quilômetros da PR-512. O trecho começa após a ponte sobre o Rio Iguaçu e segue até o entroncamento com a BR-476 (Rodovia do Xisto).
As pistas terão duas faixas de rolamento, com 3,5 metros de largura e acostamentos de 2,5 m em cada lado, exceto nos perímetros urbanos, onde os acostamentos serão substituídos por faixas de segurança, calçada e ciclovia compartilhada.
No entroncamento da PR-510 com a PR-512 será implantada uma interseção em nível do tipo espera central, com faixas adicionais em ambos sentidos de tráfego, antes e depois do acesso para Contenda. E no entroncamento com a BR-476, a interseção também será em nível, com divisão por canteiros e dois retornos, já levando em consideração que o trecho será duplicado pela concessionária responsável pelo trecho.
A obra prevê ainda ampliação e melhoria do sistema de drenagem de águas, nova sinalização horizontal e vertical, dispositivos de segurança viária, barreiras de concreto New Jersey nas laterais da pista em segmentos de aterro alto, plantio de grama e a iluminação rodoviária nas interseções e segmentos urbanos.
O edital utiliza o regime de Contratação Integrada, prevendo seis meses para elaboração de projeto básico e projeto executivo de engenharia, seguidos por 18 meses para execução da obra.
ESTRADA DO LARA – A pavimentação da Estrada do Lara é fruto de um Termo de Cooperação entre o Governo do Estado e o Grupo Potencial, que vai destinar R$ 46,3 milhões em créditos de ICMS para execução da obra. O grupo está investindo R$ 6 bilhões na ampliação de seu complexo industrial na Lapa, e a obra vai melhorar o acesso de caminhões na fábrica. O investimento também prevê a implantação de intersecções e possíveis retornos entre a Estrada do Lara e a PR-427.
Além da nova esmagadora de soja e da segunda maior indústria de glicerina refinado do mundo, o complexo do Grupo Potencial também contempla a produção de biodiesel, etanol de milho, óleo degomado, DDGS e biogás. Com a ampliação da capacidade fabril da empresa, o tráfego de caminhões que acessam ao local aumentará de forma considerável, o que demanda uma infraestrutura adequada.
“A primeira parte da pavimentação foi concluída em 2016 e já foi feita por meio de uma parceria com o governo. É gerado um crédito de ICMS para a empresa e nós fazemos todo o investimento, executamos o projeto e, ao longo da operação da indústria, recebemos esse crédito através do planejamento tributário”, explicou o vice-presidente do Grupo Potencial, Eduardo Hammerschmidt.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente do Grupo Potencial, Arnoldo Hammerschmidt; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara; os diretores-presidentes da Invest Paraná, Eduardo Bekin; e do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; os deputados federais Pedro Lupion, Toninho Wandscheer; Sérgio Souza e Alceu Moreira (RS); o presidente da Compagas, Eudis Furtado; os deputados estaduais Hussein Bakri, líder do governo na Assembleia; Maria Victoria e Paulo Gomes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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