Agro
CNA Participa de Reunião da FPA sobre Modernização da Jornada de Trabalho
Encontro Reúne Setor Produtivo em Brasília
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última terça-feira (3), de reunião promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com a Coalizão de Frentes Produtivas, com o objetivo de debater a modernização da jornada de trabalho no país.
O encontro foi realizado em Brasília (DF) e reuniu dirigentes de confederações patronais, associações setoriais e representantes da sociedade civil, que apresentaram um manifesto conjunto assinado por 100 entidades, reforçando a posição do setor sobre o tema.
CNA Representada por Lideranças do Agro
A CNA esteve representada pelos vice-presidentes Humberto Miranda e Marcelo Bertoni, além do diretor jurídico Rudy Ferraz. Durante o debate, Humberto Miranda destacou a preocupação do setor agropecuário com possíveis alterações na jornada de trabalho, ressaltando que as mudanças podem impactar diretamente trabalhadores, empregadores e a sociedade como um todo.
“É fundamental considerar a diversidade dos setores econômicos, inclusive dentro do agro, onde cada cadeia produtiva possui realidades e necessidades distintas”, afirmou Miranda.
Debate Inclui Análise de Impactos Econômicos
O encontro também contou com a participação do professor José Pastore, convidado para avaliar os efeitos da modernização da jornada de trabalho em diferentes setores da economia.
O objetivo é subsidiar decisões legislativas e estratégicas, garantindo que qualquer alteração considere as especificidades das cadeias produtivas e os impactos sobre a competitividade e a geração de empregos.
Setor Agropecuário Reforça Diálogo com Legislativo
A participação da CNA no debate evidencia o compromisso do setor em manter o diálogo com o poder legislativo e contribuir para a construção de políticas trabalhistas equilibradas, que conciliem a proteção ao trabalhador e a viabilidade econômica das atividades agropecuárias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Alta do diesel pressiona custos e deve gerar impacto de R$ 612 milhões na agricultura do RS
A recente alta nos preços do diesel já começa a impactar de forma significativa o agronegócio do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), o aumento do combustível deve gerar um custo adicional direto de R$ 612,2 milhões para as principais lavouras do Estado.
O movimento ocorre em um momento estratégico, durante a colheita da safra de verão e o planejamento do plantio de inverno, ampliando a preocupação entre produtores.
Diesel sobe mais de 21% e atinge R$ 7,23 por litro
Entre o final de fevereiro e o início de abril de 2026, o preço médio do diesel S10 no Rio Grande do Sul registrou alta de 21,1%, alcançando R$ 7,23 por litro.
A elevação está diretamente ligada ao cenário internacional, especialmente à escalada dos preços do petróleo. Em menos de dois meses, o barril do tipo Brent saltou de US$ 70,99 para acima de US$ 100, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Conflitos elevam risco energético global
Segundo a Farsul, o atual cenário representa uma reprecificação estrutural do risco energético global. As tensões envolvendo o Irã e a preocupação com a segurança das rotas no Estreito de Ormuz aumentaram os prêmios de risco e os custos logísticos, consolidando um novo patamar de preços para os combustíveis.
Esse ambiente mais volátil tende a manter a pressão sobre os custos de produção no campo.
Arroz é a cultura mais impactada pelo aumento
O levantamento aponta que o impacto do diesel varia conforme a cultura, sendo o arroz a mais sensível ao aumento dos custos.
Para a cultura, o diesel mais caro representa um acréscimo de R$ 185,72 por hectare, equivalente a uma perda de 2,95 sacos por hectare. Segundo a entidade, o cenário é preocupante, já que os preços atuais do arroz ainda apresentam dificuldade para cobrir os custos operacionais.
Soja concentra maior prejuízo total no Estado
Embora o impacto por hectare seja menor na soja — estimado em R$ 48,74 ou 0,41 sacos por hectare —, a cultura responde pelo maior prejuízo agregado no Estado, devido à sua ampla área cultivada.
A estimativa é de um impacto total de R$ 331,2 milhões apenas para a soja. Em um contexto de margens apertadas e alto nível de endividamento, a perda de produtividade, ainda que pequena, pode comprometer a sustentabilidade financeira de muitos produtores.
Diferença regional amplia pressão sobre produtores
O estudo também destaca uma significativa variação nos preços do diesel dentro do próprio Estado. Em Porto Alegre, o litro é encontrado, em média, a R$ 7,05, enquanto em Bagé chega a R$ 7,95.
A diferença de R$ 0,90 por litro evidencia desigualdades regionais que impactam diretamente os custos de produção, tornando a pressão financeira ainda mais intensa dependendo da localização do produtor.
Cenário exige atenção na gestão de custos
Diante desse contexto, a alta do diesel reforça a necessidade de maior atenção à gestão de custos no campo. O aumento das despesas operacionais, somado a margens já reduzidas em algumas culturas, pode influenciar decisões de plantio e investimentos nas próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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