Paraná
Com agentes regionais, Estado auxilia municípios e amplia alcance das políticas culturais
A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) iniciou em 2022 o Programa de Implementação do Sistema Estadual de Cultura, por meio de parceria técnica com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Com o convênio, foram contratados Agentes Regionais de Cultura, conhecidos como ARCs, que, por meio de assessoramento técnico aos gestores culturais das cidades, tiveram como missão a implantação dos Sistemas Municipais de Cultura nos 399 municípios do Estado.
A chegada dos ARCs representou uma pequena revolução na estrutura de atendimento ao setor cultural nos municípios. De junho de 2022 a abril deste ano, a adesão dos municípios ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) cresceu 71,1%, saltando de 166 a 284 municípios credenciados no SNC.
O incremento pode ser sentido também nas leis municipais que regulam as competências para as políticas culturais. Antes, apenas 29 municípios tinham a Lei do Órgão Gestor da Cultura informada no Portal SNC, agora são 101 – aumento de 248,3%. Houve crescimento nas leis que instituem o Conselho Municipal de Cultura (71,4%), o Fundo Municipal de Cultura (275,0%), o Plano Municipal de Cultura (66,7%) e o Sistema Municipal de Cultura (168,3%).
Para dar continuidade a esse programa, a SEEC incluiu os Agentes Regionais da Cultura em sua estrutura administrativa para o atendimento aos municípios. Eles foram divididos em sete Núcleos Regionais de Cultura, de acordo com as macrorregiões histórico-culturais do Estado. “Os agentes têm como missão continuar o assessoramento dos municípios no desenvolvimento das políticas públicas e na divulgação dos programas desenvolvidos pelo Estado via SEEC”, afirma Inês Koguissi, coordenadora do Sistema Estadual de Cultura e Apoio aos Municípios.
Os ARCs passaram por treinamento e imersão para conhecerem a estrutura organizacional da Cultura estadual e agora estão dão início a uma nova fase de contato, sensibilização e apoio técnico aos gestores municipais de cultura. “Esse assessoramento é importantíssimo para o fortalecimento da cultura paranaense e para a descentralização dos recursos. Entendendo o Sistema Estadual de Cultura e implementando os próprios sistemas municipais de Cultura, os municípios estarão aptos a trabalhar com o orçamento e com os recursos das leis de incentivo federais, estaduais e municipais”, diz a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.
Do ano passado até agora, já houve um grande avanço no sentido do fortalecimento dos sistemas municipais. O Estado do Paraná puxou a média nacional de adesão ao SNC para cima, sendo responsável por 44,4% do total das 243 adesões ao Sistema nos últimos 8 meses.
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OS ARCS – Para a agente regional de Cultura Ana Paula Mariano, é um grande desafio ajudar a construir políticas públicas efetivas para o setor da cultura. “Atuar como ARC nos permitirá não só levar informações para os 399 municípios do Estado, mas também aprender e conhecer a realidade de cada um, podendo atender suas reais necessidades. É uma honra poder fazer parte desse momento histórico para o Estado do Paraná. Para esse trabalho, tenho as melhores expectativas possíveis, sabendo é claro que não será um trabalho fácil”, frisa.
Para o ARC Cezar Felipe Cardozo Farias, trata-se de uma iniciativa de conexão entre o local e o regional nas formas de fazer e conceber a cultura. “Queremos mostrar que o interior do nosso Estado é rico nas suas mais diversas formas de manifestações culturais, e que somos um polo multiplicador da cultura brasileira”, afirma.
Para mais informações sobre a atuação dos ARCs, os gestores ou representantes municipais da Cultura podem entrar em contato com a Unidade de Apoio aos Municípios da SEEC por meio do telefone e WhatsApp (41) 3321-4713 ou e-mail [email protected].
Fonte: Governo PR
Paraná
Clubes de protagonismo incentivam autonomia e criatividade de alunos na rede estadual
Estudantes mais responsáveis, criativos e comunicativos. Esse é o resultado observado por diretores, professores e pais de alunos que participam de clubes de protagonismo, iniciativa presente nas escolas do Programa Paraná Integral, da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).
Os clubes de protagonismo são espaços de aprendizagem e socialização propostos e coordenados pelos próprios estudantes, que se reúnem em momentos de lazer, integração e compartilhamento de interesses. Esportes, leitura, culinária, música, artesanato, jogos matemáticos, unhas e penteados, miçangas e dobraduras são só alguns exemplos de temáticas de clubinhos encontrados em diferentes regiões do Estado, nas escolas estaduais que ofertam a Educação em Tempo Integral.
Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos objetivos do clube é permitir que o estudante esteja no centro da própria aprendizagem. “O clube de protagonismo é um espaço onde o estudante pode desenvolver a própria autonomia e compartilhar interesses que possui em comum com os colegas fora de sala de aula, fazendo com que todos os momentos dentro da escola tenham caráter pedagógico. A ideia é que o aluno se torne protagonista do próprio desenvolvimento, e, de fato, temos visto jovens criarem mais liderança, responsabilidade e criatividade por meio dos clubes”, afirma.
Organizados pelos próprios alunos, com apoio das equipes pedagógicas, os clubes de protagonismo se reúnem em espaços específicos das escolas, como quadras esportivas e laboratórios de informática. As reuniões ocorrem após o horário de almoço dos estudantes, que permanecem na escola durante o turno Integral.
