Paraná
Com apoio do Estado, Colombo implanta sua primeira incubadora de negócios
Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, inaugurou sua primeira incubadora de negócios. Lançado oficialmente nesta segunda-feira (5), o espaço está localizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná e representa um passo para o avanço da implantação do Centro de Inovação da região. O Governo do Estado, através da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), é parceiro da iniciativa.
A incubadora é um espaço específico para criação e desenvolvimento de trabalhos, visando potencializar as indústrias locais, além de constituir um ambiente propício para que alunos desenvolvam ideias e as transformem em oportunidades de negócios.
Vinculado diretamente à Secretaria municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho de Colombo, a incubadora tem como parceiros, além da SEI, o Sebrae, o Instituto Federal do Paraná e a Associação Comercial e Industrial de Colombo.
“Temos quatro pilares para o avanço da modernização no Estado. O primeiro deles envolve as prefeituras, seguido da iniciativa privada, desburocratização do serviço público e as universidades. Por isso, estamos buscando os municípios para implementar Agências de Inovação, centros tecnológicos e incentivos aos projetos. Queremos abrir esses espaços para o cidadão que quer inovar, independente da área de atuação”, explicou o secretário da Inovação, Marcelo Rangel.
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PRIMEIRO ESPAÇO – No mês de maio, a SEI recebeu representantes da prefeitura de Colombo para discutir a implantação do Centro de Inovação na região através de um convênio. O projeto contempla sete espaços, sendo o lançamento da incubadora o primeiro deles.
O diretor de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho de Colombo, Zeca Binotto, acredita que o investimento em tecnologia é fundamental para o desenvolvimento da região. “Hoje temos vagas no município, mas falta qualificação. Colombo tem a 8ª maior população do Paraná e identificamos que temos potencial para geração de emprego. A prefeitura possui uma área de 55 mil metros quadrados, que foi nos doada, com sete casas que estavam sem uso. Como nós temos espaço e parceiros para desenvolver um projeto de inovação, enxergamos essa oportunidade”, afirmou.
A iniciativa visa, também, melhorar a competitividade econômica da cidade, aproveitando sua vocação para o setor agro e indústria de alimentos. No entanto, a incubadora está aberta para receber e atender negócios de todos os perfis, impulsionando o desenvolvimento econômico local.
Giles Balbinotti, responsável pelas políticas estaduais da SEI, destaca a importância do passo dado por Colombo. “Por meio dessa iniciativa, busca-se fomentar o surgimento de ideias criativas, o desenvolvimento de startups e a transformação de conhecimento em negócios de sucesso. A colaboração entre instituições, empresas e o governo tem se mostrado essencial para impulsionar o ecossistema de inovação no Paraná, fortalecendo a economia e abrindo portas para um futuro cada vez mais promissor”, explicou.
GRAPE TECH – O Grape Tech (nome inspirado na cultura da uva) é o ecossistema de inovação que Colombo está desenvolvendo. A incubadora de negócios foi o primeiro passo do projeto. Os objetivos centrais são promover o desenvolvimento econômico e a integração de instituições de ensino e pesquisa, poder público e empresas da região a partir da inovação.
AGÊNCIAS DE INOVAÇÃO – A SEI está lançando parcerias, através de convênios com os municípios, para abrir Agências de Inovação em todo Paraná. Entre elas, a mais avançada está em Carambeí, que vai receber equipamentos de informática e infraestrutura necessária para a oferta de cursos de robótica, programação e qualificação profissional, além da renovação do acervo da biblioteca local.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado
Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.
A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.
Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.
Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.
Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.
Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.
Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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