Agro
Chuva favorece florada de citros, mas volume insuficiente preocupa produtores
Nas últimas semanas, as principais regiões do cinturão citrícola brasileiro registraram precipitações que contribuíram para a indução da florada em alguns talhões. Especialistas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) destacam que este período é fundamental para definir o potencial produtivo da próxima safra de citros.
Déficit hídrico ainda é desafio
Apesar das chuvas, o volume registrado e a constância das precipitações continuam abaixo do necessário para compensar o déficit hídrico histórico em grande parte das áreas produtoras. Segundo pesquisadores do Cepea, a situação coloca o início da florada em risco, principalmente diante de dias quentes previstos para os próximos dias.
Risco de queda de flores e impacto na safra
A combinação de chuvas insuficientes e altas temperaturas aumenta a preocupação de produtores e agentes do setor. O pegamento das flores pode ser prejudicado, elevando a taxa de queda e impactando diretamente a safra de primeira florada do próximo ano – cenário semelhante ao registrado em 2025.
Previsão do tempo indica alerta
Para as regiões citrícolas de São Paulo e do Triângulo Mineiro, não há previsão de chuvas expressivas nos próximos dias, apenas calor. O Cepea reforça que a falta de chuva consistente neste momento crítico pode comprometer o potencial produtivo e afetar a economia do setor citrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Milho: preços recuam na B3 com dólar em queda, Chicago negativa e mercado físico travado, aponta TF Agroeconômica
O mercado brasileiro de milho registrou queda nas cotações nesta terça-feira, refletindo a combinação de fatores externos negativos, recuo do dólar e baixa liquidez no mercado físico. A análise é da TF Agroeconômica, que destaca um cenário de pressão generalizada tanto na bolsa quanto nas negociações internas.
Na B3, os contratos futuros acompanharam o movimento de baixa observado em Chicago e no câmbio, consolidando um dia de perdas para o cereal.
B3 acompanha Chicago e dólar em queda
O contrato de milho com vencimento em maio de 2026 fechou cotado a R$ 67,03, com recuo de R$ 0,50 no dia e perda acumulada de R$ 1,18 na semana.
Outros vencimentos também registraram desvalorização:
- Julho/2026: R$ 68,62 (-R$ 1,17 no dia; -R$ 1,18 na semana)
- Setembro/2026: R$ 70,33 (-R$ 0,90 no dia; -R$ 1,61 na semana)
O movimento foi influenciado pela queda de 1,18% nas cotações do milho em Chicago, além da desvalorização de 1,12% do dólar, fatores que reduzem a competitividade das exportações brasileiras e pressionam os preços internos.
Outro vetor de baixa foi a retração do petróleo no mercado internacional, que impacta o complexo de commodities agrícolas.
Clima favorável e avanço da safra aumentam oferta
No campo, o cenário climático mais positivo em importantes regiões produtoras, como Paraná e Mato Grosso, contribui para a pressão sobre os preços.
A TF Agroeconômica destaca que:
- O plantio da safrinha já foi concluído
- A colheita do milho verão entra na reta final
- Há maior conforto na busca por volumes no mercado
Esse ambiente reforça a expectativa de aumento da oferta no curto prazo, reduzindo a urgência de compras por parte da demanda.
Mercado físico segue travado no Sul do Brasil
Nos estados do Sul, a comercialização permanece lenta, marcada pela distância entre os preços pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores.
- Rio Grande do Sul
- Indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00/saca
- Média estadual em R$ 58,19
- Colheita atinge 94% da área
- Santa Catarina
- Pedidas próximas de R$ 75,00
- Compradores ofertando cerca de R$ 65,00
- Colheita praticamente finalizada (98%)
- Paraná
- Indicações ao redor de R$ 65,00
- Demanda próxima de R$ 60,00 CIF
- Pressão continua, apesar da melhora climática
- Mato Grosso do Sul
- Preços entre R$ 54,00 e R$ 55,05/saca
- Compradores atuando com cautela
- Atenção ao desenvolvimento da safrinha
Baixa liquidez e cautela predominam no mercado
A combinação entre preços em queda, oferta crescente e incertezas externas mantém os agentes do mercado em postura cautelosa. Segundo a TF Agroeconômica, a liquidez reduzida segue como um dos principais entraves para a formação de preços no curto prazo.
Além disso, a valorização recente do real frente ao dólar limita o ritmo das exportações, reduzindo o suporte para as cotações internas.
Perspectiva: mercado segue pressionado no curto prazo
O cenário atual indica continuidade da pressão sobre os preços do milho, com três fatores principais:
- Desempenho negativo em Chicago
- Dólar mais fraco frente ao real
- Avanço da oferta com a colheita e safrinha
Diante disso, o mercado deve permanecer volátil e dependente de novos movimentos no câmbio, clima e demanda internacional para definir sua trajetória nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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