AUTONOMIA E PERTENCIMENTO – O incentivo à autonomia e ao protagonismo juvenil é um dos diferenciais do Programa Paraná Integral. Em componentes curriculares como Projeto de Vida, por exemplo, os estudantes são incentivados a estabelecer metas e definir sonhos pessoais e profissionais.
A partir desse levantamento, professores e gestão escolar identificam áreas de interesse comum ou individual dos estudantes, o que pode dar origem a clubes de protagonismo. Na maior parte dos casos, a ideia parte dos próprios alunos, que podem sugerir a criação de novos clubes a qualquer momento. Os proponentes devem elaborar um plano de ação que, após aprovação da respectiva equipe pedagógica responsável, norteará as atividades do clube.
“Os clubes de protagonismo têm o objetivo de valorizar as habilidades que os estudantes possuem, e que, ao mesmo tempo, desejam compartilhar com os demais colegas, para que também desenvolvam essas habilidades. Por isso, o clube de protagonismo deve partir, sempre, do interesse do estudante, tendo o acompanhamento da equipe pedagógica como apoio”, explica a coordenadora do Programa Paraná Integral, Marytta Rennó.
NA PRÁTICA – Na Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos, em Santa Amélia, no Norte Pioneiro, estudantes organizaram um clube de Jogos Matemáticos, com o objetivo de ajudar colegas que apresentavam dificuldade no componente.
Hoje, a iniciativa conta com dez alunos de diferentes séries, que se reúnem duas vezes por semana para resolver problemas e disputar jogos de mesa, com foco no desenvolvimento de habilidades de concentração e raciocínio lógico.
“O clube funciona no intuito de auxiliar e realçar a aprendizagem que nossos professores de Matemática nos passam. Temos jogos de tabuleiro, atividades práticas e listas de exercícios”, conta o estudante Lucas Emanuel Pereira de Almeida, 13 anos, aluno líder do clube. “Enquanto estudante, o clube contribuiu para o desenvolvimento do meu raciocínio lógico e da minha socialização, porque eu tinha muita vergonha de falar na frente dos colegas e explicar as matérias”, acrescenta.
Os membros do clube chegaram a fabricar os próprios jogos matemáticos de tabuleiro, e foram convidados a apresentar os resultados do trabalho na Feira de Inovação e Protagonismo Estudantil (Fipe), evento sediado em Foz do Iguaçu, no Oeste, em setembro do ano passado.
Além do clube de Jogos Matemáticos, estudantes da Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos mantêm clubinhos de Leitura, Beleza, Cinema e Futsal, que, se somados, mobilizam cerca de 80 estudantes.
A diretora da escola, Paula Pagliaci, aponta que a presença dos clubes de protagonismo traz benefícios para toda a comunidade escolar. “Os clubes de protagonismos contribuem para a melhoria do clima escolar, da convivência e das relações interpessoais. As atividades promovem integração entre os alunos, incentivam a participação ativa, o respeito, a cooperação e o senso de pertencimento. Além disso, proporcionam um ambiente acolhedor e organizado no período do almoço, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes”, relatou.
O mesmo ocorre no Colégio Estadual Nossa Senhora da Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Estudantes do Ensino Fundamental mantêm os clubes Miçangas e Dobraduras, Pé de Vento – focado na prática do futsal – e Shadowcraft, no qual os alunos praticam o jogo eletrônico Minecraft.
“A participação no clube de protagonismo torna os estudantes mais proativos, independentes e autônomos. Ao participarem das atividades, eles passam a compreender melhor suas responsabilidades e seu papel dentro do ambiente escolar”, disse a diretora da escola, Lozangela Calado.
Segundo ela, com o sucesso dos clubes de protagonismo, outros grupos de alunos estão se mobilizando para a criação de novos clubinhos na escola, já a partir das próximas semanas.
“Quando os demais alunos observam o envolvimento e a participação ativa dos estudantes protagonistas, desperta-se um sentimento de pertencimento e motivação para também participarem mais da rotina escolar. Quanto maior o engajamento dos protagonistas, maior tende a ser o envolvimento dos demais colegas”, finalizou.
PROGRAMA PARANÁ INTEGRAL – O Programa Paraná Integral (PPI) é uma iniciativa da Seed-PR que visa ampliar a jornada escolar, proporcionando aos alunos maior aprendizado e desenvolvimento. Ao todo, 485 escolas estaduais integram o PPI atendendo mais de 99 mil estudantes paranaenses com a Educação em Tempo Integral, modelo que cresceu 500% em seis anos – em 2020, eram apenas 82 escolas e cerca de 15 mil alunos matriculados.
A Educação em Tempo Integral se diferencia pela ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola, com jornadas que variam entre 35 e 45 horas semanais. O modelo permite o desenvolvimento de atividades complementares acadêmicas, culturais, esportivas e socioemocionais. Além disso, as escolas do PPI aliam os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a unidades curriculares diversificadas, que podem ser ofertadas de forma obrigatória ou eletiva (opcional).
A ampliação da jornada também impacta a rotina de alimentação escolar. Por permanecerem mais tempo na escola, os estudantes da Educação em Tempo Integral recebem cinco refeições gratuitas ao longo do dia, incluindo café da manhã, almoço e lanches nos intervalos.
Fonte: Governo PR
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