Paraná
Com as obras de infraestrutura, Paraná responde por 6,4% do valor da construção no Brasil
A indústria da construção no Paraná gerou R$ 29,9 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços em 2024, o equivalente a 6,4% do total nacional. O Estado tem o quarto melhor resultado do setor no País, atrás apenas de São Paulo (27%), Minas Gerais (12,6%) e Rio de Janeiro (7,6%). Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O segmento de Obras de Infraestrutura foi o mais relevante em termos de valor gerado, respondendo por R$ 12,1 bilhões, ou 40,2% do total estadual. Em seguida vieram Construção de Edifícios, com participação de 37,1%, e Serviços Especializados para Construção, responsáveis por 22,8%.
Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o grande volume de obras executadas pelo Governo do Estado em todo o Paraná ajudam a movimentar a economia e o setor da construção. “Batemos recordes de investimentos em infraestrutura no nosso Estado, para melhorar a logística, diminuir os custos de produção, atrair novas empresas aos municípios e também para dar mais segurança aos paranaenses, principalmente nas estradas”, salientou.
“Mas essas obras, a maioria delas no Interior, também movimentam a economia e o mercado de trabalho, gerando mais de 52 mil empregos no nosso Estado”, disse. “Com muito planejamento, estamos conseguindo tirar do papel obras que eram aguardadas há décadas pela população, como a Ponte de Guaratuba, além de estarmos executando quase mil quilômetros de rodovias de concreto, algo inédito no País”.
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EMPREGOS – Segundo a PAIC, o Paraná contava com 6.270 empresas de construção ativas em 2024, que empregavam 136.818 pessoas ao final daquele ano e pagaram R$ 5,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Em média, cada empresa possuía 21,8 pessoas ocupadas, enquanto a remuneração média mensal dos trabalhadores correspondia a 2,2 salários-mínimos (R$ 3.106,40, considerando o salário da época). A pesquisa engloba apenas as empresas do setor com cinco ou mais pessoas ocupadas.
O segmento de Construção de Edifícios concentrava o maior número de trabalhadores, respondendo por 37,9% das ocupações da atividade no Estado. Já os Serviços Especializados para Construção englobam 33,1% das vagas do setor e as Obras de Infraestrutura 29%.
No Brasil, o número de empresas de construção chegou 191 mil em 2024. Elas empregavam 2,5 milhões de pessoas e pagaram R$ 95,6 bilhões em salários e outras remunerações. O valor gerado em incorporações, obras e serviços da construção pelo setor chegou a R$ 522,5 bilhões no País em termos nominais.
MUDANÇA NA METODOLOGIA – Realizada anualmente pelo IBGE desde 1990, a PAIC investiga as empresas cuja atividade principal está inserida na seção Construção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0). O setor é dividido em três segmentos: Construção de Edifícios, Obras de Infraestrutura e Serviços Especializados para Construção.
Fonte: Governo PR
Paraná
Segurança alimentar e renda: IDR-Paraná implanta hortas domésticas em Campo Largo
Treze mulheres agricultoras de Campo Largo foram beneficiadas com a implantação de hortas domésticas, por meio do projeto Nossa Gente Paraná Renda Agricultor. A iniciativa da Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) tem como objetivo fortalecer a segurança alimentar, incentivar a geração de renda, promover a saúde mental e a autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Por meio do projeto, cada família receberá um total de R$ 6 mil, divididos em duas parcelas. Na primeira etapa, foram repassados R$ 4 mil para a aquisição de materiais, ferramentas e insumos necessários à implantação da horta. Além do apoio financeiro, os participantes receberam orientação técnica para a implantação e condução de uma área produtiva de aproximadamente 100 metros quadrados.
Na segunda etapa, serão repassados mais R$ 2 mil para a compra de mudas de hortaliças (olerícolas) e frutíferas, ampliando a diversidade da produção e fortalecendo a segurança alimentar das famílias beneficiadas.
A produção será destinada principalmente ao consumo próprio, garantindo às famílias o acesso a alimentos frescos, saudáveis e de qualidade. O excedente poderá ser comercializado na vizinhança e em mercados locais, contribuindo para a geração de renda e fortalecendo a autonomia econômica dos participantes.
Além da produção de alimentos, o projeto destaca o papel das hortas como instrumento de transformação social. O cultivo da terra proporciona benefícios que vão além do aspecto econômico, funcionando como uma importante ferramenta de terapia ocupacional e de fortalecimento comunitário.
O PROJETO – Antes mesmo do início das atividades práticas, o projeto priorizou o fortalecimento dos vínculos entre as participantes. Foram promovidas rodas de conversa e momentos de escuta ativa, criando um espaço de acolhimento, troca de experiências e valorização pessoal. A proposta busca fortalecer a autoestima das mulheres envolvidas, incentivando a construção de redes de apoio e a participação ativa na comunidade.
De acordo com o extensionista do IDR-Paraná de Campo Largo, Vanderlei Perez, os benefícios do projeto vão além da produção de alimentos. “O contato direto com a terra e o acompanhamento do desenvolvimento das plantas contribuem para a redução do estresse, da ansiedade e de sintomas depressivos, condições frequentemente associadas a contextos de vulnerabilidade social”, destaca.
Segundo Perez, o cultivo das hortas proporciona bem-estar, fortalece a autoestima das participantes e cria oportunidades de convivência e aprendizado, favorecendo a saúde mental e a qualidade de vida das famílias atendidas.
CAPACITAÇÃO E SUSTENTABILIDADE – Na etapa de capacitação, as participantes receberam orientações práticas sobre conceitos básicos de agroecologia, técnicas de plantio, produção de mudas e adubação orgânica. As oficinas permitiram que as famílias adquirissem conhecimentos para manter e ampliar a produção ao longo do tempo.
O modelo adotado prioriza as hortas domiciliares, uma alternativa adequada para famílias que possuem pequenas propriedades e desejam produzir alimentos de maneira sustentável, aproveitando melhor os espaços disponíveis em seus terrenos.
O Projeto Nossa Gente Paraná Renda Agricultor conta com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária de Campo.
Com a iniciativa, o IDR-Paraná de Campo Largo reforça seu compromisso com a inclusão social, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável, promovendo mais qualidade de vida, autonomia e oportunidades de geração de renda para as famílias beneficiadas. A ação demonstra como a assistência técnica e a extensão rural podem contribuir para a transformação social, fortalecendo comunidades e ampliando as perspectivas de desenvolvimento das famílias em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Governo PR
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