Paraná
Com apoio do Estado, empresa aplica tecnologia que garante origem de tecidos
O problema da pirataria de roupas, um tipo de crime bastante combatido mas ainda crescente no mundo, pode estar com os dias contados. A empresa R-Inove Soluções Têxteis, com sede em Maringá, no Noroeste, criou o primeiro equipamento que imprime um código binário no fio têxtil, antes de se tornar malha ou tecido, visível apenas com luz ultravioleta. Através da leitura do código sobre o artigo é possível acessar toda a história do produto desde a origem da matéria-prima como também de cada etapa produtiva.
“Apesar de ser um grande gerador de emprego e renda, o setor têxtil tem grandes desafios como a pirataria. Dificuldade de separar o verdadeiro do falso, o excesso de poluição ambiental com as sobras têxteis jogadas em aterros sanitários, a mão de obra injusta que é aquela semi-escrava ou infantil. Quem está lá na loja comprando não sabe a origem do produto e por quais mãos passou”, explica a engenheira têxtil da R-Inove Micheline Maia Teixeira.
A leitura do código inserido no artigo têxtil é feita através de QR Code (peças novas), aplicativo móvel (peças novas, usadas, lavadas, etc) ou leitor de inteligência artificial. É uma ferramenta capaz de comprovação da originalidade do produto. A tecnologia informa a rastreabilidade completa das operações têxteis, inclusive a geolocalização de produção com objetivo de mitigar a utilização de mão de obra análoga a escrava, por exemplo. Os testes até então evidenciam a permanência do código sobre o artigo têxtil.
A tecnologia já começou a ser usada em produtos. Há 17 anos no mercado, a empresa Brand Têxtil, de São Paulo, é a primeira indústria têxtil a ter um tecido em viscose rastreável em todas as etapas produtivas. “Essa inovação só foi possível, por conta da nossa parceria com a R-Inove. Não existe nada semelhante com essa tecnologia no mercado o que nos deixou bem empolgados, agregando valor ao nosso produto e demonstrando, mais uma vez, a transparência em nossos processos”, ressaltou Bruna Vianna, responsável pela área de sustentabilidade e exportação da Brand.
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Governo oferta vagas para servidores em especialização na área de inovação
A tecnologia foi uma das propostas aprovadas na segunda edição do Programa de Subvenção Econômica de Apoio à Inovação e ao Desenvolvimento Tecnológico em Empresas – Tecnova Paraná. Resultado de uma parceria do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária, com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, foram investidos R$ 9,5 milhões no programa para 25 projetos de inovação tecnológica.
“O Tecnova faz parte do Programa Startup Life iniciado em 2019 e é mais um esforço no sentido de apoiar nossas startups no momento inicial de sua composição que costuma ser crítico. É um apoio importante do Governo pois entendemos que o sucesso de uma startup resulta em criação de riqueza e bem-estar para nossa população”, afirmou o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária Luiz Márcio Spinosa.
Para a proposta da R-Inove estão sendo repassados R$ 259 mil. “Participar do Tecnova II foi um divisor de água para nossa startup, sem os recursos do programa não teríamos conseguido chegar onde chegamos. Hoje temos um aplicativo robusto já na loja da Play Store sendo implementado na Apple Store”, comemora a engenheira da R-Inove Micheline Maia Teixeira.
SEGURANÇA DO TRABALHO – Um importante mercado conquistado pela startup é o segmento de produtos técnicos que são os tecidos destinados à fabricação de EPI (Equipamentos de Proteção Individual). O processo para que o produto esteja em conformidade para proteger o trabalhador da linha de frente, como os que trabalham em linhas energizadas ou em plataformas de petróleo por exemplo, tem alto custo sendo estes produtos também alvo de falsificação.
“Essa é uma linha de produtos em que o acabamento têxtil é muito agressivo. São quase 10 horas de tingimento, depois a mesma quantidade de horas para acabamentos específicos para que ele se torne um tecido antichamas ou anti-arco elétrico. Nós conseguimos implementar dentro do fio têxtil, desta linha de produtos, o código binário e ele conseguiu chegar ao final intacto”, explica Micheline.
“É uma ferramenta para que o trabalhador possa conferir se o produto que ele está usando pode protegê-lo e ele vai conseguir ler este código a partir do próprio celular”, observa.
