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Colégio Helena Kolody, em Cambé, promove acolhida aos estudantes na retomada das aulas

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Alunos do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé, retomam nesta segunda-feira (26) a rotina escolar. As aulas haviam sido suspensas desde a última segunda (19), quando ocorreu o ataque que resultou na morte de dois estudantes. Nesta semana, os alunos, professores e funcionários da escola poderão ser atendidos por psicólogos e assistentes sociais, que farão escuta ativa a acolhimento especializado. O conteúdo didático será retomado gradualmente, ao longo dos próximos dias.

Na última semana, professores e funcionários já puderam conversar com a equipe de psicólogos e assistentes sociais. Eles também receberam orientações do plano de ação criado pela Secretaria da Educação (Seed-PR) após diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, psicólogos da rede privada, Conselho Regional de Psicologia, Defensoria Pública e Universidade Estadual de Londrina.

Ingrid Ausec, psicóloga da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é uma das profissionais designadas para realizar os atendimentos. “Neste momento inicial, é primordial disponibilizar suporte e acolhimento à comunidade escolar, com criação de espaços de fala aos estudantes e professores”, destaca.

Segundo Ingrid, tal acompanhamento deverá seguir pelas próximas semanas. “A ideia é acompanhar, também, os trabalhos em sala, auxiliando os professores na criação de estratégias para que os alunos possam falar sobre como se sentem em relação ao ocorrido”, ressalta. 

O plano de ação inclui, ainda, um canal de comunicação entre alunos, pais, professores e equipe escolar, para que todos possam se apoiar no enfrentamento deste momento difícil, respeitando as diferentes manifestações de vivência do luto e o incentivo para que todos (estudantes e profissionais da escola) passem pelo atendimento dos psicólogos.

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O colégio ainda programará palestras aos estudantes, professores, pais e profissionais da escola, com temas voltados para o processo de luto e reorganização da rotina escolar, e incluirá nas aulas temáticas voltadas para a paz — recomendação também válida aos demais colégios da rede estadual.

PRIMEIRO DIA – Organizado pela direção da escola, um café da manhã de “boas-vindas” foi disponibilizado para os alunos neste primeiro dia de retorno às atividades. Aberto aos estudantes e professores, o café serviu como oportunidade para o restabelecimento do bom convívio na escola e também para a livre escuta, por parte dos psicólogos, com a comunidade escolar.

Segundo Paulo Dante, diretor da instituição, o momento é delicado em termos emocionais e pede porção redobrada de afeto para com a comunidade escolar. “Nós precisamos acolher esses estudantes para saber qual a situação deles em relação ao ocorrido e também para delinearmos os próximos passos a serem tomados a partir de agora. Sabemos que é um processo gradativo e vamos respeitar o cuidado que o momento demanda”, afirma.

APOIO PSICOLÓGICO – O Governo do Paraná contratará cerca de 200 psicólogos, nos próximos meses, para atuar nos 32 Núcleos Regionais de Educação. Esses profissionais darão apoio aos diretores, professores e pedagogos, para que estes possam realizar o acolhimento de estudantes, lidar com situações como bullying e identificar casos que necessitem de encaminhamento para a Rede de Proteção, por exemplo.

Além disso, já estão em andamento dois projetos da Seed-PR voltados à saúde mental: um para profissionais da educação e outro para estudantes. Para os alunos o projeto é chamado de Escola Escuta, foi implementado desde o início deste ano letivo e propõe que todos os colégios da rede estadual tenham uma pessoa de referência para acolher estudantes que desejem conversar sobre questões emocionais ou dificuldades que estejam enfrentando.

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As pessoas de referência (podem ser professores, pedagogos ou outros profissionais que atuem nas escolas) de todos os 2,1 mil colégios passaram por uma capacitação ministrada por um psicólogo consultor da Seed-PR.

O outro projeto, intitulado Bem Cuidar, é um aplicativo de telessaúde lançado em junho de 2022 e direcionado aos profissionais da educação. A plataforma, que oferece atendimento psicológico online e gratuito, foi criada pela Seed-PR em parceria com a Universidade Estadual de Londrina. Treze psicólogos e três residentes psiquiatras atendem via aplicativo.

TREINAMENTO DE SEGURANÇA – Também começou na última quarta-feira (21) a segunda fase do curso de Capacitação em Segurança Escolar, oferecido aos monitores de segurança das escolas — eles podem ser professores, pedagogos ou funcionários. A orientação é ministrada pelo Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) e tem o objetivo de capacitar os profissionais em relação aos protocolos de prevenção contra casos de violência.

Os monitores assistiram a palestras e realizaram simulados de ações de segurança em treinamentos contra ataques a escolas. A previsão é que 14 mil funcionários participem do curso até outubro. Entre abril e maio, todos os diretores dos 2,1 mil colégios já passaram pela capacitação.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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