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Sem custo ao consumidor, Copel instala medidores inteligentes em Fazenda Rio Grande

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O Programa Rede Elétrica Inteligente da Copel está chegando a Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A partir do dia 24 de abril, próxima segunda-feira, eletricistas farão a troca dos medidores convencionais por modelos digitais e inteligentes, sem custo para o consumidor. 

Os novos medidores emitem sinais em tempo real para o centro de operações da Companhia, agilizando o atendimento nos casos de falta de luz. Em Fazenda Rio Grande, a troca vai acontecer em todas as 60 mil unidades consumidoras do município, a um ritmo superior a 200 domicílios por dia. 

“A Copel está implantando no Paraná a rede de distribuição de energia mais moderna do Brasil, tecnologia que automatiza o sistema e vai reduzir o tempo de desligamento provocado por intempéries e outros fatores externos, além de possibilitar o controle do consumo pelo cliente, entre vários outros benefícios”, afirma o gerente da agência da Copel em Fazenda Rio Grande, Diogo Mantovani. 

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REGIÃO METROPOLITANA – O programa também já está em fase de conclusão em Araucária e Contenda, ambas com mais de 80% das instalações finalizadas. Os próximos municípios a receberem a nova tecnologia são Mandirituba, Quitandinha e Piên. 

Os medidores inteligentes representam o futuro do setor de energia elétrica, pois são peças-chave para a transformação dos centros urbanos em smart cities, ou cidades inteligentes. Iniciado em 2021, o programa já está em 73 municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, e agora avança para mais 28 cidades da Região Metropolitana, Campos Gerais e Ilha do Mel. 

Nesta nova etapa, serão instalados ao todo 511 mil novos equipamentos, ao longo dos próximos dois anos. Com a Rede Elétrica Inteligente, toda a operação será automatizada, reduzindo as quedas de energia e agilizando o retorno dos serviços em eventuais faltas. Além disso, os serviços rotineiros de leitura de energia, bem como o corte e a religação em casos de inadimplência, serão realizados de forma remota, como já acontece nas localidades atendidas no Sudoeste. 

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TROCA DOS MEDIDORES – O serviço de troca dos medidores é gratuito, feito com a rede desligada e tem previsão de durar aproximadamente uma hora em cada domicílio. Ele é realizado por eletricistas uniformizados e identificados pelo crachá da empresa contratada Eleng.  

Para a realização do trabalho, os profissionais entregam uma carta de apresentação da rede inteligente e precisam de acesso somente ao conjunto de medição da energia elétrica, sem precisar entrar na residência do consumidor. 

APLICATIVO – O consumidor que já tem medidor inteligente instalado e em completo funcionamento pode acessar a nova funcionalidade no aplicativo Copel. A opção “rede elétrica inteligente” mostra a quantidade de quilowatt-hora (kWh) consumida a cada dia e estima o total de consumo do mês, antes do fechamento da fatura. No entanto, essa funcionalidade é liberada somente depois que a Copel finaliza a instalação de todos os medidores no município. 

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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