Agro
ABIC destaca resultados no combate ao café fraudado e amplia parceria com órgãos de defesa do consumidor
A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) celebrou os avanços obtidos na parceria com entidades de defesa do consumidor no estado do Rio de Janeiro, com foco no combate à comercialização de café fraudado. A iniciativa reúne esforços do setor público e privado para promover maior transparência, segurança alimentar e concorrência justa no mercado.
Parceria no RJ retira 16 toneladas de café fraudado do mercado
Durante cerimônia realizada em 31 de março, na sede da ABIC, foram homenageadas instituições e lideranças que atuaram diretamente nas ações de fiscalização e combate às irregularidades. Entre os reconhecidos estão representantes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON-RJ), do Procon-RJ, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ).
Segundo o diretor-executivo da ABIC, Celírio Inácio, a atuação conjunta foi essencial para os resultados alcançados. De acordo com ele, a entidade, sozinha, não teria capacidade de retirar cerca de 16 toneladas de café fraudado do mercado em aproximadamente um ano e meio.
Cooperação fortalece fiscalização e garante segurança ao consumidor
O presidente da ABIC, Pavel Cardoso, destacou a importância estratégica da integração entre os setores público e privado. Segundo ele, a parceria tem sido fundamental para a efetiva aplicação da Portaria 570, que estabelece o padrão oficial de classificação do café torrado no Brasil.
Ainda de acordo com o dirigente, o modelo adotado no Rio de Janeiro já se consolida como referência nacional, contribuindo não apenas para coibir fraudes, mas também para educar varejistas, consumidores e indústrias sobre a importância da qualidade e da conformidade do produto.
Integração entre entidades reforça combate à concorrência desleal
O evento contou também com a presença de representantes do poder público e do setor industrial, incluindo o subsecretário de proteção aos direitos do consumidor, Claudir Rodrigues, que participou das ações de fiscalização e apreensão.
Ao receber a homenagem, o secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Gutemberg de Paula Fonseca, ressaltou que a atuação conjunta tem impacto direto na proteção da sociedade e no fortalecimento da economia. Segundo ele, o combate à fraude é essencial para evitar a concorrência desleal, que prejudica empresas sérias e compromete empregos.
Modelo do Rio de Janeiro será replicado em outros estados
Representando a Firjan, o vice-presidente Celso Mattos enfatizou a relevância da cooperação institucional para o desenvolvimento industrial e a promoção de um ambiente de negócios mais justo.
Como próximo passo, a ABIC e as entidades envolvidas reforçaram o compromisso de ampliar as ações conjuntas, intensificando a fiscalização e as iniciativas de conscientização do mercado.
A estratégia adotada no Rio de Janeiro deverá ser replicada em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, com o objetivo de assegurar que o café consumido pela população seja autêntico, seguro e dentro dos padrões de qualidade exigidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa
Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).
Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.
A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.
Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.
Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.
Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.
“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.
No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.
Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.
No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.
A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.
O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.
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