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Cine que Une: Museu da Imagem e do Som promove mostra de cinema nacional

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A mostra de cinema nacional “Cine que Une” terá início no dia 19, no Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR). Até 22 de maio, às 17h, o MIS-PR terá sessões gratuitas com curtas e médias-metragens de todo Brasil, evidenciando a diversidade de linguagens, territórios e experiências que caracterizam o campo do audiovisual contemporâneo independente. A mostra faz parte da 24.ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e a entrada será por ordem de chegada, com vagas limitadas.

Serão exibidos filmes de ficção, documentário e experimental divididos em quatro eixos temáticos: Fronteiras e Travessias, que reflete sobre limites geográficos e o pertencimento; Arquivo e Reconciliação, utilizando a memória e acervos históricos para dar voz a histórias silenciadas; Encontros de Gerações, promovendo a sabedoria e o legado entre o tradicional e o contemporâneo; e Conexão Digital, abordando o afeto e a coletividade em tempos de virtualidade. 

O título da mostra é inspirado na temática da 24.ª Semana Nacional dos Museus “Museus Unindo um Mundo Dividido” e busca evidenciar o audiovisual como ponte para  diversos grupos. Um exemplo prático é o próprio edital da mostra que contou com mais de 200 obras enviadas de todo o território nacional. Com curadoria de Alex Padilha e Rafael Soares, serão exibidos 37 títulos.

De acordo com a diretora Mirele Camargo, a mostra reafirma o MIS-PR como uma vitrine ativa do cinema nacional. “Integrar essa seleção à Semana de Museus é mostrar que o audiovisual brasileiro é patrimônio vivo e que o nosso espaço é, acima de tudo, um polo de divulgação e encontro para a nossa própria cultura“, afirma.

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Confira a programação completa

Dia 19 (terça-feira) – 17h

Eixo: Arquivo e Reconciliação

Galeria Precária (2024) 2 min – Direção: Caroline Paixão Donaton 

O Samba no Ritmo do Tempo (2026) 6 min – Direção: Bernardo William

Mande me avisar se é em casa ou na igreja (2025) 7 min – Direção: Rafael Waltrick

Diálogo Bulbul (2025) 7 min – Direção Coletiva: Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos 

Sinfonia Revirada da Alvorada (2026) 7 min – Direção: Kuríxa Puri

Os monóculos da minha vó (2022) 9 min – Direção: Ana Torres

Cápsula (2026) 14 min – Direção: Renato Novaes, Victor Lopes, Selena Souza, Grazielly Marinho (YU), Nataly Fernanda e Julia Mung

Madeira Viva (2026) 19 min – Direção: Gabriel Villas-Bôas

A Cachoeira (2025) 20 min – Direção: Rayssa Coelho, Filipe Gama

O Olhar de Antônio (2026) 20 min – Direção: Glória Albues

Amarelo Limbo (2026) 20 min – Direção: Monica Ogaya

Cor (2025) 25 min – Direção: Mazé Mixo​​​​​​

 Dia 20 (quarta-feira) | 17h

Eixo: Conexão Digital

Nunca Estarei Lá (2022) 28 min – Direção: Rodrigo Campos

Nação Hip Hop: Cultura de Rua (2025) 16 min – Direção: Laia Orisa

Tempo (2025) 5 min – Direção: Clara Bemfica, Laryssa Gabrielly, Letícia Alvarenga, Vinicius Henrique

O fim da imagem (2022) 15 min – Direção: Gil Baroni

Normalidade (2025) 14 min – Direção: Lico Cardoso, Deh Coutinho

Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape (2026) 70 min – Direção: Sérgio Santos Barroso

 Dia 21 (quinta-feira) | 17h

Eixo: Encontros de Gerações

Meu e Seu (2025) 7 min – Direção: Gabriel Freire

Junção de Átomos (2026) 11 min – Direção: Fernando Bittencourt

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A Casa Amarela (2024) 14 min – Direção: Adriel Nizer

Meu Pai e a Praia (2024) 15 min – Direção: Marcos Alexandre

O Barco (2024) 17 min – Direção: Rodolpho Pinotti 

O Ponto do Mel (2026) 20 min – Direção: Mirian Oliveira e Pedro Lessa

Comunhão (2025) 23 min – Direção: Pétala Lopes

Um Filme de Ficção (2026) 24 min – Direção: Fernando Oikawa Garcia

A Tempestade (2025) 25 min – Direção: Diego Müller

 Dia 22 (sexta-feira) | 17h

Eixo: Fronteiras e Travessias

Água de Estrellas Rojas (2026) 3 min- Direção: Fernanda Diniz, Ana Laura Carvalho, Djalíí Perea 

Escudo (2025) 8 min – Direção: Andrey Haag, Cauê Santiago

Talvez o Vento Saiba seu Nome (2024) 14 min – Direção: Alexis Müller, Duda Machado

Desvios Naturais (2025) 14 min – Direção: Rafaella Narciso

Pai, volta logo! (2023) 15 min – Direção: Monica Ogaya

A Canção do Asfalto (2017) 16 min – Direção: Pedro Giongo

Sob Luzes de Carbono (2026) 20 min – Direção: Enzzo Mallcon Gomes Gonçalves

A Terra das Estrelas Distantes (2025) 20 min – Direção: Felipe Aufiero

Maremoto (2024) 23 min – Direção: Cristina Lima, Juliana Bezerra

Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política (2020) 25 min – Direção: Fabiane Medina, Julia Zulian e Guilherme Sai

Serviço

Mostra “Cine que Une” no MIS-PR

Data: 19 a 22 de maio

Horário: diariamente às 17h

Mais detalhes sobre os filmes no site www.mis.pr.gov.br ou www.mis.pr.gov.br/Pagina/MOSTRA-CINE-QUE-UNE 

Local: Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro – Curitiba (MIS-PR)

Entrada gratuita – Vagas limitadas

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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