Agro
Colheita da aveia-branca avança no Rio Grande do Sul com boa qualidade e produtividade estável
Colheita da aveia-branca chega a 72% no Estado
A colheita da aveia-branca no Rio Grande do Sul avança de forma consistente e já atinge 72% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13).
Segundo o boletim, as lavouras ainda não colhidas estão, em sua maioria, nos estádios de maturação (23%) e enchimento de grãos (4%), restando apenas poucas áreas em fase de floração.
O levantamento indica que o ritmo da colheita é contínuo, com a Região Oeste praticamente concluindo os trabalhos. As demais regiões seguem avançando conforme as condições climáticas se mantêm favoráveis.
Qualidade dos grãos é considerada excelente
De acordo com a Emater, os grãos colhidos apresentam boa qualidade, com peso hectolitro (PH) dentro dos padrões exigidos pela indústria e baixo índice de impurezas.
O informativo destaca que não foram observados danos significativos por pragas ou doenças, embora tenham ocorrido casos pontuais de geada durante a floração em algumas localidades.
Essas condições garantem um bom rendimento industrial, consolidando a aveia-branca como uma cultura estável e de qualidade elevada na safra atual.
Produtividade média estadual supera 2,4 mil kg/ha
A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta cultivo em 393,2 mil hectares, com produtividade média de 2.445 kg por hectare.
Apesar das variações regionais, o desempenho é considerado satisfatório, mesmo diante de restrições hídricas registradas no início do ciclo em algumas áreas.
Desempenho regional varia conforme o clima
- Bagé: a colheita já atinge 86% da área, com produtividade média de 1.497 kg/ha, influenciada pela falta de chuvas no início do ciclo.
- Caxias do Sul: cerca de 43% das lavouras estão em maturação e 14% já foram colhidas, com média de 2.726 kg/ha e boas condições de colheita.
- Erechim: a colheita chega a 70%, com produtividade de 2.400 kg/ha; o restante deve ser colhido nos próximos dias, caso o tempo permaneça estável.
- Frederico Westphalen: colheita concluída, com 2.400 kg/ha de produtividade média, 12% acima da safra anterior, e qualidade classificada como excelente.
- Ijuí e região: aproximadamente 75% da área colhida; em Ibirubá, produtividades superam as expectativas iniciais, enquanto em Santo Augusto ficam em torno de 2.400 kg/ha, com PH acima de 50.
- Passo Fundo: 60% das áreas colhidas e o restante em maturação fisiológica, com produtividade de 2.400 kg/ha e boas condições de umidade.
- Soledade: 90% da colheita finalizada e 10% ainda em maturação; mesmo com chuvas que interromperam temporariamente os trabalhos, a média de 2.700 kg/ha foi mantida, com grãos de alta qualidade.
Expectativas positivas para o encerramento da safra
Com o avanço da colheita e a manutenção da qualidade dos grãos, as expectativas para o encerramento da safra de aveia-branca no Rio Grande do Sul permanecem positivas.
As condições climáticas favoráveis e o controle eficiente de pragas e doenças têm garantido produtividades estáveis e produto de alto padrão, fortalecendo o papel da cultura na diversificação de grãos de inverno do Estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno
Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.
A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.
Manejo do solo começa meses antes da colheita
Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.
Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.
Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.
A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.
Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo
O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.
Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.
“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.
Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema
Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.
As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.
Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz
O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.
Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.
Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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