Paraná
Com apoio do BRDE, jovens em vulnerabilidade social têm acesso a aulas de música
A maestrina e educadora musical Rose Andréia Castanho, ao querer fazer a diferença na vida dos moradores de comunidades em vulnerabilidade sociocultural da cidade de Londrina, decidiu criar a Associação de Arte e Cultura de Londrina – Projeto Corre, em 2018. Desde então, Rose vem ensinando música para crianças e jovens, a fim de inibir a ociosidade, criminalidade e o uso de drogas deste grupo. Nesse ano, dentro do Corre, foi implantado o Projeto ‘Música Para Todos’, apoiado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio dos incentivos fiscais.
A associação oferece várias oficinas para crianças, adolescentes e até mesmo adultos das periferias londrinenses, como musicalização infantil, aulas de rap, coro, violão, violino, teclado e de flauta doce. Uma maneira de democratizar o acesso à cultura, que muitas vezes é vista como uma realidade distante para muitos.
“Este ano, iniciamos o projeto Música Para Todos, no distrito de Paiquerê, em Londrina. Graças ao BRDE e à Lei de Incentivo à Cultura, estamos atendendo 100 crianças da comunidade com as oficinas que temos no Corre. Somos muito gratos ao apoio do banco”, afirma Rose.
Com a vontade de crescer e acolher mais jovens, a associação seguiu expandindo os seus trabalhos. No início do projeto, a expectativa era de trabalhar com 85 crianças, mas logo a fila de espera chegava a aproximadamente 100 alunos. Com o passar dos anos, o número de jovens aumentou cada vez mais, chegando a 430 educandos, em 2022.
“Esse também é o propósito do BRDE, promover o desenvolvimento social através da Lei de Inventivos Fiscais, melhorar a vida das comunidades e retornar à sociedade, por meio de políticas públicas responsáveis e comprometidas com valores humanos”, afirmou o diretor financeiro do BRDE, Wilson Bley Lipski.
AMPLIAÇÃO – Atualmente, o Projeto Corre pretende ampliar suas atividades e sua capacidade, e assim chegar aos 1.300 alunos, além de incluir crianças e adolescentes dentro do Transtorno do Espectro Autista, com Síndrome de Down e pessoas com deficiência de mobilidade.
De acordo com a maestrina, o projeto consegue ir além das aulas de música. Ele melhora a qualidade de vida dos pequenos, como destaca a coordenadora. “Estas oficinas têm gerado muitos frutos. Vários professores nos relatam melhoras no rendimento dos alunos nas escolas, no comportamento deles e inclusive na autoestima das crianças”.
CRONOGRAMA DOS INCENTIVOS – Com o encerramento da fase de inscrições no dia 31 de agosto, o processo dos incentivos fiscais do BRDE agora se encontra no período de análises, até 13 de novembro. Nele, serão analisados os projetos e recebidos os documentos comprobatórios adicionais, se necessário.
Após isso, os projetos passarão pela deliberação da diretoria, onde serão definidos os projetos e os valores repassados. A divulgação final da lista ocorre no dia 15 de janeiro de 2024.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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