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Cirurgia de reconstrução mamária é realizada pelo SUS em 20 hospitais do Estado

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No Paraná, entre os meses de junho de 2023 e julho de 2025, foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 378 cirurgias de reconstrução mamária em pacientes que realizaram o tratamento de câncer de mama e precisaram fazer a mastectomia total (retirada da glândula mamária). No Estado são 20 hospitais habilitados na Alta Complexidade em Oncologia para realizar o procedimento pelo SUS. Essas unidades atendem as quatro macrorregiões de saúde do Paraná.

A cirurgia plástica reconstrutiva pode ser realizada no mesmo ato cirúrgico da retirada da glândula mamária ou posteriormente, após a recuperação dos procedimentos anteriores. A definição de quando será realizada é da equipe médica que acompanha a paciente.

“Sabemos como é importante esse procedimento para que as mulheres que realizaram a cirurgia de retirada da mama recuperem a autoestima. O Paraná está comprometido com essa causa e com a realização desse procedimento”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Dados do Sistema Estadual de Regulação (Care-PR), atualmente, 16 pacientes estão com indicação e aguardam a realização do procedimento de reconstrução mamária pelo SUS. Esse dado não inclui os municípios com gestão plena, como Curitiba, Londrina e Maringá.

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HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO – Beatriz Correa dos Santos de Souza, 45 anos, descobriu o câncer de mama quando tinha 37. Ela vive com uma família que a adotou, mas mantinha vínculo com a família biológica. A mãe e as cinco irmãs biológicas tiveram câncer de mama e faleceram em razão da doença. Em 2018, ao ser alertada por uma das irmãs, ela optou por refazer a mamografia, quando foi constatado um nódulo.

A partir daí foram momentos de angústia, mas o tratamento seguiu rapidamente. Fez quimioterapia oral por um ano e meio e em 18 meses após o início do tratamento realizou a mastectomia. Na sequência, em atendimento pelo plano de saúde, realizou a cirurgia de reconstrução mamária.

No final de 2024, a prótese se rompeu. Com muita dor, procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento, quando foi encaminhada para atendimento hospitalar. Realizou consultas e exames. Em outubro deste ano, ela recebeu a indicação para uma nova cirurgia que está agendada para o dia 6 de novembro pelo SUS.

“Para a mulher que tem câncer, que vem desse histórico, a reconstrução mamária é primordial, porque muitas mulheres não aceitam, muitas têm vergonha de não ter os seios. E o SUS, ele acolhe a gente e fornece a cirurgia. Agora que tenho que fazer a troca da prótese que estourou, estou sendo muito bem atendida e assistida pelo SUS”, disse Beatriz.

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Dançar é uma das atividades que a Eliane Maria Saldanha Maciel, de 54 anos, adora fazer e que foi brevemente interrompida após descobrir o câncer de mama em janeiro de 2019.

Moradora da cidade de Almirante Tamandaré, ela relata que o atendimento e o tratamento foram rápidos. Eliane foi inicialmente atendida em uma UPA de Curitiba, que fez o encaminhamento da documentação para a Secretaria da Saúde e deu sequência ao processo. Em poucos meses ela realizou a cirurgia para a retirada da mama e a implantação de um expansor. Com a pandemia da Covid-19, a cirurgia de reconstrução mamária teve que ser adiada, mas foi realizada dois anos depois.

“Foi tudo realizado pelo SUS. Hoje levo uma vida normal com a prótese, que me permitiu dar continuada às coisas que eu gosto, como dançar. A prótese me permitiu isso: a volta da autoestima, poder levar uma vida normal e ter qualidade de vida após o tratamento”, declarou Eliane.

Paraná Rosa: Cirurgia de reconstrução mamária é realizada em 20 hospitais do estado

Eliane Maria Saldanha Maciel, uma das mulheres que realizaram cirurgia no Paraná. Foto: Arquivo Pessoal

APOIO NO PARANÁ – Outra mulher com uma história de superação e que realizou no SUS a cirurgia de reconstrução mamária é Karine Cristiane Tavares, técnica de enfermagem. Aos 39 anos, ela fez uma mamografia em uma clínica particular em outro estado. Foi apontado um nódulo muito pequeno, mas descartada a hipótese de câncer de mama.

Meses depois, Karine veio morar no Paraná e trabalhar em um hospital. As dores e o incômodo surgiram e ela refez os exames, quando foi constatado um câncer de grau 4, muito avançado.

“Tive que fazer a mastectomia das duas mamas. Dois anos depois fiz a cirurgia de reconstrução. É uma experiência super válida, pois a retirada da mama afeta o nosso emocional, a gente perde a identidade. Pense em uma mulher se olhando no espelho, parece que falta algo. Não é só estético, afeta o psicológico. Foi muito bom quando reconstruí a mama, ainda mais porque no hospital eles preservaram o meu mamilo. Foi tudo perfeito”, relatou Karine.

COMO FAZER – O processo começa com a consulta médica na Unidade Básica de Saúde (UBS), exceto para aquelas mulheres que estão vinculadas aos hospitais onde já fizeram a mastectomia.
Na unidade, será analisado o caso e iniciados os procedimentos de autorização em uma instituição de saúde credenciada pelo SUS. Em caso de dúvidas ou para mais informações, é necessário procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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