Connect with us


Agro

Cibra troca gás natural por biomassa e corta 78% das emissões de carbono em fábrica na Bahia

Publicado em

A Cibra, uma das maiores empresas de fertilizantes do Brasil, concluiu a substituição completa de sua matriz energética na unidade de Camaçari (BA), trocando o gás natural por biomassa obtida de cascas e cavacos de eucalipto provenientes da indústria de papel e celulose.

Com a mudança, a empresa alcançou uma redução de 79% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) entre 2019 e 2024, o que representa cerca de 60 mil toneladas de CO₂ a menos na atmosfera.

O projeto marca um passo importante na estratégia de descarbonização da companhia e reforça seu compromisso com uma produção de fertilizantes mais sustentável.

Investimento de US$ 1,5 milhão e implantação em tempo recorde

Para viabilizar a transição energética, a Cibra investiu cerca de US$ 1,5 milhão no projeto, que foi concluído em apenas um mês de parada de manutenção.

As obras incluíram adaptações na fornalha e na caldeira, além da construção de um armazém dedicado ao armazenamento da biomassa.

Segundo Osvaldo Pessan, head de ESG da Cibra, a iniciativa representa um marco na trajetória da empresa.

“A mudança para biomassa foi um marco para a Cibra. Ganhamos eficiência operacional, reduzimos custos e diminuímos nossa pegada de carbono de forma significativa. Essa ação está alinhada ao nosso Plano de Redução da Jornada Climática e reforça nosso compromisso com a sustentabilidade”, destacou.

Economia circular e estímulo à cadeia local

Além dos benefícios ambientais, o projeto fortalece o conceito de economia circular, ao aproveitar resíduos da indústria de papel e celulose como fonte de energia renovável.

Leia mais:  Próximo plano quinquenal da China deve definir nova era econômica global

A Cibra também passou a estimular a cadeia de fornecedores locais, firmando parcerias com empresas como Bracell, Bahia Florestal e Amaral, que fornecem a biomassa utilizada na operação.

O projeto ainda gerou empregos diretos na operação de picadores de biomassa e movimentou a logística regional, ampliando o impacto socioeconômico positivo na região.

Operação prática: energia renovável domina a matriz da unidade

Na prática, a biomassa triturada alimenta as fornalhas e caldeiras da planta, gerando o calor necessário para a secagem de grãos e produção de vapor, que é utilizado no processo de granulação dos fertilizantes.

Atualmente, 95,68% da energia consumida na unidade de Camaçari já é de origem renovável, consolidando a Cibra como referência em sustentabilidade na indústria de fertilizantes.

“Ao adotar a biomassa, passamos a oferecer ao mercado fertilizantes com menor impacto ambiental, atendendo às novas demandas de clientes e investidores”, reforçou Pessan.

Retorno financeiro e referência para o setor

O projeto em Camaçari tornou-se referência nacional pela agilidade na execução, resultados comprovados e viabilidade econômica. O retorno do investimento é estimado em cinco anos, comprovando que a transição para fontes limpas pode ser eficiente também do ponto de vista financeiro.

Leia mais:  Após sequência de altas, preços do café arábica recuam com realização de lucros nas bolsas internacionais

Com essa iniciativa, a Cibra reafirma seu papel de liderança em inovação e sustentabilidade no agronegócio brasileiro, contribuindo diretamente para a redução da pegada de carbono do setor de fertilizantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Lentilha-d’água ganha destaque na agricultura sustentável e pode revolucionar bioeconomia no Brasil

Published

on

A lentilha-d’água (Lemna minor), uma das menores plantas com flor do mundo, vem ganhando protagonismo em pesquisas científicas por seu potencial de aplicação em soluções ambientais e industriais. Estudos recentes indicam que a espécie pode ser uma aliada estratégica na transição para modelos de economia circular e agricultura sustentável.

A análise foi publicada na revista Circular Economy and Sustainability, da editora Springer, e reúne evidências científicas sobre o uso da planta em áreas como fitorremediação, produção de biomassa e desenvolvimento de bioprodutos.

Estudo reúne avanços científicos sobre a Lemna minor

O trabalho, intitulado “Advancements in Duckweed (Lemna Minor) Research: Exploring Sustainable Applications, Bioproducts and Cultivation Strategies as Potential Drivers to Circular Economy”, foi desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

A revisão sistematizou 50 estudos científicos, organizando os resultados em quatro eixos principais:

Ecotoxicologia

  • Fitorremediação
  • Composição química e bioprodutos
  • Estratégias de cultivo

Entre os autores estão Johana Marcela Concha Obando, Beatriz Heitzman, Moranne Toniato, Thalisia Cunha dos Santos, Levi Pompermayer Machado e Guilherme Wolff Bueno.

Leia mais:  Após sequência de altas, preços do café arábica recuam com realização de lucros nas bolsas internacionais
Planta aquática tem alto potencial para tratamento de água

Pequena e de crescimento acelerado, a Lemna minor é encontrada em ambientes de água doce, como lagos e reservatórios. Sua estrutura simples permite rápida reprodução, o que a torna uma espécie de interesse científico em diferentes áreas.

Um dos principais destaques é seu uso na fitorremediação — processo natural de descontaminação ambiental. Estudos indicam que a planta é capaz de absorver nutrientes e poluentes presentes na água, contribuindo para:

  • Redução da eutrofização
  • Tratamento de efluentes
  • Melhoria da qualidade de corpos hídricos
  • Base para bioprodutos e bioeconomia circular

Além do potencial ambiental, a lentilha-d’água também chama atenção pela sua composição rica em proteínas, biomassa e compostos bioativos.

Segundo os pesquisadores, essa característica abre espaço para aplicações industriais e agrícolas, incluindo:

  • Produção de biofertilizantes
  • Insumos para bioindústria
  • Matéria-prima para produtos sustentáveis

A rápida renovação da biomassa reforça ainda mais seu potencial como recurso estratégico dentro da bioeconomia.

Estudo aponta lacunas e desafios para avanço da pesquisa

Apesar do aumento no número de publicações científicas sobre a espécie, os autores destacam a ausência de uma revisão sistemática abrangente até agora, o que dificultava a consolidação do conhecimento.

Leia mais:  Dólar opera com leve alta e Ibovespa renova máxima; mercado acompanha falas de Galípolo e Powell

O estudo também identifica desafios importantes para pesquisas futuras, como:

  • Padronização de técnicas de cultivo
  • Avanços em cultivo em escala laboratorial e aberta
  • Melhor caracterização taxonômica e morfológica
  • Integração entre ciência e sustentabilidade

Mais do que reunir dados científicos, a pesquisa propõe uma nova abordagem conceitual para a Lemna minor, alinhando seu uso aos princípios da economia circular.

A planta é apresentada como uma solução capaz de transformar resíduos em biomassa de valor agregado, além de contribuir diretamente para a recuperação ambiental e a redução de impactos em ecossistemas aquáticos.

Perspectiva para o agronegócio e a inovação sustentável

O estudo reforça a importância da integração entre pesquisa básica e aplicada para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no campo.

Com aplicações que vão desde o tratamento de água até a produção de insumos agrícolas, a lentilha-d’água surge como uma espécie promissora para impulsionar a inovação na agricultura e fortalecer modelos produtivos regenerativos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262