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Estado investe R$ 10,5 milhões para contratar gestores de ciência para áreas estratégicas
TECNOVA – O Programa de Subvenção Econômica de Apoio à Inovação e o Desenvolvimento Tecnológico em Empresas – Tecnova Paraná tem como foco estimular e promover a inovação tecnológica em microempresas e empresas de pequeno porte no estado. Surgiu da união de esforços para promover e incentivar a inovação tecnológica em áreas estratégicas, por meio de mecanismos de cooperação entre o setor público, privado e as instituições de pesquisa e desenvolvimento. A terceira edição do Tecnova deve ser lançada pela Fundação Araucária no final de 2023.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná instala cabine de amamentação em terminal metropolitano e amplia conforto das mães
O Governo do Estado implementou, de forma pioneira no Brasil, uma cabine modular de amamentação em um terminal do transporte coletivo metropolitano. A iniciativa começa com um módulo experimental no Terminal Metropolitano Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com instalação realizada pela Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) nesta quinta-feira (7), perto do Dia das Mães. Ela já estará à disposição da população a partir desta sexta-feira (8).
O projeto-piloto recebeu investimento de R$ 53,5 mil. A Amep também será responsável pelo acompanhamento e fiscalização da estrutura durante a fase inicial. A proposta inclui fornecimento, transporte, montagem e instalação da cabine, além de garantia e suporte técnico, seguindo normas de acessibilidade, segurança e higiene.
Segundo o presidente da Amep, Gilson Santos, a iniciativa responde a uma demanda concreta das usuárias do sistema. “Hoje, quase 60% dos passageiros do transporte coletivo metropolitano são mulheres. Muitas delas se deslocam diariamente com seus filhos e precisam de um espaço apropriado para amamentação ou cuidados básicos. A cabine vem justamente para oferecer conforto, segurança e dignidade para essas usuárias”, afirmou.
A proposta surgiu a partir de uma diretriz do governador Carlos Massa Ratinho Junior, após observar modelos semelhantes em funcionamento no Exterior. “Desenvolvemos o projeto e agora iniciamos essa fase piloto, que será monitorada para avaliar o uso e eventuais ajustes antes de ampliar para outros terminais”, explicou Santos. Nos primeiros meses, a Amep fará o acompanhamento do funcionamento para avaliar a adesão das usuárias e o desempenho do equipamento.
ESTRUTURA E DEMANDA – A cabine foi projetada para oferecer um ambiente reservado, seguro e confortável para mães que utilizam o transporte coletivo e precisam de um espaço adequado para amamentação e cuidados com os filhos durante o deslocamento. O uso será gratuito e aberto ao público, sem necessidade de cadastro.
A estrutura foi planejada para operação contínua em ambientes de grande circulação, com ventilação adequada, superfícies de fácil higienização e mobiliário de apoio. A cabine contará com monitoramento externo e sinalização dentro do terminal, facilitando a identificação pelas passageiras.
A medida atende a uma demanda recorrente no sistema metropolitano, especialmente entre mulheres que conciliam trabalho e cuidados com os filhos. Muitas passageiras utilizam os terminais como pontos de conexão e, nesse intervalo, precisam realizar tarefas como amamentação ou troca de crianças sem dispor de um espaço apropriado.
Além do impacto na mobilidade, a iniciativa dialoga com recomendações de saúde pública. O aleitamento materno deve ser incentivado de forma exclusiva até os seis meses de idade e continuado até pelo menos os dois anos, pelos benefícios à criança e à mãe.
A expectativa é que, após o período de testes de aproximadamente 60 dias, o modelo possa ser replicado em outros terminais metropolitanos do Paraná, como Colombo e Fazenda Rio Grande, ampliando a rede de acolhimento às mães que utilizam o transporte público.
“É um projeto inovador, uma experiência nova no Brasil. A ideia é começar, avaliar e, a partir disso, expandir essa estrutura para outros equipamentos do sistema metropolitano”, concluiu o presidente da Amep.
REDE DE APOIO – O projeto da Amep se insere em uma política mais ampla do Governo do Estado voltada à primeira infância e à valorização das mulheres.
Em 2023, foi inaugurada a primeira sala de apoio à servidoras lactantes no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Paralelamente, o Paraná também conta atualmente com 29 salas de apoio à amamentação certificadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). As estruturadas, instaladas em empresas privadas, precisam seguir critérios que garantem condições adequadas para o atendimento das mulheres e o armazenamento seguro do leite materno.
Fonte: Governo PR
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