Curitiba
Clubes Recreativos e academias entram na Justiça para pedir reabertura em Curitiba
Obrigadas a suspender as atividades no Paraná desde o dia 19 de março, por causa da pandemia de coronavírus, as academias de ginástica, escolas de natação e clubes esportivos em geral cobram na Justiça um posicionamento do governo do estado e da prefeitura de Curitiba sobre a permissão para reinício dos trabalhos.
Mais de dois meses após a edição do decreto estadual 4.230, que determinou a suspensão, algumas atividades não essenciais, como o comércio varejista, já voltaram a funcionar na capital. Isso ocorreu após a publicação da Resolução nº 1 de 2020, da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMSC), estabelecendo os cuidados a serem tomados para que estabelecimentos funcionem em tempos de pandemia. A resolução, no entanto, manteve as academias e shoppings centers sem autorização para funcionar.
A mesma coisa ocorreu com a resolução 632, publicada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), na última terça-feira (5). O documento estabelece as regras sanitárias para funcionamento de locais de uso coletivo, mas deixa claro que as medidas não são condições para a reabertura de estabelecimentos.
A sessão paranaense da Associação dos centros de atividade física do Brasil (Acaf), questiona o posicionamento dos governos estadual e municipal em relação a outros setores e considera que está “tão ou ainda mais preparada” do que alguns negócios para retomar as atividades.
“Desde o início estamos trabalhando junto aos governos, tentando criar soluções. Fechamos as academias e mantivemos essa orientação a nossos associados, mas também já apresentamos ao governo estadual um plano detalhado com estratégias para a reabertura dos espaços esportivos, com todos os cuidados necessários para evitar a disseminação do coronavírus”, afirma Renato Ramalho, representante da Acaf.
Ramalho afirma que no dia 15 de abril, a Acaf entregou ao governo do estado um plano detalhado para a reabertura dos centros esportivos, elencando uma série de medidas de higiene e distanciamento entre os clientes. O representante afirma que, até agora, não houve resposta sobre a proposta.
Sem autorização
A entidade questiona ainda o fato de, por falta de clareza nos decretos e portarias, algumas academias estarem voltando a funcionar normalmente na capital, e não serem penalizadas. “Quem está sendo prejudicado é quem cumpre a regra”, afirma Ramalho.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Urbanismo de Curitiba, responsável pela fiscalização, afirmou por meio da assessoria de imprensa que “as academias não podem funcionar, segundo decreto estadual. Se durante a fiscalização estiverem em atividade, serão fechadas.” A secretaria informou ainda que está fazendo a fiscalização dos estabelecimentos que são denunciados pela população por meio do telefone 156. Até agora, no entanto, nenhum estabelecimento foi fechado.
Na última segunda-feira (4), a Acaf pediu ao Tribunal de Justiça do Paraná, por meio de um mandado de segurança, que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMSC) sejam provocadas a autorizar a reabertura das academias e centros esportivos, mediante o atendimento obrigatório das condições sanitárias propostas pela entidade. Os governos têm até o dia 11 para apresentarem as respostas ao processo.
“O governo do estado diz que está a cargo do município, o município deixa a cargo do estado. Por isso entramos com essa medida para obrigar que se pronunciem. Se autorizarem, estamos preparados para atender ao público com segurança. Se negarem, pelo menos teremos respaldo para reclamar uma maior fiscalização quanto a quem descumpre a regra”, afirma Ramalho.
Medidas de prevenção
Entre as medidas propostas pela Acaf para que seja permitida a reabertura está o uso de termômetros eletrônicos para medir a temperatura de todos os funcionários e clientes antes de entrarem nos estabelecimentos, bem como a utilização de tapetes esterilizadores de calçados e o controle do número de pessoas que entram.
Também está prevista a renovação do ar do ambiente sete vezes por hora, o distanciamento entre equipamentos, a entrega de kits individuais de limpeza de equipamentos, álcool gel em pontos estratégicos, além da obrigatoriedade do uso de máscara por funcionários e usuários.
Para locais com piscinas, devem ser tomadas medidas como limite de alunos por aula e proibição do compartilhamento de equipamentos. A entidade defende ainda que a água limpa e tratada com cloro destrói e inativa vírus e outros germes, sendo segura para a prática de esportes.
“Da forma como assunto vem sendo tratado, as academias parecem inimigas no combate ao coronavírus. Queremos lembrar que os centros esportivos são locais de promoção de saúde e, se a situação for manejada corretamente, o risco de contágio é tão pequeno quanto o de qualquer outra atividade que está autorizada a funcionar”, defende Ramalho. “Junto a hábitos alimentares saudáveis e redução do nível de estresse, a atividade física é uma das recomendações da própria Organização Mundial da Saúde para que manter a imunidade em dia”.
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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