Agro
Colheita de soja avança em Mafra (SC) com produtividade elevada e boas perspectivas para a safra
Colheita de soja atinge 20% da área em Mafra com bom desempenho
A colheita da soja avança no município de Mafra, no Planalto Norte catarinense, alcançando 20% da área plantada até o momento. A região conta com cerca de 35 mil hectares cultivados, com destaque para o bom rendimento das lavouras.
De acordo com a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia, a produtividade média tem variado entre 4.080 e 4.200 quilos por hectare, considerada positiva para o atual ciclo. Entre os cooperados, a área cultivada soma aproximadamente 10 mil hectares.
Chuvas previstas não devem comprometer o andamento da colheita
Segundo o departamento técnico da cooperativa, há previsão de retorno das chuvas na região, com volumes estimados em cerca de 20 milímetros.
Apesar disso, a expectativa é de que as precipitações não atrapalhem de forma significativa o ritmo da colheita, permitindo a continuidade dos trabalhos no campo.
Área plantada de soja em SC deve crescer na safra 2025/26
Levantamento da Safras & Mercado aponta que a área destinada ao cultivo de soja em Santa Catarina deve alcançar 842 mil hectares na safra 2025/26.
O número representa crescimento de 1,5% em relação à temporada anterior, quando foram cultivados 830 mil hectares no estado.
Produção de soja deve ter leve alta, mesmo com recuo na produtividade média
A produção estadual de soja está estimada em 3,185 milhões de toneladas para a safra 2025/26, um avanço de 0,4% frente às 3,171 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.
Por outro lado, a produtividade média deve apresentar leve queda, passando de 3.840 quilos por hectare na safra passada para 3.800 quilos por hectare na atual temporada.
Cenário combina bons rendimentos locais e expansão moderada no estado
O desempenho positivo em regiões como Mafra reforça o cenário de estabilidade para a soja em Santa Catarina, mesmo diante de pequenas variações na produtividade média estadual.
Com avanço da colheita e expectativa de crescimento na área plantada, o estado segue consolidando sua relevância na produção nacional de soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Biometano impulsiona nova fonte de receita no agronegócio e acelera expansão de usinas no Brasil
O aproveitamento de resíduos do agronegócio como fonte de energia renovável está ganhando escala no Brasil e abrindo uma nova frente de monetização para o campo. O biometano produzido a partir de dejetos da suinocultura passa a ser tratado como um ativo estratégico, capaz de gerar energia, fertilizantes e créditos ambientais.
Esse movimento marca o avanço da chamada “terceira safra” do agro, em que resíduos deixam de ser passivos ambientais e passam a compor novas cadeias de valor.
Primeira usina certificada marca avanço do setor na América Latina
Em Campos Novos (SC), foi inaugurada a primeira usina da América Latina dedicada à produção de biometano a partir de dejetos suínos com certificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O empreendimento recebeu investimento superior a R$ 60 milhões e é considerado um marco para o setor de bioenergia no país.
O projeto é operado pela H2A Bioenergia e representa a transição do modelo tradicional de gestão de resíduos para uma estrutura de produção energética integrada ao agronegócio.
Modelo integra produtor rural e indústria energética
A proposta da empresa se baseia em um sistema de parceria com o produtor rural. Nesse formato, o produtor fornece a matéria-prima — os dejetos da suinocultura — enquanto a companhia entra com tecnologia, engenharia e gestão operacional.
O resultado é a criação de uma nova fonte de receita no campo, com participação direta do produtor na geração de valor a partir da venda de biometano e de ativos ambientais associados, como créditos de descarbonização.
Segundo a empresa, o modelo reforça a previsibilidade de receita, já que a produção de biometano não depende de condições climáticas, ao contrário das culturas agrícolas tradicionais.
Expansão prevê R$ 2,9 bilhões em investimentos
Com a consolidação do primeiro projeto, a H2A Bioenergia projeta um plano de expansão robusto, estimado em R$ 2,9 bilhões nos próximos cinco anos. A meta é implantar 22 novas usinas no Brasil e em outros países da América Latina.
O avanço deve consolidar um novo polo da indústria energética dentro do agronegócio, ampliando a geração descentralizada de energia renovável e fortalecendo a integração entre produção animal e sustentabilidade.
Novas unidades já estão em desenvolvimento
Após a operação da planta de Campos Novos, a empresa prevê a entrada em funcionamento da unidade de Rio Verde (GO) ainda este ano. Já para 2026, está programada a operação de uma nova usina em Ponta Grossa (PR).
Em Santa Catarina, estado com forte presença da suinocultura, também avançam projetos de licenciamento em municípios estratégicos como Papanduva e Videira. A estratégia é formar polos regionais de produção de biometano a partir do agronegócio, ampliando a eficiência energética e a geração de valor no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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