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Agro

Colheita de pêssegos tardios se aproxima do fim na Serra Gaúcha

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Safra de pêssegos entra na reta final em Pinto Bandeira

A colheita das cultivares tardias de pêssego está próxima do fim nos pomares da Serra Gaúcha, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Em Pinto Bandeira, variedades como Eragil e Barbosa apresentam frutos com boa qualidade e sanidade fitossanitária, além de coloração e calibre adequados às exigências do mercado.

O preço médio dessas cultivares gira em torno de R$ 3,50 por quilo, com variações conforme o calibre. Com o encerramento da colheita das variedades precoces e a finalização das tardias, as ações fitossanitárias se tornaram mais pontuais, concentradas no monitoramento e manejo preventivo de doenças de final de ciclo.

Nos pomares onde a colheita já foi concluída, os produtores iniciaram o manejo pós-colheita, realizando podas verdes — prática essencial para restaurar o equilíbrio vegetativo e produtivo das plantas e reduzir o risco de doenças na próxima safra.

Preços do pêssego variam conforme calibre e cultivar

Na Ceasa/Serra, os preços para frutos de maior calibre seguem estáveis. As cotações registradas foram de R$ 3,70/kg para a cultivar Fascínio, R$ 4,00/kg para Eragil e R$ 4,50/kg para PS 10711.

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Já os frutos de menor calibre têm desvalorização de 30% a 50%, conforme o tamanho. Alguns produtores relatam recebimento de aproximadamente R$ 2,00/kg, quando vendidos a granel diretamente na propriedade.

O cenário reflete uma safra equilibrada em termos de qualidade e oferta, com preços compatíveis com a média dos últimos anos e demanda firme no atacado regional.

Produção de ameixas sofre com clima e enfrenta mercado mais restrito

A colheita da ameixa na região de Caxias do Sul foi afetada por condições climáticas adversas, o que provocou atrasos e aumento no número de frutos rachados devido ao excesso de chuva. Essa situação compromete o armazenamento em câmaras frias e a qualidade final do produto, segundo a Emater/RS-Ascar.

Ainda restam áreas a serem colhidas da cultivar Letícia, de ciclo mais tardio. O mercado para a fruta, no entanto, está mais restritivo que o do pêssego, com dificuldades de escoamento da produção e pressão sobre os preços.

Na Ceasa/Serra, a variedade Fortune recuou de R$ 6,50 para R$ 5,33/kg, enquanto a Letícia caiu de R$ 6,75 para R$ 5,00/kg nos frutos de maior calibre. Para os menores, os valores variam entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg, conforme a qualidade e o tamanho.

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Encerramento da safra reforça importância do manejo e da qualidade

Com o avanço da colheita e a redução do volume disponível, a atenção dos produtores se volta agora para o manejo pós-safra e planejamento da próxima temporada. As práticas adequadas de poda, nutrição e controle fitossanitário serão determinantes para manter a qualidade dos frutos e a sustentabilidade da produção em 2026.

Apesar dos desafios climáticos e das variações regionais de preço, a safra de pêssego e ameixa na Serra Gaúcha encerra com bons índices de qualidade e produtividade, consolidando a região como uma das principais áreas frutícolas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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